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    Petrobras tem lucro recorde de R$59,9 bi no 4º tri com reversão de baixa contábil

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    O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco REUTERS/Sergio Moraes

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    Por Marta Nogueira e Roberto Samora

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras teve lucro líquido recorde de 59,9 bilhões de reais no quarto trimestre do ano passado, ante 8,15 bilhões de reais no mesmo período de 2019, principalmente devido a uma reversão de baixa contábil bilionária relacionada aos preços do petróleo, informou a companhia nesta quarta-feira.

    Após um 'impairment' de mais de 65 bilhões de reais no primeiro trimestre devido à crise que derrubou os preços do petróleo e valores de ativos da empresa, houve no quarto trimestre uma reversão de quase metade do valor.

    Além disso, ajudaram nos resultados ganhos cambiais de 20 bilhões de reais e reversão de gastos passados do plano de saúde AMS, em 13,1 bilhões de reais, decorrente da revisão de obrigações futuras da empresa.

    'Parte dos 'impairments' realizados anteriormente, no montante de 31 bilhões de reais, foram revertidos como resultado das novas curvas de preço do Brent e de câmbio aprovadas no Plano Estratégico 2021-25, bem como pela revisão do portfólio de projetos, principalmente relacionadas ao E&P', explicou a Petrobras.

    Desconsiderando os efeitos não recorrentes, a empresa teria registrado um lucro líquido de 28,4 bilhões de reais no quarto trimestre, e ainda assim seria recorde, superando marca do segundo trimestre de 2019 (18,9 bilhões de reais).

    O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou 47 bilhões de reais entre outubro e dezembro, alta de 28,8% ante o mesmo período de 2019.

    Na comparação com o terceiro trimestre, o Ebitda ajustado avançou 41%, principalmente devido ao ganho oriundo da reversão de gastos passados do plano AMS.

    Também contribuíram para o Ebitda dos meses de outubro a dezembro os maiores preços do Brent, o aumento da demanda por energia termelétrica, que impactou positivamente a geração de energia, bem como os volumes de óleo combustível e GNL.

    'Estes foram compensados por menores volumes de exportação, menores margens de diesel e gasolina e provisionamento para pagamento de bônus aos funcionários', afirmou a empresa.

    A receita líquida do quarto trimestre somou 75 bilhões de reais, queda de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Já na comparação com o terceiro trimestre, a receita cresceu 6%, com a alta do petróleo Brent, entre outros fatores. Por outro lado, o volume das exportações de petróleo diminuiu devido à menor produção no trimestre.

    A Petrobras ressaltou que a receita de diesel foi ligeiramente superior no quarto trimestre na comparação com o terceiro, diferentemente da sazonalidade usual do produto, devido a um esforço comercial para aumentar as vendas, principalmente por meio de leilões.

    DÍVIDA MENOR

    Em 2020 completo, a companhia teve um lucro líquido de 7,1 bilhões de reais, recuo de 82,3% ante o ano anterior, devido à queda de 35% do preço do Brent em dólares e maior 'impairment', que somou 34,26 bilhões de reais, apesar da reversão registrada no quarto trimestre.

    Além disso, menores ganhos com desinvestimentos e desvalorização de 31% do real em relação ao dólar americano pressionaram o lucro anual.

    'Por outro lado, as iniciativas que aumentaram a resiliência e eficiência e a continuidade do trabalho de redução do endividamento contribuíram para compensar parcialmente os impactos da crise', disse a Petrobras, em seu relatório financeiro.

    O Ebitda ajustado do ano passado somou 143 bilhões de reais, alta de 10,6% em relação ao ano anterior, apesar de um cenário adverso, ocasionado pela pandemia, com a desvalorização de 35% dos preços do Brent.

    Esse resultado, segundo a Petrobras, foi possível devido a iniciativas como o aumento das exportações, que compensou a redução da demanda e das margens dos derivados de petróleo no Brasil.

    A empresa vem realizando um ambicioso plano de corte de custos e de venda de ativos, em busca de reduzir sua dívida, que caiu 15,7 bilhões de dólares em 2020 ante 2019, para 63,2 bilhões de dólares (endividamento líquido).

    Já a dívida bruta somou 75,5 bilhões de dólares, queda de 13,3% ante o ano anterior, batendo a meta da companhia, que era conseguir manter a dívida bruta estável ante 2019, a 87 bilhões de dólares.

    Atualmente, a companhia ainda tem mais de 50 ativos à venda em diferentes estágios em seus processos de desinvestimento, com potencial de ajudar mais na redução do endividamento. Dentre eles estão cinco refinarias, a Gaspetro e vários campos maduros de petróleo chegaram à etapa final para a assinatura dos contratos de compra e venda.

    A receita liquida em 2020 foi de 272 bilhões de reais, queda de 10% em relação ao ano anterior, pelo efeito dos preços do petróleo e queda nas vendas de derivados.

    A queda ocorreu embora o volume de vendas totais tenha subido, com impulso de um aumento de 30% nas exportações quando comparado a 2019, contando com a demanda da China.

    (Por Marta Nogueira e Roberto Samora)

    Escrito por Reuters

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