Petróleo atinge máxima desde julho de 2022 com interrupção de mais oferta no Oriente Médio
Petróleo atinge máxima desde julho de 2022 com interrupção de mais oferta no Oriente Médio
Reuters
20/03/2026
Por Georgina McCartney
HOUSTON, 20 Mar (Reuters) - Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira e atingiram o valor mais alto em quase quatro anos, com o Iraque declarando força maior em todos os campos de petróleo desenvolvidos por empresas petrolíferas estrangeiras e a escalada da guerra do Irã, com os Estados Unidos prontos para enviar milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio.
Os contratos futuros do Brent para maio subiram US$3,54, ou 3,26%, para fechar a US$ 112,19 o barril, o maior valor desde julho de 2022. O petróleo dos EUA West Texas Intermediate para abril, que expiraram nesta sexta-feira, fecharam com alta de US$2,18, ou 2,27%, a US$98,32. Os futuros do petróleo do segundo mês dos EUA, mais ativamente negociados, fecharam a US$98,23, 2,8% mais altos.
Na máxima da sessão, os futuros do petróleo Brent subiram mais de US$4.
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã não deu sinais de abrandamento, com ataques a infraestruturas importantes de energia no Irã e ataques dessa nação a seus vizinhos, incluindo Arábia Saudita, Catar e Kuweit.
'Este é o pior cenário possível, não só temos força maior no Iraque, mas também um número significativo de tropas sendo reunidas pelos EUA no Golfo Pérsico, as esperanças de uma resolução rápida e o retorno do fornecimento ao mercado global através do Estreito de Ormuz estão desaparecendo diante de nossos olhos', disse John Kilduff, sócio da Again Capital.
O Brent ganhou cerca de 8,8% na semana, enquanto o WTI do primeiro mês caiu cerca de 0,4% em comparação com o fechamento da última sexta-feira. O desconto do WTI em relação ao Brent atingiu seu maior valor em 11 anos na quarta-feira.
(Reportagem de Georgina McCartney em Houston, Robert Harvey e Anna Hirtenstein em Londres. Reportagem adicional de Jeslyn Lerh, em Cingapura, e Helen Clark, em Perth)
Reuters

