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Petróleo cai 5% com expectativa  de reabertura do Estreito de Ormuz

Petróleo cai 5% com expectativa  de reabertura do Estreito de Ormuz

Reuters

16/06/2026

Placeholder - loading - Uma bomba de extração opera nas proximidades de uma usina de energia movida a turbina a gás no campo petrolífero da Bacia do Permiano, nos arredores de Odessa, no Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 202
Uma bomba de extração opera nas proximidades de uma usina de energia movida a turbina a gás no campo petrolífero da Bacia do Permiano, nos arredores de Odessa, no Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 202

Por Scott DiSavino

NOVA YORK, 16 Jun (Reuters) - Os ​preços do petróleo caíram cerca de 5% pelo segundo dia consecutivo, atingindo mínima de três meses nesta terça-feira, à medida que surgiram detalhes de um acordo provisório para pôr fim à guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz, incluindo um acordo para permitir que o Irã venda petróleo.

Os futuros do petróleo Brent caíram US$4,21, ou 5,1%, fechando a US$78,96 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caiu US$4,70, ou 5,8%, fechando a US$76,05.

Esses foram os fechamentos mais baixos para o Brent desde 2 de ⁠março e ⁠para o WTI desde 4 de ​março.

A guerra ‌entre os EUA e o Irã começou em 28 de fevereiro. Em 27 de fevereiro, o Brent fechou a US$72,48 por barril e o WTI, a US$67,02.

“O petróleo está caindo rapidamente com a expectativa de que o Estreito de ⁠Ormuz seja reaberto em breve”, afirmou Bob Yawger, diretor de futuros ​de energia do Mizuho, em uma nota. Antes da guerra, cerca de 20% do ​abastecimento global de petróleo passava pelo estreito.

Detalhes do ‌acordo provisório para encerrar ​a ⁠guerra começaram a surgir nesta terça-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o acordo impedirá Teerã de possuir armas nucleares, e uma autoridade norte-americana declarando que ​ele permitirá que o Irã venda petróleo assim que for assinado.

O acordo prorrogaria por mais 60 dias o frágil cessar-fogo anunciado em abril e reabriria o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou efetivamente desde que os EUA e Israel atacaram o ​país pela primeira vez.

Ainda assim, dúvidas pairavam sobre o acordo, com especialistas alertando que o transporte marítimo e as exportações de energia poderiam levar semanas para se recuperar. No Líbano, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirmou acreditar que o Irã não assinará um acordo nuclear definitivo a menos que Israel se retire do Líbano.

“Por enquanto, está sendo depositada uma grande confiança no sucesso desse plano, com pouca atenção a questões espinhosas ​como compensação financeira, sanções e, especialmente, um acordo nuclear satisfatório — que foi, em grande parte, ‌a razão por trás da guerra”, ⁠afirmaram analistas da empresa de consultoria em energia Ritterbusch and Associates em uma nota.

A notícia do acordo preliminar levou bancos de investimento, incluindo Goldman Sachs, Morgan Stanley e ⁠Citi, a reduzir suas previsões para o preço do ⁠petróleo.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova ⁠York, Stephanie Kelly e ⁠Robert ​Harvey em Londres, Anushree Mukherjee e Pranav Mathur em Bengaluru e Trixie Yap em Cingapura)

Reuters

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