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Petróleo cai com proposta de coalizão de defesa marítima liderada pela Arábia Saudita

Petróleo cai com proposta de coalizão de defesa marítima liderada pela Arábia Saudita

Reuters

30/07/2026

Placeholder - loading - Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 26 de julho de 2026. REUTERS/Stringer
Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã, em 26 de julho de 2026. REUTERS/Stringer

Por Georgina McCartney

30 Jul (Reuters) - Os preços do ​petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, após um pregão volátil, à medida que os operadores avaliavam as propostas para uma coalizão marítima liderada pela Arábia Saudita com o objetivo de fortalecer a cooperação em defesa na região do Mar Vermelho.

A Arábia Saudita busca liderar uma coalizão para fortalecer a cooperação em defesa no Estreito de Bab El-Mandeb, no Mar Vermelho e no Golfo de Áden. O Ministério da Defesa saudita informou que 14 países, incluindo Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti, emitiram uma declaração ⁠conjunta ⁠em apoio à proposta de coalizão ​multinacional de ‌defesa marítima.

Os futuros do Brent fecharam em queda de US$1,71, ou 1,88%, a US$89,03 por barril. As negociações foram instáveis e o Brent atingiu uma máxima de US$93,31 durante o pregão, depois que Washington e Teerã trocaram novos ⁠ataques contra alvos militares um do outro.

Os futuros do petróleo bruto ​West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos fecharam com queda de 87 centavos, ou 1,03%, ​a US$83,59, após atingirem uma máxima de US$ ‌85,94.

Militantes houthis do Iêmen, ​alinhados ⁠ao Irã, declararam na semana passada um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, ameaçando a rota do Mar Vermelho para suas exportações de petróleo — uma alternativa ao Estreito de ​Ormuz, que está amplamente bloqueado.

“Há essa sensação de que há uma grande oferta esperando para chegar ao mercado assim que tudo isso for resolvido, e isso é um fator que pesa contra qualquer tipo de alta drástica nos preços”, disse ​John Kilduff, sócio da Again Capital.

Irã e Omã continuaram as negociações sobre a gestão do Estreito de Ormuz, de acordo com a Agência Iraniana de Notícias do Trabalho. Na quarta-feira, uma alta autoridade iraniana afirmou que o Irã havia descartado a proposta de Omã para uma gestão conjunta regional da via navegável.

“O fato de Omã estar em negociações com o Irã pode sugerir que há avanços na reabertura do ​Estreito de Ormuz”, disse Hamad Hussain, economista sênior especializado em clima e commodities da Capital ‌Economics.

O estreito, que normalmente movimenta cerca ⁠de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito, continua sendo um ponto central para os mercados de petróleo desde que os EUA ⁠e Israel iniciaram a guerra contra o Irã em ⁠28 de fevereiro.

(Reportagem de Georgina McCartney ⁠em Houston, Anushree ⁠Mukherjee ​e Enes Tunagur em Londres, Mohi Narayan em Nova Délhi e Colleen Howe em Pequim)

Reuters

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