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Petróleo fecha com queda de 2% enquanto preocupações econômicas superam riscos relacionados à oferta

Petróleo fecha com queda de 2% enquanto preocupações econômicas superam riscos relacionados à oferta

Reuters

09/07/2026

Placeholder - loading - Bomba usada para ajudar a extrair petróleo de um poço, na Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA, em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Arathy Somasekhar
Bomba usada para ajudar a extrair petróleo de um poço, na Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA, em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Arathy Somasekhar

Por Scott DiSavino

9 Jul (Reuters) - Os preços do petróleo ​caíram cerca de 2% nesta quinta-feira, devido a temores de que o aumento da inflação e outras preocupações econômicas pudessem pesar sobre a demanda global por petróleo, apesar das contínuas restrições de oferta, já que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã atrasou a reabertura total do Estreito de Ormuz.

Cerca de 20% do abastecimento global de petróleo passava pelo estreito antes da guerra.

Os contratos futuros do Brent caíram US$1,72, ou 2,2%, fechando a US$76,30 o barril. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caiu US$1,44, ou 2,0%, fechando a US$72,08.

Na quarta-feira, o Brent fechou em seu maior nível desde 19 de ⁠junho, e ⁠o WTI fechou em seu maior nível ​desde 22 ‌de junho.

As forças armadas iranianas lançaram ataques contra infraestruturas militares dos EUA nos países do Golfo Pérsico nesta quinta-feira, após ataques dos EUA às províncias do litoral sul e do leste do Irã, colocando ainda mais pressão sobre um acordo de cessar-fogo que já durava três ⁠semanas.

Os ataques ocorreram no dia em que o Irã enterrou seu líder supremo ​assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário de Mashhad, o ponto alto de uma semana de ​cortejos fúnebres em massa e manifestações. Khamenei foi morto ‌no primeiro dia da guerra, ​em ⁠28 de fevereiro. Separadamente, várias explosões foram ouvidas no Irã, inclusive em Bushehr, onde está localizada uma das usinas nucleares do país.

“Esperamos que a renovada tensão no Oriente Médio entre os EUA e o Irã seja ​relativamente de curta duração, pois ambos os países estão limitados por realidades econômicas e políticas práticas”, afirmou Vikas Dwivedi, estrategista global de energia do Macquarie Group, em uma nota.

O Catar, que frequentemente tem atuado como mediador entre Washington e seus adversários, incluindo Teerã, condenou os ataques à navegação comercial e ​pediu o retorno à diplomacia. Os ministros das Relações Exteriores da Turquia e de Omã também enfatizaram a necessidade de evitar uma nova escalada militar em conversas com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi.

“Após dois dias de ataques, o Irã parece estar em contato telefônico buscando reduzir as hostilidades e, possivelmente, retornar à mesa de negociações”, afirmou Bob Yawger, diretor de futuros de energia do Mizuho, em uma nota.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os ataques dos EUA e a intervenção no ​redirecionamento da navegação pelo Estreito de Ormuz estavam atrapalhando a reabertura gradual da via navegável.

“Nossas estimativas de fluxos ‌de petróleo do Golfo Pérsico se recuperaram ⁠para mais de 80% dos níveis pré-guerra nos primeiros 10 dias após a reabertura de Ormuz, à medida que petroleiros retidos se apressavam a deixar o Golfo Pérsico, mas recuaram para cerca de ⁠70% do normal após os recentes ataques a petroleiros”, afirmaram ⁠analistas do banco norte-americano Goldman Sachs em um ⁠relatório.

(Reportagem de Scott DiSavino ⁠em ​Nova York, Anushree Mukherjee em Bengaluru, Sam Li, Trixie Yap e Shariq Khan; Reportagem adicional de Stephanie Kelly)

Reuters

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