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Petróleo fecha em máxima de várias semanas após EUA ameaçar novos ataques ao Irã

Petróleo fecha em máxima de várias semanas após EUA ameaçar novos ataques ao Irã

Reuters

08/07/2026

Placeholder - loading - Bomba de extração em operação em frente a uma plataforma de perfuração ao pôr do sol em um campo de petróleo em Midland, Texas, EUA, em 22 de agosto de 2018. REUTERS/Nick Oxford
Bomba de extração em operação em frente a uma plataforma de perfuração ao pôr do sol em um campo de petróleo em Midland, Texas, EUA, em 22 de agosto de 2018. REUTERS/Nick Oxford

Por Shariq Khan e Scott DiSavino

8 ​Jul (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam com alta de quase 5% nesta quarta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novos ataques contra o Irã, gerando preocupações de que a retomada das hostilidades no Oriente Médio pudesse interromper a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.

Os futuros do Brent subiram US$3,86, ou 5,2%, fechando a US$78,02 o barril, o maior valor desde 19 de junho. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) ⁠dos ⁠Estados Unidos subiu US$3,08, ou 4,4%, para ​US$73,52, ‌o maior valor desde 22 de junho.

Trump afirmou que um acordo provisório assinado no mês passado para pôr fim à guerra com o Irã estava “encerrado” e que os Estados Unidos provavelmente ⁠lançariam novos ataques na noite desta quarta-feira, após os ataques iranianos ​a bases americanas no Golfo Pérsico e a petroleiros no Estreito ​de Ormuz.

Mais tarde, Trump descartou o reinício ‌de uma guerra ​em ⁠grande escala com o Irã, fazendo com que os índices de referência do petróleo recuassem em relação aos ganhos máximos da sessão, que chegaram a ​quase 9%.

Ainda assim, o recente recrudescimento das tensões provavelmente impôs um limite ao número de embarcações dispostas a passar pelo Estreito de Ormuz, afirmaram analistas da RBC Capital Markets em uma nota.

Um quinto do ​abastecimento global de petróleo passava pelo estreito antes do início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, após os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra Teerã. Desde então, o Irã mantém um controle rígido sobre a circulação de navios por essa movimentada via navegável, forçando outros produtores de petróleo do Oriente Médio a cortar milhões ​de barris da produção devido à incapacidade de exportar no mesmo ritmo de ‌antes.

“Fundamentalmente, os eventos dos últimos ⁠dias enfraquecem significativamente qualquer confiança de que a atual trégua de 60 dias ainda possa evoluir para um acordo de paz permanente”, disse ⁠Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da ⁠consultoria Rystad Energy.

(Reportagem de Shariq ⁠Khan, Anushree Mukherjee, ⁠Yuka ​Obayashi e Jeslyn Lerh;Reportagem adicional de Seher Dareen, Florence Tan e Scott DiSavino)

Reuters

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