Petróleo fecha em queda após sessão volátil com notícias sobre negociações entre EUA e Irã
Petróleo fecha em queda após sessão volátil com notícias sobre negociações entre EUA e Irã
Reuters
26/02/2026
Por Georgina McCartney
HOUSTON, 26 Fev (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam em queda após uma sessão volátil nesta quinta-feira, com os investidores acompanhando o andamento das negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre o programa nuclear do membro da Opep, ponderando possíveis preocupações com o abastecimento caso as hostilidades se intensifiquem.
Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,14%, a US$70,75 o barril. Os futuros do WTI fecharam em queda de 0,32%, a US$65,21.
Os Estados Unidos e o Irã mantiveram conversações indiretas em Genebra nesta quinta-feira sobre uma longa disputa nuclear para evitar um conflito, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um reforço militar na região.
Os desenvolvimentos em curso em torno dessas negociações durante a sessão desta quinta-feira provocaram movimentos bruscos nos futuros do petróleo.
Os preços do petróleo subiram mais de US$1 por barril depois que reportagens da mídia indicaram que as negociações haviam estagnado devido à insistência dos EUA em que o Irã não enriquecesse urânio, bem como à exigência de que todo o urânio enriquecido a 60% fosse entregue aos Estados Unidos.
No entanto, os preços recuaram depois que os dois países prolongaram as negociações para a próxima semana, reduzindo o potencial de um ataque imediato, de acordo com Janiv Shah, vice-presidente de análise de petróleo da consultoria Rystad Energy.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, descreveu as negociações desta quinta-feira como as mais sérias com os Estados Unidos até o momento, dizendo que o Irã deixou clara sua exigência pelo levantamento das sanções e o processo para o alívio. Araqchi confirmou que as negociações continuarão na próxima semana.
(Reportagem de Georgina McCartney em Houston, Shariq Khan em Nova York, Enes Tunagur em Londres, reportagem adicional de Shadia Nasralla, Yuka Obayashi em Tóquio e Emily Chow em Cingapura)
Reuters

