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Petróleo sobe 2% após navio cargueiro ser atingido perto de Omã

Petróleo sobe 2% após navio cargueiro ser atingido perto de Omã

Reuters

25/06/2026

Placeholder - loading - Uma bomba de extração em operação perto de uma reserva de petróleo bruto no campo petrolífero da Bacia do Permiano, próximo a Midland, no Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 2025.  REUTERS/Eli Hartman
Uma bomba de extração em operação perto de uma reserva de petróleo bruto no campo petrolífero da Bacia do Permiano, próximo a Midland, no Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 2025. REUTERS/Eli Hartman

Por Scott DiSavino

NOVA YORK, 25 Jun (Reuters) - Os preços ​do petróleo subiram cerca de 2% nesta quinta-feira, depois que um navio de carga foi atingido por um projétil desconhecido perto de Omã, gerando preocupações sobre quanto tempo levaria para que o fluxo de petróleo no Oriente Médio voltasse aos níveis observados antes da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Após o fechamento do mercado nesta quinta-feira, duas autoridades americanas disseram à Reuters que o Irã disparou contra o navio de carga que havia relatado ter sido atingido por um projétil enquanto tentava atravessar o Estreito de Ormuz. As autoridades ⁠iranianas afirmaram ⁠que a segurança das embarcações que passam ​fora ‌das rotas designadas no Estreito de Ormuz não é garantida.

Os futuros do Brent subiram US$1,52, ou 2,1%, fechando a US$75,26 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiu US$1,58, ou 2,3%, fechando a US$71,92.

Na quarta-feira, os dois contratos de referência do petróleo ⁠fecharam em seu nível mais baixo desde 27 de fevereiro, um dia ​antes do início da guerra, enquanto os embarques de petróleo pelo estreito atingiram seu ​nível mais alto desde o início do conflito. Antes ‌da guerra, cerca de ​20% do ⁠abastecimento mundial de petróleo passava pelo Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã.

Mas nesta quinta-feira, a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas suspendeu seu programa de escolta a navios e tripulantes pelo ​Estreito de Ormuz depois que um navio de carga relatou um suposto ataque, reacendendo os temores em relação a um acordo preliminar para encerrar a guerra com o Irã.

“Os tanques de armazenamento em todo o Golfo estão com cerca de 50% a 60% da capacidade, portanto, ​se o tráfego de petroleiros pelo estreito não se recuperar no curto prazo, os produtores precisarão reduzir a produção, e a recuperação total será adiada para o próximo ano”, afirmaram analistas da consultoria Rystad Energy em um relatório.

O acordo entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra permitiu a retomada do tráfego pelo estreito, que o Irã havia efetivamente bloqueado.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos aliados do Golfo nesta quinta-feira ​que qualquer acordo com o Irã levaria em conta os interesses deles, ao encerrar uma viagem ‌ao Oriente Médio com o objetivo de ⁠conquistar parceiros regionais que nutrem profundas reservas em relação ao acordo preliminar.

O Goldman Sachs afirmou que não espera uma grande recuperação na produção iraniana, mesmo que o alívio das ⁠sanções se estenda além do prazo de validade de 21 ⁠de agosto.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova ⁠York, Anushree Mukherjee em ⁠Bengaluru, ​Robert Harvey e Alex Lawler em Londres, Colleen Howe em Pequim e Siyi Liu em Cingapura)

Reuters

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