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Petróleo sobe 9% e atinge maior cotação em um mês, com EUA anunciando bloqueio ao Irã

Petróleo sobe 9% e atinge maior cotação em um mês, com EUA anunciando bloqueio ao Irã

Reuters

13/07/2026

Placeholder - loading - Uma chama de gás arde ao longe, enquanto válvulas e dutos são visíveis no campo petrolífero de Rumaila, em Basra 4 de março de 2026 REUTERS/Essam Al-Sudani
Uma chama de gás arde ao longe, enquanto válvulas e dutos são visíveis no campo petrolífero de Rumaila, em Basra 4 de março de 2026 REUTERS/Essam Al-Sudani

Por Georgina McCartney

HOUSTON, 13 Jul (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam ​em alta de mais de 9% nesta segunda-feira, atingindo a maior cotação em um mês, após a notícia de que um bloqueio naval dos Estados Unidos -- com início previsto para terça-feira -- abrangerá todo o litoral, portos e terminais petrolíferos do Irã, bem como todas as embarcações, independentemente da bandeira, reacendendo as preocupações com o transporte de energia pelo Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$7,29, ou 9,59%, a US$83,30, enquanto os do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fecharam com alta de US$6,73, ou 9,42%, a US$78,14 o barril.

Os futuros do Brent registraram seu maior ganho diário em dólares desde 2 de abril e o maior fechamento desde 12 de junho. Já os futuros do petróleo dos EUA tiveram seu maior ganho diário desde ⁠29 de abril, fechando ⁠no nível mais alto desde 15 de junho.

Os ​EUA devem restabelecer ‌o bloqueio naval em 14 de julho às 20h GMT, de acordo com o Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA. O bloqueio havia sido suspenso em meados de junho.

No início do dia, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estavam restabelecendo o bloqueio naval e receberiam um reembolso de 20% sobre toda ⁠a carga transportada pelo Estreito de Ormuz, após novas tensões militares com o Irã.

'A reinstituição das restrições ​ao tráfego marítimo iraniano pelo presidente Trump, juntamente com ataques retaliatórios e a redução drástica do fluxo de embarcações ​pelo estreito, intensificou as preocupações quanto à disponibilidade de suprimentos no curto ‌prazo', afirmaram analistas da Gelber & Associates ​em ⁠uma nota.

O alto comando militar conjunto do Irã havia afirmado anteriormente que não permitiria que Washington interviesse na gestão do estreito e que qualquer tentativa dos EUA de transitar sem sua autorização seria combatida.

A agência de navegação da ONU rejeitou a proposta de Trump, afirmando ​que se opõe a quaisquer taxas para estreitos utilizados na navegação internacional e enfatizando que não há base legal para a introdução de pedágios obrigatórios no trânsito pelo estreito.

Antes do início do conflito, no final de fevereiro, o Estreito de Ormuz era responsável por cerca de um quinto do abastecimento diário global de petróleo e gás natural liquefeito.

O tráfego havia começado a aumentar durante ​um frágil cessar-fogo acordado em junho, mas diminuiu à medida que as tensões aumentaram.

'O foco continuará sendo o número de petroleiros que chegam, já que um número menor poderia afetar a produção; portanto, atualmente vemos um prêmio de risco e um risco de interrupção sustentando os preços', disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

CONTORNANDO O ESTREITO

À medida que a perspectiva de uma interrupção de longo prazo se aproxima, analistas esperam que os países busquem maneiras de contornar permanentemente o Estreito de Ormuz.

O Goldman Sachs estimou que a expansão da capacidade dos oleodutos no Oriente Médio poderia proteger mais de 60% das exportações de petróleo do Golfo, anteriores ​à guerra, contra quaisquer interrupções futuras no Estreito de Ormuz até o final de 2028.

A previsão base do banco pressupõe que a capacidade ‌dos oleodutos que contornam o Estreito de Ormuz aumentará ⁠em 3,8 milhões de bpd até o final de 2027 e em 7,3 milhões de bpd cumulativamente até o final de 2028, elevando a capacidade efetiva total de transporte alternativo para mais de 14 milhões de bpd até o final de ⁠2028.

Durante o acordo de paz provisório, Teerã aumentou as exportações, o que levou ⁠a um aumento nos estoques de petróleo iraniano retidos no mar.

As ⁠vendas têm sido lentas, ⁠no ​entanto, já que as refinarias independentes da China passaram a utilizar petróleo mais barato do Iraque, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar.

Reuters

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