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Petróleo sobe cerca de 5% com preocupações sobre oferta, enquanto conflito com Irã se amplia

Petróleo sobe cerca de 5% com preocupações sobre oferta, enquanto conflito com Irã se amplia

Reuters

05/03/2026

Placeholder - loading - 3D-printed oil pump jacks, Iranian flag, and a rising stock graph appear in this illustration taken March 2, 2026. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
3D-printed oil pump jacks, Iranian flag, and a rising stock graph appear in this illustration taken March 2, 2026. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Por Georgina McCartney

HOUSTON, 5 Mar (Reuters) - Os preços do petróleo ​subiram cerca de 5% nesta quinta-feira, ampliando uma recuperação, já que a escalada da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã interrompeu o fornecimento e o transporte, levando alguns dos principais produtores do Oriente Médio a reduzir a produção.

O petróleo Brent subiu US$4,01, ou 4,93%, a US$85,41 por barril, em uma quinta sessão de ganhos. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$6,35, ou 8,51%, a US$81,01, seu maior valor desde julho de 2024.

'Não há movimento no Estreito de Ormuz, então os preços vão subir e, com os países tendo ⁠que interromper ⁠a produção, teremos um atraso ainda maior, ​porque ‌não é como se você pudesse simplesmente retomar a produção com força total, isso será um problema por um tempo', disse John Kilduff, sócio da Again Capital.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao Axios nesta quinta-feira que ele precisa ⁠se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder do Irã.

'O filho de Khamenei ​é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã', disse ​Trump em uma entrevista, segundo a Axios.

'Tenho que me ‌envolver na nomeação, como ​aconteceu com ⁠Delcy na Venezuela', disse Trump.

Ataques com mísseis atingiram o leste de Teerã, informou a agência de notícias ISNA do Irã, e sirenes tocaram em Dubai, enquanto a guerra continuava a se espalhar ​pela região.

O fornecimento de petróleo do Iraque e do Kuweit pode começar a ser interrompido em poucos dias se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, podendo cortar 3,3 milhões de barris por dia até o oitavo dia do conflito, disseram analistas do JPMorgan em uma ​nota.

Cerca de um quinto do petróleo global passa pelo Estreito.

'Os preços do petróleo serão muito sensíveis ao fechamento do Estreito, já que a produção nas áreas exportadoras acabará desacelerando e, se isso persistir até a próxima semana, o eventual reinício da produção e a renovação do transporte assim que o Estreito for reaberto também levarão algum tempo para voltar a funcionar', disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações da BOK Financial.

O Iraque, o segundo maior produtor de petróleo ​da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, cortou a produção em quase 1,5 milhão de bpd ‌por falta de armazenamento e de uma ⁠rota de exportação, disseram autoridades à Reuters.

O Catar, o maior produtor de gás natural liquefeito do Golfo, declarou força maior nas exportações de gás na quarta-feira, e fontes disseram que ⁠o retorno aos volumes normais de produção pode levar pelo ⁠menos um mês.

(Reportagem de Georgina McCartney em ⁠Houston, Enes Tunagur em ⁠Londres, ​Katya Golubkova em Tóquio e Siyi Liu em Cingapura; reportagem adicional de Stephanie Kelly em Londres)

Reuters

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