Petróleo sobe com mais hostilidades no Oriente Médio
Petróleo sobe com mais hostilidades no Oriente Médio
Reuters
03/06/2026
Por Nicole Jao
NOVA YORK, 3 Jun (Reuters) - Os preços do petróleo subiram cerca de 2% nesta quarta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior, com o recrudescimento das hostilidades no Oriente Médio e com as negociações entre Irã e Estados Unidos mostrando pouco progresso.
Os contratos futuros do Brent fecharam em alta de US$1,81, ou 1,89%, a US$97,81 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$2,26, ou 2,41%, para US$96,02.
O Irã lançou mísseis balísticos contra os vizinhos regionais Kuweit e Barein, matando uma pessoa e ferindo dezenas, de acordo com as autoridades do Kuweit e a mídia estatal. As forças dos EUA realizaram ataques na ilha Qeshm do Irã.
'As chances de um cessar-fogo parecem estar se deteriorando', disse Bob Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho. 'Essa é a direção errada para a qual estamos caminhando'
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse durante uma entrevista à emissora libanesa Al Mayadeen nesta quarta-feira que os contatos de Teerã com Washington não foram cortados, mas não houve progresso nas negociações. Araqchi acrescentou que os dois lados estavam estudando os textos que foram trocados.
A agência de notícias semi-oficial do Irã, Tasnim, disse no início do dia que o Irã não havia respondido aos EUA nos últimos dias e que as trocas de textos por meio de intermediários foram suspensas até que as condições do Irã sobre o fim dos combates no Líbano sejam atendidas.
Israel está realizando sua mais profunda incursão no Líbano em 25 anos, em um conflito que se arrasta desde 2 de março, quando o grupo militante Hezbollah abriu fogo em solidariedade ao Irã.
Em uma entrevista em podcast publicada nesta quarta-feira, Trump disse que o Irã havia concordado em não ter uma arma nuclear e que o líder supremo Ayatollah Mojtaba Khamenei estava envolvido nas negociações.
(Reportagem adicional de Shadia Nasralla e Stephanie Kelly em Londres, Nicole Jao em Nova York, Liz Hampton em Denver e Jeslyn Lerh em Cingapura)
Reuters

