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    Por 7 a 3, Fed corta juros em 0,25 p.p., mas dá sinais mistos sobre próximo passo

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    Chairman do Federal Reserve, Jarome Powell, participa de entrevista coletiva em Washington após decisão sobre juro 18/09/2019 REUTERS/Sarah Silbiger

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    Por Howard Schneider e Ann Saphir

    WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) anunciou nesta quarta-feira um amplamente esperado corte na taxa de juros, que visa sustentar uma expansão econômica recorde, mas deu poucas sugestões sobre se ou quando poderá reduzir ainda mais os custos dos empréstimos.

    A perspectiva econômica dos EUA é 'favorável', com o mercado de trabalho forte e a inflação provavelmente retornando à meta do Fed (2%), disse o chairman do Fed, Jerome Powell, em entrevista à imprensa depois do anúncio da decisão.

    Mas os formuladores de política monetária do Fed decidiram cortar as taxas, disse Powell, 'para fornecer seguro contra riscos contínuos', incluindo fraco crescimento global e ressurgentes tensões comerciais.

    'Se a economia desacelerar, uma sequência mais extensa de cortes nas taxas poderá ser apropriada', afirmou. 'Vamos ser altamente dependentes de dados... Não estamos em um curso predefinido.'

    O banco central também aumentou o spread entre os juros que paga aos bancos por excedente de reservas e o topo de seu intervalo de taxas de juros, um passo dado para amenizar os problemas nos mercados monetários que provocaram uma intervenção no mercado pelo Fed de Nova York nesta semana.

    Numa dica de que o Fed poderá em breve adotar medidas mais fortes, Powell reconheceu que as tensões nos mercados de financiamento foram maiores do que o esperado e disse que o banco central pode precisar voltar a aumentar seu balanço 'mais cedo' do que se pensava anteriormente.

    Ao reduzir a taxa básica de juros para um intervalo entre 1,75% e 2,00%, em placar de 7 a 3, o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, que define a política monetária do Fed) acenou para os riscos globais em curso e um enfraquecimento no investimento empresarial e nas exportações.

    O corte dos juros ficou aquém da redução mais agressiva demandada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que reagiu à decisão de política monetária com críticas veementes ao Fed e a seu chairman.

    'Um péssimo comunicador', disse Trump sobre Powell em seu mais recente ataque no Twitter ao Fed e a Powell.

    'Jay Powell e o Federal Reserve Falham Novamente', disse Trump.

    'Outro corte de taxa pelo Fed para tentar proteger a economia dos EUA dos ventos contrários globais', disse Joe Manimbo, analista sênior de mercado da Western Union Business Solutions, em Washington.

    'A medida de hoje foi mais uma flexibilização 'hawkish' (sem maiores indicadores de novos cortes de juros), pois a mediana das projeções do Fed para os juros sugere que não haverá mais cortes este ano, enquanto algumas autoridades tenham sido dissidentes.'

    FED DIVIDIDO

    Novas projeções mostraram que os formuladores de política monetária do Fed esperam, pela mediana das estimativas, que os juros se mantenham dentro do novo intervalo até 2020. No entanto, num sinal de divisões em curso no Fed, sete dos 17 formuladores de política monetária projetaram mais uma redução de 0,25 ponto percentual nos juros até o fim de 2019.

    Cinco outros, por outro lado, veem as taxas tendo de subir até o final do ano.

    As divisões foram refletidas em dissidências vindas tanto de membros do lado 'hawk' (inclinado a aperto monetário) quanto da ala 'dove' (inclinada a relaxamento monetário).

    'Há muita incerteza' em torno das visões para o caminho dos juros e para as perspectivas econômicas, disse Powell.

    O presidente de St. Louis, James Bullard, quis um corte de 0,50 ponto, enquanto o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, e a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, não queriam diminuição alguma do juro.

    Houve pouca mudança nas projeções dos membros do Fomc para a economia, com expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça a uma taxa de 2,2% neste ano (ligeiramente superior à estimativa anterior).

    Pela mediana das projeções, a taxa de desemprego deve ficar em 3,7% até 2020. Os membros do Fed preveem, pela mediana dos prognósticos, inflação de 1,5% para este ano, abaixo da meta do Fed (2%), e de 1,9% em 2020.

    O Fed também cortou os juros em julho, o primeiro movimento desse tipo desde 2008.

    As autoridades do Fed disseram que os cortes nas taxas são justificados em grande parte pelos riscos causados pela guerra comercial de Trump com a China, por uma desaceleração econômica global e por outros acontecimentos no exterior.

    O objetivo, dizem eles, é equilibrar a necessidade potencial de juros mais baixos contra o risco de que dinheiro mais barato possa fazer com que famílias e empresas tomem dívida em excesso, como aconteceu no período que antecedeu a crise financeira há mais de uma década.

    Escrito por Reuters

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