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    Após determinação do STF e ameaça de multa, Twitter e Facebook bloqueiam contas de bolsonaristas

    Placeholder - loading - Ministro do STF Alexandre de Moraes 22/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
    Ministro do STF Alexandre de Moraes 22/06/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

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    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de 16 contas do Twitter e 12 do Facebook de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e ameaçou impor multa diária de 20 mil reais por perfil em caso de descumprimento, segundo decisão divulgada nesta sexta-feira no âmbito do inquérito das fake news.

    Na decisão, foram suspensas, entre outras, contas do presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, e de outros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, como os empresários Luciano Hang, Edgar Corona e Oscar Fakhoury, a ativista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, e o blogueiro Allan dos Santos.

    Moraes citou na decisão que, embora 'clara e objetiva a determinação judicial' para as operadoras das redes sociais suspenderem imediatamente as contas ainda no final de maio, 'não houve comprovação do regular cumprimento'.

    O ministro do STF determinou a suspensão das contas e afirmou que a medida evita 'que continuem a ser utilizados como instrumento do cometimento de possíveis condutas criminosas apuradas nestes autos' e rechaçou a 'eventual recusa de cumprimento por impossibilidade técnica'.

    As contas do Twitter bloqueadas dizem que elas foram suspensas 'no Brasil em resposta a uma demanda legal'. Em nota, o Facebook disse que 'respeita o Judiciário e cumpre ordens legais válidas'.

    A decisão de Moraes havia determinado em maio uma série de medidas judiciais, como o cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo contra apoiadores de Bolsonaro.

    A ação tem por objetivo identificar quem estaria financiando um esquema fraudulento de divulgação de notícias falsas e ameaças a ministros do STF.

    Em nota, o PTB disse ter sido surpreendido com 'a mais nova medida arbitrária' determinada por Alexandre de Moraes de censurar o presidente do partido, 'impedindo-o de exercer seu direito à liberdade de opinião e expressão por meio das redes sociais'.

    'Portanto, o PTB vem novamente falar à nação brasileira que repudia veementemente esse inquérito das 'fake news' e os atos de Alexandre de Moraes, todos eles com viés inquisitorial, cuja única e exclusiva finalidade é coagir e inibir patriotas brasileiros de se manifestarem livremente', disse.

    Em tom duro, a nota lamenta que o país esteja passando por um novo AI-5 --referência ao mais grave ato institucional da ditadura militar-- e destaca que o PTB não vai permitir que Moraes e os demais ministros do STF 'calem a voz firme e as verdades inigualáveis ditas pelo presidente Roberto Jefferson'.

    Em nota, a defesa de Sara Winter criticou a decisão, dizendo que vai denunciar aos 'organismos internacionais de direitos humanos a grave ofensa à liberdade de expressão, direitos e garantias fundamentais'.

    'Sem liberdade. Sem voz. Sem vida. Seja bem-vindo à escuridão', disse.

    O advogado João Manssur, que representa Otávio Fakhoury, disse que a medida é desproporcional e contrária ao princípio da liberdade de expressão.

    “A medida de bloqueio acarreta verdadeira censura por impedir a manifestação do pensamento de Fakhoury, garantida pelo amplo sistema de liberdade de expressão consagrado pela Constituição Federal. O próprio STF já conferiu entendimento no sentido de que a liberdade de expressão goza de certa posição preferencial. Gritante a violação ao direito de Fakhoury à livre manifestação de seu pensamento com o bloqueio de contas das redes sociais, uma verdadeira censura”, afirmou.

    No Instagram, o blogueiro Allan do Santos também criticou a decisão do Supremo. 'Acabou a liberdade de expressão e de imprensa', disse.

    REAÇÃO NAS REDES

    Bolsonaro não se manifestou sobre a suspensão das contas determinada pelo Supremo, ao menos publicamente. O presidente tem baixado o tom das críticas contra o STF nas últimas semanas, principalmente após a prisão do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, amigo dele e que trabalhou no gabinete do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

    Em maio, na época da operação de busca e apreensão determinada por Moraes, Bolsonaro disse numa rede social que 'ver cidadãos de bem terem seus lares invadidos, por exercerem seu direito à liberdade de expressão, é um sinal que algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia'.

    A decisão do STF cumprida nesta sexta, no entanto, teve forte repercussão nas redes sociais. Aliados do presidente afirmam que houve censura aos bolsonaristas e críticos aplaudiram a determinação.

    O secretário de Comunicação Social, Fabio Wajngarten, protestou contra a medida.

    'A decisão do FB e do TW de derrubar as contas de apoiadores de @jairbolsonaro é sem precedentes na rede mundial, que se caracteriza pela ampla liberdade de expressão. A decisão de suspender as contas é contraditória porque a investigação não está concluída. País sob censura', disse Wajngarten no Twitter.

    O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, contestou a decisão.

    'A suspensão das contas de apoiadores do presidente tem um objetivo simples: intimidar todos os demais apoiadores, enquanto acostuma o restante da população com a idéia sinistra de que certas autoridades possuem o poder e a legitimidade para calar e censurar quem os incomoda', disse ele no Twitter.

    Já Manuela D'Dávila (PCdoB), ex-deputada e candidata a vice na chapa presidencial encabeçada por Fernando Haddad (PT) na eleição de 2018, saudou o clima no Twitter após os bloqueios.

    'Vocês também estão sentindo que o clima aqui no Twitter deu uma melhorada?', disse Manuela.

    Pouco depois, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, rebateu a política comunista.

    'Um democrata se preocupa quando indivíduos são censurados em ações completamente arbitrárias e autoritárias. Já comunistas sentem que o clima melhora quando adversários são eliminados. É histórico', disse Carlos no Twitter.

    Escrito por Reuters

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    ‘Cry Maho’: novo filme de Clint Eastwood fala sobre o significado do sucesso

    Neste mês de setembro foi lançado Cry Macho, o mais novo filme do consagrado ator e diretor, Clint Eastwood. Mesmo com 91 anos e com uma certa fragilidade na aparência, o astro se mostra incansável, chegando a montar a cavalo e cavalgar em uma cena. “Trate o cavalo como um amigo e ele vai cuidar de você", disse sobre a tensão sentida por todos no set ao verem um homem dessa idade subir no animal.

    No longa, Clint assume o papel de Mike Milo, um ex-peão de rodeio que está velho e bem distante de seus dias de glória. Devendo um favor a seu chefe, Mike aceita a tarefa de resgatar seu filho, Rafo, de sua mãe abusiva. O único porém é que o garoto mora no México.

    A obra, baseada no livro homônimo de 1975 escrito por N. Richard Nash, já teve outras diversas tentativas frustradas de adaptação para as telonas, das quais se destacam duas: uma que seria estrelada por Roy Scheider (ator de Tubarão) em 1991 e uma por Arnold Schwarzenegger em 2011, após seu mandato como governador da Califórnia. 

    Durante a produção, que sofreu com a pandemia do coronavírus, houve um grande susto com a ocorrência de um caso de infecção entre uma das atrizes - que, felizmente, era um falso positivo e não atrapalhou o processo de filmagem.

    Cry Macho está em cartaz nos cinemas e disponível no serviço de streaming HBO Max. Veja o trailer:

    Clint Eastwood e sua trajetória em Hollywood

    Eastwood começou sua carreira em 1955, mas ascendeu ao estrelato com seus papéis em filmes de faroeste, como a consagrada Trilogia dos Dólares do diretor italiano Sergio Leone, com Por um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966)

    Tal como em suas últimas realizações como diretor, como Gran Torino (2008) e A Mula (2018), ele aproveita para refletir a relação entre o Clint ícone - imponente e classicamente sério - e o Clint homem, agora mais velho e com a simples preocupação de contar uma história.

    Dê play no vídeo abaixo para conferir os trailers de Gran Torino (2008) e A Mula (2018):

    ‘Gran Torino’ (2008) 



    ‘A Mula’ (2018)

    22 min
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