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Premiê do Japão defende política como base para o iene, enquanto sua popularidade despenca

Premiê do Japão defende política como base para o iene, enquanto sua popularidade despenca

Reuters

27/07/2026

Placeholder - loading - Mercado em Tóquio 27 de julho de 2026.  REUTERS/Issei Kato
Mercado em Tóquio 27 de julho de 2026. REUTERS/Issei Kato

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 27 Jul (Reuters) - A primeira-ministra japonesa, ​Sanae Takaichi, afirmou que os esforços do governo para impulsionar o potencial de crescimento do país irão reforçar a confiança do mercado no iene, contrariando as opiniões de que o aumento do custo de vida decorrente da desvalorização da moeda estaria prejudicando seus índices de aprovação.

Ela também afirmou que, embora o Banco do Japão tenha jurisdição sobre a política monetária, o banco central é obrigado por lei a trabalhar em estreita colaboração com o governo na formulação da política econômica.

“As taxas de câmbio variam de acordo com diversos fatores e são determinadas pelos mercados. É difícil avaliar o impacto ⁠direto de ⁠qualquer fator específico”, disse Takaichi ao Parlamento ​nesta segunda-feira.

“Mas ‌criar uma economia forte, impulsionando seu potencial de crescimento e fortalecendo a competitividade do Japão, levaria à confiança do mercado no iene”, disse ela.

Takaichi fez essa observação ao ser questionada por um parlamentar da oposição sobre se a recente queda do iene para o ⁠nível mais baixo em 40 anos poderia ter sido causada pelas reservas do ​governo em relação aos planos de aumento da taxa de juros do Banco do Japão.

O ​índice de aprovação do governo de Takaichi caiu em julho ‌para o nível mais ​baixo desde ⁠que ela assumiu o cargo no ano passado, informou o jornal Yomiuri no domingo, um sinal de que o aumento do custo de vida está afetando sua popularidade.

A queda na popularidade aumenta as dores ​de cabeça de Takaichi, que viu sua tendência para políticas fiscais e monetárias expansionistas causar aumento nos rendimentos dos títulos e queda do iene para a mínima em quatro décadas.

Essas pressões do mercado e a oposição, inclusive de dentro de seu próprio partido governista, adiaram a decisão do ​governo sobre se e quando reduzir a alíquota de 8% sobre as vendas de alimentos — uma promessa feita por Takaichi para amenizar o impacto do aumento do custo de vida.

Os partidos do governo e da oposição não conseguiram chegar a um acordo sobre os detalhes da proposta de suspensão do imposto por dois anos, o que aumenta a pressão sobre Takaichi.

O governo não explicou como financiaria a suspensão do imposto, o que, somado ao aumento dos gastos com defesa, agrava ainda ​mais as finanças já abaladas do Japão.

As principais políticas de Takaichi, focadas no aumento do investimento em áreas ‌de crescimento, elevaram os rendimentos dos títulos ⁠a máximas de várias décadas devido aos temores do mercado de que isso possa levar a um aumento na emissão de dívida.

“Se adiarmos os investimentos para o futuro, o Japão perderá ⁠a oportunidade de crescer”, disse Takaichi em uma coletiva de ⁠imprensa nesta segunda-feira, acrescentando que seu governo buscará ⁠alcançar tanto o crescimento ⁠quanto ​a disciplina fiscal. “Garantiremos a confiança em nossas finanças por meio de uma comunicação transparente com os mercados.”

Reuters

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