Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Premiê do Japão volta a ficar sob o holofote por relação com o banco central

Premiê do Japão volta a ficar sob o holofote por relação com o banco central

Reuters

10/03/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi 20/02/2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi 20/02/2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 10 Mar (Reuters) - A postura da ​primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, em relação à política monetária ficou sob os holofotes nesta terça-feira, quando um parlamentar questionou a ministra das Finanças sobre se ela havia pressionado o chefe do banco central a não aumentar ainda mais os juros.

Embora seja legalmente independente, o Banco do Japão sempre enfrentou pressões políticas para aumentar o estímulo ou interromper as quedas indesejadas do iene com aumentos dos juros.

As especulações de que a premiê Takaichi pressionaria o Banco do Japão a ir devagar com ⁠os ⁠aumentos dos juros aumentaram depois de uma ​reportagem ‌informando que ela expressou reservas sobre o aperto adicional em uma reunião com o presidente do banco central, Kazuo Ueda, no mês passado.

Questionada sobre a reportagem por um parlamentar da oposição, a ministra das Finanças, Satsuki ⁠Katayama, disse que não tinha nada a acrescentar além do que Ueda ​disse a repórteres após a reunião, inclusive que Takaichi não fez nenhuma ​solicitação específica.

'Em geral, os meios específicos de política ‌monetária estão sob a ​jurisdição ⁠do Banco do Japão. Acredito que deva ser assim', disse Katayama ao Parlamento.

'Espero também que o Banco do Japão continue a trabalhar em estreita colaboração com o governo ​e busque alcançar de forma estável uma inflação de 2%, impulsionada não por fatores de pressão de custos, mas acompanhada de ganhos salariais. Tenho certeza que a primeira-ministra tem a mesma opinião', disse ela.

Katayama não quis entrar em detalhes, chamando ​a questão de 'assunto altamente sensível' que depende do equilíbrio de duas cláusulas legais - uma que garante a autonomia do Banco do Japão na definição da política monetária e outra que exige que suas decisões permaneçam 'mutuamente compatíveis' com a política econômica do governo.

Em dezembro, o banco central elevou sua taxa de juros de curto prazo para 0,75%, o maior patamar em 30 anos, com base na visão de que ​o Japão estava prestes a atingir sua meta de inflação de 2% de forma ‌duradoura. Ueda sinalizou que o banco ⁠está pronto para continuar aumentando os juros, mas não disse quando isso poderia acontecer.

A escalada do conflito no Oriente Médio complica a decisão do banco ⁠central sobre os juros, uma vez que o aumento ⁠dos preços do petróleo ameaça prejudicar ⁠uma economia fortemente dependente ⁠das ​importações de combustível, além de ampliar a já crescente pressão inflacionária.

(Reportagem de Leika Kihara)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.