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Presidente alemão chama guerra no Irã de erro desastroso em rara repreensão a Trump

Presidente alemão chama guerra no Irã de erro desastroso em rara repreensão a Trump

Reuters

24/03/2026

Placeholder - loading - Presidente alemão Frank-Walter Steinmeier  16/3/2026   REUTERS/Enea Lebrun
Presidente alemão Frank-Walter Steinmeier 16/3/2026 REUTERS/Enea Lebrun

Por Andreas Rinke e Miranda Murray

BERLIM, ​24 Mar (Reuters) - A guerra contra o Irã é um 'erro desastroso' que viola o direito internacional, disse o presidente da Alemanha na terça-feira, em uma repreensão incomumente contundente à política externa do presidente dos EUA, Donald Trump, que, segundo ele, marcou uma ruptura nos laços alemães com seu maior aliado do pós-guerra.

Em um ataque verbal contundente, Frank-Walter Steinmeier, cujo papel amplamente cerimonial permite que ele fale mais livremente do que ⁠os ⁠políticos, adotou uma linha muito ​mais crítica ‌do que o chanceler Friedrich Merz, que se esquivou de questões sobre a legalidade da guerra.

'Nossa política externa não se torna mais convincente só porque não chamamos uma violação ⁠do direito internacional de violação do direito internacional', disse Steinmeier, ​ex-ministro das Relações Exteriores do Partido Social Democrata, de centro-esquerda, ​em um discurso no Ministério das Relações ‌Exteriores.

'Precisamos abordar isso ​com ⁠relação à guerra no Irã. Pois, em minha opinião, essa guerra é contrária ao direito internacional', afirmou ele, acrescentando que tinha poucas dúvidas de ​que a justificativa da natureza iminente de um ataque a alvos norte-americanos não se sustentava.

Chamando a guerra de desnecessária e um 'erro politicamente desastroso', Steinmeier disse que o segundo mandato de Trump marcou ​uma ruptura nas relações exteriores alemãs tão profunda quanto a invasão da Ucrânia pela Rússia.

'Assim como acredito que não haverá volta nas relações com a Rússia antes de 24 de fevereiro de 2022, também acredito que não haverá volta nas relações transatlânticas antes de 20 de janeiro de 2025', declarou Steinmeier.

A Alemanha tem enfatizado a importância ​de criar alternativas à tecnologia dominada pelos EUA, à medida que crescem ‌as preocupações com o acesso ⁠aos EUA.

A China voltou a ser o principal parceiro comercial da Alemanha nos primeiros oito meses de 2025, ultrapassando os EUA, ⁠já que as tarifas mais altas pesaram ⁠sobre as exportações alemãs. O ⁠comércio entre EUA ⁠e ​Alemanha totalizou mais de 163 bilhões de euros (US$190 bilhões) durante esse período.

Reuters

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