Produção de petróleo da Petrobras no Brasil avança 16,3% no 1º tri; exportação dispara 61%
Produção de petróleo da Petrobras no Brasil avança 16,3% no 1º tri; exportação dispara 61%
Reuters
30/04/2026
Atualizada em 30/04/2026
Por Marta Nogueira e Fabio Teixeira
RIO DE JANEIRO, 30 Abr (Reuters) - A Petrobras elevou a produção de petróleo no Brasil em 16,3% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionando as exportações, com o início da operação de novas plataformas e poços e maior eficiência operacional, informou a companhia nesta quinta-feira.
A companhia produziu 2,58 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo no Brasil entre janeiro e março, versus 2,22 milhões de bpd nos mesmos três meses de 2025, mostrou o relatório de produção e vendas da companhia.
Na comparação com o quarto trimestre, houve uma alta de 3,2% na produção de petróleo da Petrobras no Brasil.
'Contribuíram positivamente, de forma relevante, a manutenção da produtividade e da eficiência operacional na produção dos campos, bem como a redução do volume de perdas associadas a paradas para manutenções, reforçando a maior estabilidade e continuidade das operações', disse a companhia em seu relatório.
Neste trimestre, entraram em operação dez novos poços produtores, sendo sete na Bacia de Campos e três na Bacia de Santos, acrescentou a Petrobras.
Somente no pré-sal, a Petrobras produziu 2,19 milhões de barris por dia no primeiro trimestre de 2026, alta de 17,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior e avanço de 3,5% ante o quarto trimestre.
MAIS EXPORTAÇÕES PARA CHINA
A Petrobras zerou suas exportações de petróleo para os Estados Unidos no primeiro trimestre, à medida que o conflito no Irã redefine os fluxos globais de petróleo, e a China passou a responder por cerca de 62% do petróleo enviado ao exterior pela estatal no primeiro trimestre.
As exportações de petróleo da estatal somaram 888 mil bpd no primeiro trimestre, crescimento de 61,2% frente ao primeiro trimestre de 2025, mas queda de 11,1% na comparação com o quarto trimestre de 2025.
A China, que no primeiro trimestre de 2025 recebeu cerca de 33% das exportações de petróleo da Petrobras, comprou volumes recordes de petróleo brasileiro em março deste ano após o fechamento do Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, houve uma queda dos fluxos de petróleo para a Ásia como um todo, excluindo a Índia e a China, de 28% para 8% na comparação anual.
As exportações para os Estados Unidos caíram de 3% um ano antes para zero nos três primeiros meses deste ano, e as exportações para a Europa recuaram de 19% para 8% no mesmo período.
MAIOR PRODUÇÃO DE DERIVADOS E MENOS IMPORTAÇÕES
Do lado dos derivados, a companhia elevou a produção interna e reduziu suas importações no primeiro trimestre, período em que os preços do petróleo e seus derivados dispararam devido à guerra no Oriente Médio.
A produção total de derivados da estatal avançou 6,4% na comparação anual e 6,7% na trimestral, para 1,82 milhão de bpd, com o fator de utilização total (FUT) das refinarias subindo para 95%, contra 89% no quarto trimestre.
A produção de diesel cresceu 7,7% na base anual e 7,4% ante o trimestre anterior, para 715 mil bpd, enquanto a produção de gasolina ficou praticamente estável na comparação trimestral, em 417 mil bpd, com leve queda de 1% sobre um ano antes.
As importações de diesel, por sua vez, caíram 25,8% ante o primeiro trimestre de 2025 e recuaram 67,3% em relação ao quarto trimestre, para 49 mil barris por dia, enquanto as importações de gasolina ficaram zeradas no primeiro trimestre, ante 46 mil barris por dia no quarto trimestre e 4 mil barris por dia no mesmo período do ano passado.
No primeiro trimestre, a Petrobras vendeu 1,743 milhão de bpd de derivados no mercado interno, alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e queda de 1,6% na comparação com o quarto trimestre.
As vendas de diesel, combustível mais comercializado no país, somaram 738 mil barris por dia, leve alta de 0,5% na comparação anual e recuo de 6,2% frente ao trimestre anterior.
Já as vendas de gasolina atingiram 413 mil barris por dia, avanço de 3,8% sobre o primeiro trimestre de 2025 e queda de 4% ante o quarto trimestre.
(Reportagem de Marta Nogueira e Fabio teixeira; reportagem adicional de Fernando Cardoso; edição de Roberto Samora e Alexandre Caverni)
Reuters

