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Trump disse a Putin que quer fim rápido da guerra na Ucrânia e restauração das relações EUA-Rússia, diz Kremlin

Trump disse a Putin que quer fim rápido da guerra na Ucrânia e restauração das relações EUA-Rússia, diz Kremlin

Reuters

08/09/2026

Placeholder - loading - Presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump, no Alasca   15 de agosto de 2025    Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS
Presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Donald Trump, no Alasca 15 de agosto de 2025 Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS

Atualizada em  08/09/2026

Por Dmitry Antonov

MOSCOU, 8 Set (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald ​Trump, disse ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta terça-feira, durante uma ligação telefônica, que quer um fim rápido para a guerra na Ucrânia, o que permitiria a restauração total das relações entre os EUA e a Rússia, informou o Kremlin, acrescentando que Putin havia apoiado a posição do presidente dos EUA.

A ligação, que segundo o Kremlin durou uma hora, ocorreu após uma visita realizada no fim de semana a Moscou e Kiev pelos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que estão tentando reativar as negociações paralisadas com o objetivo de encontrar uma maneira de pôr fim aos combates.

A diplomacia do fim de semana não parece ter resultado em nenhum avanço público imediato, embora ⁠tenha levantado a ⁠possibilidade de que as negociações tripartites entre Rússia, ​Ucrânia e ‌Estados Unidos pudessem ser retomadas. O Kremlin, que afirmou não descartar essa possibilidade, não fez menção a ela em seu comunicado sobre a ligação entre Putin e Trump.

Em vez disso, o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, disse aos repórteres que os dois líderes avaliaram a diplomacia do fim de semana dos enviados ⁠dos EUA “com um sinal positivo” e que Putin havia dito a Trump o que acreditava que ​os Estados Unidos poderiam fazer para ajudar a encerrar o conflito, além de ter lhe apresentado uma ​avaliação da situação no campo de batalha.

Trump, disse Ushakov, deixou claro ‌que queria que a guerra ​terminasse ⁠rapidamente.

“Donald Trump enfatizou claramente a conveniência de pôr fim ao conflito o mais rápido possível, o que abriria imediatamente perspectivas – impressionantes e de longo alcance – para a restauração total das relações entre os EUA e a Rússia”, disse Ushakov.

“Na visão ​dele, isso teria um impacto particular nos laços comerciais e econômicos, prometendo enormes benefícios para ambos os países. Donald Trump está ansioso para ver um avanço significativo alcançado durante sua Presidência. Vladimir Vladimirovich Putin apoiou essa abordagem.”

Rússia e Ucrânia continuam distantes quanto à forma de pôr fim à guerra, a mais sangrenta na Europa desde a ​Segunda Guerra Mundial, e ambos os lados intensificaram seus ataques mútuos nos últimos meses. Uma pessoa próxima ao Kremlin, falando antes da viagem dos enviados de Trump, disse que Putin continuava decidido a assumir o controle total do que resta da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, algo a que Kiev prometeu continuar se opondo ferozmente com todas as armas à sua disposição.

Ushakov — que afirmou que Putin e Trump também haviam concordado com a necessidade de continuar as trocas de prisioneiros — disse não poder entrar em mais detalhes sobre o que foi discutido, mas descreveu ​a conversa como construtiva e afirmou que os dois líderes concordaram em manter contato e voltar a falar por telefone ‌caso fosse necessário.

Ele disse que Putin havia afirmado ⁠a Trump que a Rússia não nutria intenções hostis em relação à Europa, apesar das repetidas alegações em contrário por parte de vários políticos europeus.

“À luz das especulações sobre as supostas intenções hostis da Rússia em relação ⁠aos Estados europeus, foi enfatizado que não temos absolutamente nenhum plano agressivo ⁠contra a Europa”, disse Ushakov.

“Os mitos que estão sendo ⁠espalhados sobre a ameaça ⁠russa ​servem apenas como pretexto para que os europeus intensifiquem seu apoio à Ucrânia e seus próprios gastos militares”, acrescentou ele.

Reuters

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