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Putin oferece usar laços com Irã para ajudar a restaurar calma no Oriente Médio

Putin oferece usar laços com Irã para ajudar a restaurar calma no Oriente Médio

Reuters

02/03/2026

Placeholder - loading - Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou 02/03/2026 Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou 02/03/2026 Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS

Por Andrew Osborn e Dmitry Antonov

MOSCOU, 2 Mar (Reuters) - O ​presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou por telefone com os líderes de três países árabes do Golfo nesta segunda-feira, oferecendo-se para usar os laços de Moscou com o Irã para tentar ajudar a restaurar a calma no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel à República Islâmica, que ele condenou.

Em uma série de ligações com os líderes dos Emirados Árabes Unidos, Barein e Catar, Putin criticou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que o Kremlin descreveu como 'agressão não provocada'.

Anteriormente, o Kremlin disse que Moscou permanecia em contato constante com a liderança iraniana.

Moscou vê ⁠sua parceria ⁠estratégica com o Irã como fundamental para ​manter sua ‌influência remanescente no Oriente Médio, onde sua influência sofreu um golpe quando seu aliado mútuo, o presidente sírio Bashar al-Assad, foi derrubado há 15 meses.

Embora a Rússia possa se beneficiar dos preços mais altos do petróleo e possa receber bem a mudança de foco ⁠de Washington para longe da Ucrânia, a guerra aérea promovida por EUA e ​Israel também vai contra o desejo de Moscou de uma ordem mundial multilateral na qual ​os Estados Unidos não sejam dominantes.

Os Estados árabes do ‌Golfo, todos aliados próximos ​dos EUA, ⁠têm sido alvo de ataques com drones e mísseis iranianos desde que os Estados Unidos e Israel lançaram seus ataques aéreos no sábado.

De acordo com o comunicado do Kremlin sobre a ligação de Putin ​com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, o líder russo se ofereceu para agir como um canal de comunicação, transmitindo as reclamações dos Emirados Árabes Unidos sobre os ataques realizados por Teerã.

Durante a ligação, 'ambos os lados enfatizaram a necessidade de um cessar-fogo imediato ​e um retorno ao processo político e diplomático', acrescentou o Kremlin.

Na ligação de Putin com o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, o Kremlin disse que ambos os líderes falaram sobre sua preocupação com a ampliação do conflito e o risco de países terceiros se envolverem. E Putin disse ao rei do Barein, Hamad bin Isa Al Khalifa, que a Rússia está pronta para fazer tudo o que puder para estabilizar a situação na região.

No domingo, Putin condenou o assassinato ​do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, como um homicídio 'cínico'. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia ‌acusou os EUA e Israel de mergulhar o ⁠Oriente Médio 'em um abismo de escalada descontrolada'.

Mas Moscou também está empenhada em não alienar o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, já que Washington está mediando as negociações de paz ⁠sobre a Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse ⁠que Moscou quer que essas negociações continuem.

'Temos nossos próprios ⁠interesses que devemos proteger, ⁠e ​é do nosso interesse continuar essas negociações (sobre a Ucrânia)', disse Peskov.

(Reportagem de Andrew Osborn e Dmitry Antonov)

Reuters

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