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    Queda do PIB estimada por Ministério da Economia na 4ª-feira ficará acima de 4%, dizem fontes

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    Carros estacionados em frente a fábrica da General Motors, que deu férias coletivas aos seus funcionários no Brasil em meio à pandemia do coronavírus; São José dos Campos-SP 19/03/2020 REUTERS/Rooseve

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    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Economia divulgará na quarta-feira sua nova estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) e a contração da economia prevista para este ano será maior que 4%, afirmaram duas fontes com conhecimento direto do assunto.

    Uma das fontes pontuou que o novo número ficará por volta de -4,5%.

    Até o momento, a perspectiva oficial do governo é de alta de 0,02% para o PIB, divulgada em 20 de março.

    De lá para cá, membros do time de Paulo Guedes reconheceram que o desempenho da atividade neste ano ficaria no vermelho, mas pontuaram que o governo aguardaria para refazer suas contas, até para ter mais dados do impacto do Covid-19 na economia.

    A nova projeção do PIB faz parte da grade de parâmetros que irá fundamentar a revisão para o comportamento das contas públicas no próximo relatório bimestral de receitas e despesas, a ser publicado até o dia 22.

    No boletim Focus mais recente, economistas ouvidos pelo Banco Central pioraram sua expectativa para o PIB neste ano a uma contração de 4,11%, contra queda de 3,76% antes. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu, em abril, uma retração de 5,3% para o Brasil em 2020, enquanto o Banco Mundial estimou um recuo de 5%.

    A paralisação na atividade por conta das medidas de isolamento adotadas para refrear a disseminação do coronavírus tem afetado profundamente cadeias de produção e padrões de consumo no Brasil, esfriando de maneira expressiva a economia.

    Nesta terça-feira, inclusive, o Banco Central destacou que vê queda forte do PIB na primeira metade deste ano, seguida de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre, indicando que o ritmo de retomada não deverá ser rápido.

    'Embora haja poucos dados disponíveis para o mês de abril, há evidência suficiente de que a economia sofrerá forte contração no segundo trimestre deste ano', apontou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

    'A menos de avanços médicos no combate à pandemia, é plausível um cenário em que a retomada, além de mais gradual do que a considerada, seja caracterizada por idas e vindas', completou.

    A produção industrial do Brasil despencou 9,1% em março na comparação com o mês anterior em meio ao fechamento de fábricas e empresas em todo o país, ao nível de produção mais fraco para o mês em 18 anos.

    Já em abril, a indústria automotiva teve queda de 99% na produção ante o mês anterior.

    (Edição de Isabel Versiani)

    Escrito por Reuters

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