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Receita da PDD, dona da Temu, fica abaixo das estimativas; lucro cai por concorrência na China

Receita da PDD, dona da Temu, fica abaixo das estimativas; lucro cai por concorrência na China

Reuters

24/08/2026

Placeholder - loading - Ilustração mostra logotipo da Temu  4 de maio de 2025    REUTERS/Dado Ruvic
Ilustração mostra logotipo da Temu 4 de maio de 2025 REUTERS/Dado Ruvic

Por Harshita Mary Varghese e Casey Hall

24 Ago (Reuters) - ​A PDD Holdings, empresa chinesa especializada no comércio eletrônico, divulgou na segunda-feira um aumento de 8% na receita do segundo trimestre, resultado que ficou aquém das estimativas do mercado, já que a concorrência acirrada na China e as crescentes pressões regulatórias no exterior pesaram sobre o crescimento.

A operadora de Pinduoduo na China e da Temu internacionalmente registrou receita de 112,36 bilhões de iuanes (US$15,7 bilhões) nos três meses encerrados em 30 de junho, abaixo da estimativa média dos analistas de 116,35 bilhões de iuanes, de acordo com dados da LSEG.

O lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários caiu 12%, para 27,2 bilhões de iuanes.

Suas ações ⁠subiam 4,6% ⁠nas voláteis negociações pré-mercado em Nova York.

A ​PDD concorre ‌com Taobao e Tmall do Alibaba, com JD.com e com Douyin, de propriedade da ByteDance, por meio de descontos, subsídios e incentivos destinados a atrair consumidores e comerciantes.

No entanto, a fraca confiança do consumidor, as preocupações com a estabilidade no emprego e uma prolongada crise no setor ⁠imobiliário têm mantido os consumidores cautelosos, alimentando uma guerra de preços em todo ​o setor de comércio eletrônico da China e reduzindo as margens de lucro.

Os gastos dos consumidores ​permaneceram moderados mesmo durante o festival de compras “618” deste ‌ano, um dos maiores ​eventos de ⁠vendas online da China, apesar de semanas de promoções e descontos.

A PDD intensificou os gastos com logística e programas de apoio aos comerciantes para reduzir os custos de atendimento e melhorar o valor para os ​consumidores, o que gerou preocupações entre os investidores de que a lucratividade possa sofrer ainda mais pressão.

PRESSÕES REGULATÓRIAS

A Temu, por sua vez, enfrenta um escrutínio cada vez maior em alguns de seus maiores mercados internacionais.

A plataforma construiu seus negócios internacionais enviando produtos de baixo custo diretamente de fornecedores chineses para ​consumidores no exterior, mas foi afetada pelas tarifas dos EUA sobre importações chinesas e pelo fim do tratamento de isenção de impostos para encomendas de baixo valor.

Custos mais altos de remessa e conformidade forçaram alguns comerciantes a aumentar os preços, o que pode reduzir a demanda entre consumidores sensíveis ao preço nos Estados Unidos e na Europa.

Produtos de comércio eletrônico de baixo valor também têm atraído escrutínio, com as remessas diminuindo nos últimos meses, à medida que mudanças nas regras comerciais e nas tarifas ​prejudicaram as vendas transfronteiriças.

Na Europa, as autoridades intensificaram os esforços para conter o influxo de produtos baratos da ‌China por meio de plataformas como Temu, ⁠Shein e o AliExpress, do Alibaba. A taxa recém-instituída pela União Europeia sobre pequenas encomendas importadas diretamente da China deve aumentar os custos tanto para os vendedores quanto para os consumidores, afirmam analistas ⁠do setor.

Esses custos adicionais ameaçam minar a vantagem de preço ⁠da Temu e podem tornar mais difícil para ⁠a empresa sustentar o ⁠rápido ​crescimento internacional que ajudou a alimentar o entusiasmo dos investidores pela PDD.

(Reportagem de Harshita Mary Varghese em Bengaluru)

Reuters

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