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Reforma trabalhista enfrenta votação decisiva na Câmara dos Deputados da Argentina e sindicatos organizam greve nacional

Reforma trabalhista enfrenta votação decisiva na Câmara dos Deputados da Argentina e sindicatos organizam greve nacional

Reuters

19/02/2026

Placeholder - loading - Vista aérea de trens estacionados na estação ferroviária de Retiro, em Buenos Aires, em meio à greve de 24 horas em protesto contra a proposta de reforma trabalhista na Argentina 19/02/2026 REUTERS/Ag
Vista aérea de trens estacionados na estação ferroviária de Retiro, em Buenos Aires, em meio à greve de 24 horas em protesto contra a proposta de reforma trabalhista na Argentina 19/02/2026 REUTERS/Ag

Por Nicolás Misculin

BUENOS AIRES, ​19 Fev (Reuters) - A Câmara dos Deputados da Argentina deve votar nesta quinta-feira uma controversa reforma trabalhista apoiada pelo presidente Javier Milei, enquanto os sindicatos organizam uma greve nacional que paralisou partes do país.

A maior federação sindical da Argentina, a CGT, afirma que a reforma ameaça proteções trabalhistas de longa data, ⁠incluindo o ⁠direito à greve. Em ​resposta, ‌a entidade lançou uma paralisação de 24 horas envolvendo trabalhadores do transporte, funcionários do setor público e bancários.

Os grevistas se juntaram ⁠à federação dos trabalhadores marítimos, que iniciou uma ​paralisação de 48 horas na quarta-feira, visando as ​operações de navios de carga ‌principalmente no ​porto ⁠de Rosário, um dos maiores centros de exportação agrícola do mundo.

O governo argumenta que o projeto de lei, ​aprovado na semana passada pelo Senado com o apoio do partido governista e seus aliados de centro-direita, incentivaria o investimento e promoveria ​o emprego formal. Os investidores estão observando para ver se Milei tem poder para continuar implementando sua agenda de livre mercado.

A reforma imporia novos limites ao direito de greve, exigindo que os serviços essenciais mantivessem operações mínimas durante as paralisações.

Também reduziria ​os custos de demissão para os empregadores, excluindo certos ‌bônus da fórmula de ⁠compensação.

A votação na Câmara dos Deputados está prevista para o final desta quinta-feira. Quaisquer alterações ⁠ao projeto de lei o ⁠enviariam de volta ao ⁠Senado para ⁠uma ​votação final antes que ele possa se tornar lei.

Reuters

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