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    Relatório parlamentar britânico diz que Rússia interferiu em votação escocesa

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    Praça do Parlamento em Londres 31/01/2020 REUTERS/Simon Dawson

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    Por Elizabeth Piper e William James

    LONDRES (Reuters) - A Rússia interferiu no referendo que a Escócia realizou em 2014, e o governo britânico não pediu uma avaliação aprofundada sobre uma possível interferência orientada pelo Kremlin na votação da separação do Reino Unido da União Europeia, disse o comitê de inteligência e segurança do Parlamento do país.

    'Surgiram comentários de código aberto críveis dando a entender que a Rússia realizou campanhas de influência em relação ao referendo escocês de independência em 2014', disse o relatório, que foi finalizado em março de 2019, mas ficou guardado até esta terça-feira.

    Ele diz que existem fontes de código aberto segundo as quais a Rússia tentou influenciar a campanha do Brexit, mas que o governo britânico não procurou indícios profundos de intromissão.

    O relatório retrata a Rússia como uma potência hostil que representa uma ameaça considerável para o Reino Unido e o Ocidente em várias frentes, da espionagem e da cibernética à interferência eleitoral e à lavagem de dinheiro.

    'Parece que a Rússia considera o Reino Unido um de seus principais alvos ocidentais de inteligência', disse o relatório.

    O documento, que foi vazado pelo site Guido Fawkes antes de sua data de publicação, disse que o governo britânico não investigou com profundidade suficiente a possível intromissão russa no referendo do Brexit de 2016.

    O Kremlin disse que a Rússia nunca interveio nos processos eleitorais de outro país. A Rússia negou diversas vezes qualquer intromissão no Ocidente, afirmando que os Estados Unidos e o Reino Unido sofrem de uma histeria anti-Rússia.

    O relatório parlamentar tem muitos trechos em que trata do referendo do Brexit censurados, e existe um anexo confidencial que não foi publicado, mas os parlamentares pediram uma investigação adequada.

    'Em resposta à nossa solicitação de indícios escritos no início do inquérito, inicialmente o MI5 (agência de segurança e contrainteligência) só forneceu seis linhas de texto. Ele afirma que *, antes de se referir a estudos acadêmicos', disse a versão editada.

    'É, todavia, a opinião do comitê que a comunidade de inteligência britânica deveria produzir uma avaliação análoga de uma interferência russa em potencial no referendo da UE e que um sumário não confidencial dela seja publicado', disse o relatório.

    O comitê retrata a Rússia como uma fonte de dinheiro corrupto que foi bem recebido em Londres, a principal capital financeira do mundo.

    'O Reino Unido tem sido visto como um destino particularmente favorável para oligarcas russos e seu dinheiro.'

    (Por Guy Faulconbridge, Liz Piper, William James)

    Escrito por Reuters

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