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Rendimentos dos títulos globais atingem novas máximas

Rendimentos dos títulos globais atingem novas máximas

Reuters

15/09/2026

Placeholder - loading - Sede do Federal Reserve em Washington  14 de novembro de 2025. REUTERS/Elizabeth Frantz/Foto de arquivo
Sede do Federal Reserve em Washington 14 de novembro de 2025. REUTERS/Elizabeth Frantz/Foto de arquivo

Por Tom Westbrook e Amanda Cooper

CINGAPURA/LONDRES, 15 Set (Reuters) - Os ​custos dos empréstimos dos governos atingiram nesta terça-feira os níveos mais altos desde a crise financeira de 2008, com a taxa do Treasury de 10 anos subindo para mais de 5%, o que destaca a tensão entre o rápido aumento do endividamento global e um crescimento econômico até o momento resiliente.

A taxa média do rendimento de 10 anos das economias do G7 atingiu 4,285%, o nível mais alto desde meados de 2008 e um ponto percentual acima do registrado antes do início da guerra no Irã. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira que o aumento se deve a “questões globais”, mas não forneceu outros detalhes sobre causas específicas.

A ⁠ampliação do conflito ⁠fez com que o petróleo voltasse a ultrapassar ​os US$100 ‌por barril, o que aumentou a pressão sobre os bancos centrais para que elevem as taxas de juros a fim de combater a inflação — um dos principais motivos para a alta nos rendimentos dos títulos.

A expectativa é de que o Federal Reserve aumente os juros pela primeira vez desde 2023 na ⁠quarta-feira, de acordo com os mercados monetários, enquanto o Banco do Japão deve fazer ​o mesmo na sexta. O Banco Central Europeu elevou os juros na semana passada e pode realizar ​uma série de aumentos nos próximos meses.

A liquidação de títulos elevou ‌o custo dos empréstimos para ​os ⁠governos, mas também os deixou com despesas com juros mais altos, o que desvia recursos de programas sociais, de defesa e de outras áreas, o que, por sua vez, levanta questões quanto à sustentabilidade de seus encargos com a ​dívida.

“Rendimentos de 5% não são um problema se o crescimento for de 6,5%. Mas se o crescimento for de 5% com rendimentos de 5%, a história pode ser bem diferente”, disse Samy Chaar, economista-chefe da Lombard Odier.

O fato de o rendimento do Treasury de 10 anos ter superado 5% é uma dor de cabeça para tomadores ​de empréstimos soberanos e corporativos em todo o mundo, já que o título serve de referência para praticamente todos os outros ativos nos mercados financeiros.

E, embora a economia dos EUA possa estar crescendo rápido o suficiente para sustentar taxas de empréstimo de 10 anos acima de 5%, outros países estão menos bem preparados para isso.

O outro problema com o qual os investidores estão lidando é a aversão do novo chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, à orientação futura, o que significa que a incerteza — e, portanto, a volatilidade — está aumentando, e os investidores ​estão menos dispostos a dar o benefício da dúvida às autoridades.

O rendimento do Treasury de 10 anos chegou a atingir ‌5,041%, o maior nível desde 2007, na manhã ⁠desta terça-feira, antes de recuar para ser negociado em torno de 5%.

A taxas dos títulos japoneses de 10 anos chegou a um pico em três décadas, ultrapassando 3%.

Na Alemanha, a taxa de referência de 10 ⁠anos ficou próxima de seu maior nível desde 2009, em 3,55%, enquanto ⁠as taxas francesas de 10 anos oscilavam perto da ⁠máxima em 18 anos ⁠e ​as taxas britânicas de 10 anos, em 5,45%, atingiram seu maior nível desde 2007.

(Reportagem adicional de Harry Robertson em Londres)

Reuters

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