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Rússia condena decisões da cúpula da Otan sobre ajuda à Ucrânia e defesa

Rússia condena decisões da cúpula da Otan sobre ajuda à Ucrânia e defesa

Reuters

08/07/2026

Placeholder - loading - Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova 3 de junho de 2026 REUTERS/Anastasia Barashkova
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova 3 de junho de 2026 REUTERS/Anastasia Barashkova

8 Jul (Reuters) - A Rússia condenou as ​decisões da Otan em uma cúpula realizada na Turquia nesta quarta-feira, afirmando que elas poderiam ter consequências catastróficas, depois que a aliança anunciou ajuda militar à Ucrânia e reafirmou o compromisso dos membros com a defesa coletiva.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que as prioridades da Otan permanecem inalteradas: “a militarização do continente europeu, o foco no fortalecimento das capacidades de defesa, ⁠a ⁠preparação para um conflito armado ​com a ‌Rússia e, é claro, a ajuda à Ucrânia”.

“É uma pena, pois se os estrategistas da Otan tivessem parado para refletir por um momento, talvez não tivessem tomado decisões tão ⁠irresponsáveis que podem levar a uma catástrofe não apenas para ​a aliança, mas para o mundo inteiro”, disse Zakharova em ​comunicado publicado no site do ministério.

Os membros ‌da Otan presentes ​na ⁠cúpula prometeram 70 bilhões de euros em assistência militar à Ucrânia para 2026.

Eles reafirmaram seu “compromisso inabalável” com a defesa coletiva nos termos do ​Artigo 5 do pacto da aliança em uma declaração da cúpula e anunciaram acordos sobre armamentos no valor de pelo menos US$50 bilhões.

Em seus comentários, Zakharova disse que as “fissuras” entre os Estados ​Unidos e seus parceiros da Otan “não desapareceram”.

“Nesse contexto, os norte-americanos não escondem sua decepção com o bloco do Atlântico Norte”, escreveu ela.

“A questão da Groenlândia não está sendo resolvida de acordo com o cenário norte-americano. Há também ressentimento pelo fato de que os membros da aliança, na visão de Washington, não agiram de forma solidária quando ​os Estados Unidos precisavam de seu apoio.”

O secretário-geral da Otan, Mark ‌Rutte, em entrevista à Reuters, ⁠disse que as desavenças entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros líderes da Otan demonstraram a força democrática da ⁠aliança e devem servir de lição para ⁠o presidente russo, Vladimir Putin.

“Eu ⁠diria a Putin: ⁠você ​mesmo deveria ter mais discussões, abertamente”, disse Rutte à Reuters.

(Reportagem da Reuters)

Reuters

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