Rússia está pronta para ajudar China com energia antes da visita de Putin, diz chanceler
Rússia está pronta para ajudar China com energia antes da visita de Putin, diz chanceler
Reuters
15/04/2026
Por Gleb Bryanski
15 Abr (Reuters) - A Rússia está pronta para aumentar o fornecimento de energia para a China antes de uma esperada visita do presidente Vladimir Putin, disseram as agências de notícias russas citando o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, na quarta-feira, em uma coletiva de imprensa em Pequim.
Depois que a Europa decidiu eliminar gradualmente suas importações de energia russa na sequência da invasão russa da Ucrânia em 2022, Moscou começou a aumentar seus suprimentos de petróleo para China e Índia, que juntas recebem 80% de todas as exportações de petróleo bruto da Rússia.
Segundo as agências, Lavrov afirmou que a visita será realizada no primeiro semestre do ano, enquanto o jornal Vedomosti citou fontes dizendo que seria durante a semana que começa em 18 de maio.
O presidente Xi Jinping se reuniu com Lavrov na quarta-feira, assegurando a Moscou a amizade da China e dizendo que a China e a Rússia precisam confiar e se apoiar mutuamente, aprofundar a cooperação e defender os interesses uma da outra.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também está programado para se encontrar com Xi durante sua primeira visita à China em oito anos, nos dias 14 e 15 de maio.
Separadamente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Putin visitará a China, mas até agora ele não planeja se encontrar com Trump lá.
Peskov acrescentou que o Kremlin anunciará as datas da visita em seu devido tempo.
Lavrov disse na coletiva de imprensa em Pequim que a Rússia está pronta para ajudar a China e outros países afetados pela crise do Oriente Médio com o fornecimento de energia.
'A Rússia pode, é claro, compensar o déficit de recursos enfrentado pela China e por outros países interessados em trabalhar conosco de forma igualitária e mutuamente benéfica', declarou Lavrov na coletiva de imprensa na China.
(Reportagem adicional de Dmitry Antonov e Vladimir Soldatkin)
Reuters

