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Rússia permanecerá na Opep+ e espera que a saída dos Emirados Árabes não signifique o fim do grupo

Rússia permanecerá na Opep+ e espera que a saída dos Emirados Árabes não signifique o fim do grupo

Reuters

29/04/2026

Placeholder - loading - Uma instalação representando um barril de petróleo com o logotipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) 19 de novembro de 2024 REUTERS/Maxim Shemetov
Uma instalação representando um barril de petróleo com o logotipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) 19 de novembro de 2024 REUTERS/Maxim Shemetov

Por Dmitry Antonov e Darya Korsunskaya

MOSCOU, 29 ​Abr (Reuters) - A Rússia planeja permanecer na Opep+ apesar da decisão dos Emirados Árabes Unidos de sair, disse o Kremlin nesta quarta-feira, expressando esperança de que a aliança de produtores de petróleo continue a operar em meio à turbulência no mercado global de energia.

Os Emirados Árabes Unidos disseram na terça-feira que deixariam a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), desferindo um golpe no grupo, uma vez que a crise energética desencadeada pela guerra com o Irã expôs as divisões entre as nações do Golfo ⁠Pérsico.

Os ⁠Emirados Árabes Unidos eram o quarto maior ​produtor ‌do grupo Opep+, formado por membros da Opep e seus aliados, enquanto a Rússia é o segundo, atrás da Arábia Saudita.

A OPEP+ AJUDA A 'MINIMIZAR AS FLUTUAÇÕES'

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Opep+ continua sendo ⁠uma organização importante, especialmente durante a atual turbulência nos mercados globais.

'Esse ​formato ajuda a minimizar substancialmente, digamos, as flutuações nos mercados de energia e ​possibilita a estabilização desses mercados', disse Peskov em ‌um briefing diário.

Peskov ​disse que ⁠a Rússia respeitou a decisão dos Emirados Árabes Unidos de sair, no entanto, e esperava que o diálogo energético de Moscou com o Estado do Golfo continuasse.

A Rússia entrou ​para a Opep+ em 2016. O grupo produziu quase metade do petróleo e dos líquidos de petróleo do mundo no ano passado, de acordo com estimativas da Agência Internacional de Energia.

Posteriormente, Peskov disse que os Emirados Árabes Unidos não ​haviam avisado Moscou com antecedência sobre seu plano de se retirar da Opep+.

'Não, eles não nos avisaram. Essa é uma decisão soberana dos Emirados Árabes Unidos. Respeitamos essa decisão', disse ele, segundo a agência de notícias estatal RIA.

TEME-SE UMA COORDENAÇÃO MAIS FRACA DA OPEP

O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, disse na quarta-feira que a decisão dos Emirados Árabes Unidos poderia fazer com que os países aumentassem a ​produção, derrubando os preços globais no futuro.

'Se os países da Opep conduzirem suas políticas ‌de forma descoordenada (após a saída dos ⁠Emirados Árabes Unidos) e produzirem tanto petróleo quanto suas capacidades de produção permitirem e quanto desejarem, os preços cairão na mesma proporção', disse Siluanov.

Por enquanto, os ⁠preços do petróleo foram sustentados pelo bloqueio do Estreito ⁠de Ormuz, disse ele, e qualquer ⁠excesso de oferta ⁠só ​se tornaria um risco após a reabertura do estreito.

(Reportagem de Dmitry Antonov e Darya Korsunskaya)

Reuters

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