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SAIBA MAIS-O que acontecerá se premiê britânico renunciar ou for desafiado?

SAIBA MAIS-O que acontecerá se premiê britânico renunciar ou for desafiado?

Reuters

09/02/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer 19/11/2025 ©House of Commons/Divulgação via REUTERS
Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer 19/11/2025 ©House of Commons/Divulgação via REUTERS

LONDRES, 9 Fev (Reuters) - O primeiro-ministro do Reino ⁠Unido, Keir Starmer, enfrenta pedidos para renunciar, com sua equipe em crise devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA — uma decisão que saiu pela culatra após revelações sobre a profundidade do relacionamento de Mandelson com o criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein.

Veja abaixo o que acontecerá se Starmer renunciar ou enfrentar um desafio à sua liderança.

E SE STARMER RENUNCIAR?

O partido realizaria uma disputa pela liderança para substituí-lo.

Qualquer candidato que deseje concorrer precisaria ​garantir o apoio de 20% dos membros ⁠do ⁠Partido Trabalhista no Parlamento. Com o Partido Trabalhista detendo atualmente 404 cadeiras, isso equivale a 81 apoiadores.

Os candidatos também devem atingir um limite mínimo de apoio das organizações de base do Partido Trabalhista e de organizações afiliadas, como sindicatos.

Se apenas um candidato se ‌qualificar, não haverá votação: o candidato é eleito sem oposição como ​líder do Partido Trabalhista e se torna ‌primeiro-ministro.

Se mais de um ​candidato ​se qualificar, o vencedor é decidido por uma votação dos membros e afiliados do Partido Trabalhista. O vencedor torna-se então primeiro-ministro.

COMO A LIDERANÇA DE STARMER PODE ​SER DESAFIADA?

Um desafio à liderança pode ser desencadeado se houver apoio suficiente a um candidato para substituir Starmer.

Os candidatos à substituição do primeiro-ministro teriam de cumprir o requisito mínimo de 81 parlamentares, tal como as coisas estão atualmente. Starmer seria automaticamente incluído na cédula de voto em qualquer disputa deste tipo.

A disputa seria então conduzida de acordo com o mesmo processo que se seguiria a uma renúncia.

Geralmente, é mais difícil para os parlamentares trabalhistas destituírem um primeiro-ministro do que para o rival Partido Conservador, que teve cinco primeiros-ministros em oito anos a partir de 2016, porque ⁠os rebeldes trabalhistas precisam se unir em torno de candidatos específicos, em ‌vez de apenas um voto de 'desconfiança' ⁠ao líder.

Os membros trabalhistas do Parlamento nunca conseguiram destituir um primeiro-ministro em exercício nos mais de 125 anos de história do partido.

O então ‍primeiro-ministro Tony Blair estabeleceu um prazo para sua saída depois que alguns membros de seu governo ​renunciaram ‌em 2006, mas ele não renunciou imediatamente.

(Reportagem de Andrew MacAskill e William James)

Reuters

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