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Santander reafirma metas de médio prazo após aumento do lucro líquido no segundo trimestre

Santander reafirma metas de médio prazo após aumento do lucro líquido no segundo trimestre

Reuters

22/07/2026

Placeholder - loading - Cartão de crédito do Santander em foto de ilustração 17 de julho de 2026 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Cartão de crédito do Santander em foto de ilustração 17 de julho de 2026 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Por Jesús Aguado

MADRI, 22 Jul (Reuters) - O Santander reafirmou ​nesta quarta-feira suas metas de médio prazo e para 2026, após o aumento do lucro líquido no segundo trimestre, devido a um desempenho sólido na Espanha, no Reino Unido e em suas principais unidades de negócios globais, o que compensou o aumento das provisões.

O banco registrou maiores perdas por imparidade na Argentina e no Brasil, um de seus principais mercados, o que ofuscou parcialmente o aumento trimestral de 17% no lucro líquido subjacente, para 3,77 bilhões de euros, ligeiramente acima das previsões ⁠de ⁠3,75 bilhões de euros.

Após despesas de reestruturação ​de ‌250 milhões de euros relacionadas à aquisição do TSB no Reino Unido, concluída no final de abril, o maior banco da zona do euro em valor de mercado registrou um aumento de 3% no lucro líquido ⁠atribuível, para 3,52 bilhões de euros.

A diversificação do Santander em 10 mercados ​ameniza as desacelerações locais, mas o expõe às oscilações cambiais na América ​Latina.

Recentemente, o banco se expandiu com as aquisições ‌do TSB, no Reino ​Unido, ⁠e do Webster, nos Estados Unidos, e espera que essas operações impulsionem os lucros em mais de 40% nos próximos três anos, para mais de 20 bilhões de ​euros.

O banco reafirmou suas metas de médio prazo, que para 2026 incluem crescimento da receita na casa dos 5%, redução de custos, aumento dos lucros e um índice de capital de 12,8% a 13%, em comparação com os 14% registrados ​no final de junho.

Sua receita líquida de juros — uma medida dos ganhos com empréstimos menos os custos com depósitos — subiu 10% no segundo trimestre, para 11,69 bilhões de euros, contra os 11,47 bilhões de euros esperados pelos analistas, enquanto as comissões aumentaram 12%.

“A dinâmica da receita líquida de juros parece sólida, assim como os custos”, afirmou a corretora Jefferies, acrescentando que mercados-chave — Espanha, Reino Unido e Estados Unidos — ​apresentavam bom desempenho, enquanto o Brasil ficou para trás.

As receitas cresceram 9% no segundo ‌trimestre, superando o aumento de 2% ⁠nos custos totais e permitindo que o banco mantivesse seu índice de eficiência em 42,8%, em relação ao trimestre anterior.

As provisões aumentaram 13%, para 3,35 ⁠bilhões de euros, em parte devido a baixas contábeis ⁠adicionais de 39 milhões de euros ⁠em compensação por financiamentos ⁠de ​veículos vendidos indevidamente no Reino Unido.

(Reportagem de Jesús Aguado; Reportagem adicional de Emma Pinedo)

Reuters

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