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    Secretário de Saúde de SP compara pandemia a guerra e pede ajuda de voluntários

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    Enfermeira de um hospital em Santo André, no Estado de São Paulo, conversa com paciente idosa. 01/01/2021. REUTERS/Amanda Perobelli.

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    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, comparou nesta sexta-feira a situação da pandemia de Covid-19 no Estado a uma guerra e pediu aos conselhos de classe que representam profissionais de saúde que ajudem a recrutar voluntários para auxiliar no atendimento aos pacientes com coronavírus.

    'Estamos em guerra. Diferente das guerras que costumamos ver nos filmes, que as nossas gerações não viveram, com tiros, bombas, mortos espalhados pelas ruas, nós temos isto acontecendo nos hospitais', disse o secretário em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

    'Nós estamos na maior crise pandêmica do nosso país, com grande número de mortos por dia. Isso é inadmissível, nós temos que conter a velocidade de expansão da pandemia no nosso meio', acrescentou ele, que também fez um apelo para que a população adote medidas de prevenção da disseminação da doença, como distanciamento social, uso de máscaras e evitar aglomerações.

    De acordo com dados da Secretaria de Saúde paulista, o Estado registrou 2.093.924 casos confirmados de Covid-19, com 61.064 mortos. A ocupação dos leitos de terapia intensiva em São Paulo é de 77,4%, mais de 10 pontos percentuais a mais do que há 11 dias.

    'Guardem essa informação: a cada dois minutos, três pacientes no Estado de São Paulo são internados, seja numa UTI seja numa enfermaria. E as ocupações de leitos de unidades de terapia intensiva ocorrem, em média, 130 novas admissões por dia', disse.

    'Nós precisamos agora do apoio dos conselhos de classe, do Conselho Regional de Medicina, do Conselho Regional de Fisioterapia, do Conselho Regional de Enfermagem para que nos ajude com voluntários. Nós precisamos de ajuda, porque estamos em guerra.'

    Gorinchteyn disse que o governo garantirá atendimento hospitalar nem que seja nos corredores das unidades de saúde.

    ''Ah, paciente no corredor'. Vai ter paciente no corredor! O que nós não queremos é paciente desassistido. Nós vamos dar oxigênio, vamos ampliar a distribuição de oxigênio como já temos feito', garantiu o secretário.

    Também presente na entrevista coletiva, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que na segunda-feira o governo estadual anunciará a instalação de um hospital de campanha na capital paulista para aumentar a oferta de atendimento a pacientes com Covid-19.

    Gorinchteyn também disse que o Ministério da Saúde ainda não cumpriu decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta semana que a pasta pague pelos leitos de UTI que desabilitou no Estado do ano passado para este ano.

    Escrito por Reuters

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