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Secretário do Tesouro dos EUA: querra contra Irã, não comércio, pode adiar reunião Trump-Xi

Secretário do Tesouro dos EUA: querra contra Irã, não comércio, pode adiar reunião Trump-Xi

Reuters

16/03/2026

Placeholder - loading - Bandeiras de EUA e China em Londres 10/6/2025    REUTERS/Toby Melville
Bandeiras de EUA e China em Londres 10/6/2025 REUTERS/Toby Melville

Por David Lawder

PARIS, 16 Mar (Reuters) - Um atraso na ​reunião planejada para este mês entre os presidentes dos EUA e da China não seria resultado de divergências comerciais, mas da possibilidade de Donald Trump precisar permanecer nos Estados Unidos por causa da guerra com o Irã, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nesta segunda-feira.

Bessent e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng lideraram dois dias de conversações em Paris com o objetivo de preparar a tão esperada reunião entre Trump e Xi Jinping, de 31 de março a 2 ⁠de ⁠abril.

Em entrevista à CNBC, Bessent disse ​que as ‌reuniões foram 'muito boas' e se beneficiaram de um 'relacionamento estável'.

No entanto, ele deixou em aberto se a reunião de cúpula dos líderes seria realizada conforme programado, depois que Trump disse ao Financial Times, em uma entrevista ⁠publicada no domingo, que ele poderia adiar, no momento em que ​pressiona Pequim a ajudar a desbloquear o crucial Estreito de Ormuz, fechado ​pelo Irã.

Bessent disse que qualquer atraso não seria ‌devido ao fato de ​Trump ⁠ter pedido à China que policiasse o estreito. 'O presidente quer permanecer em Washington para coordenar o esforço de guerra, e viajar para o exterior em um momento como ​esse pode não ser o ideal', declarou Bessent.

CONVERSAS SOBRE COMÉRCIO

As delegações dos EUA e da China retomaram as negociações na segunda-feira na sede em Paris da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que não conta com a China ​como membro.

Nas negociações, que começaram no domingo, os chineses mostraram abertura para possíveis compras adicionais de produtos agrícolas dos EUA, incluindo aves, carne bovina e culturas não relacionadas à soja, disse uma fonte antes do segundo dia de reuniões.

A China ainda estava comprometida em comprar 25 milhões de toneladas de soja norte-americana anualmente pelos próximos três anos sob a trégua comercial Trump-Xi de outubro de 2025, acrescentou ​a fonte.

Os porta-vozes do Tesouro dos EUA e do escritório do representante comercial dos ‌EUA não quiseram caracterizar as negociações.

Em ⁠um comunicado na segunda-feira, o Ministério do Comércio da China repreendeu os Estados Unidos por causa de uma investigação comercial sobre trabalho forçado, pedindo a ⁠Washington que 'corrija seus erros'.

Um progresso 'significativo' na cooperação econômica ⁠sino-americana poderia restaurar a confiança em uma ⁠economia global cada ⁠vez ​mais frágil, disse a agência de notícias oficial Xinhua em um comentário no domingo.

Reuters

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