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Senadores norte-americanos pedem estabilidade e cooperação entre EUA e China

Senadores norte-americanos pedem estabilidade e cooperação entre EUA e China

Reuters

07/05/2026

Placeholder - loading - Reunião entre autoridades dos EUA e da China em Pequim  7 de maio de 2026     Andy Wong/Pool via REUTERS
Reunião entre autoridades dos EUA e da China em Pequim 7 de maio de 2026 Andy Wong/Pool via REUTERS

PEQUIM, 7 Mai (Reuters) - Uma delegação de ​senadores dos EUA em visita a Pequim pediu estabilidade e cooperação pacífica entre as duas maiores economias do mundo, uma semana antes da reunião dos líderes dos países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, viajará para a capital chinesa para se reunir com o presidente Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio.

'Acredito firmemente que queremos reduzir a tensão, não romper as relações. Queremos estabilidade, queremos respeito mútuo', disse o senador Steve Daines, que lidera a ⁠delegação bipartidária, ⁠em suas observações iniciais na ​reunião com ‌o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na quinta-feira.

O senador republicano afirmou que espera que a reunião dos líderes resulte em encomendas de jatos da Boeing, mesmo ao alertar que os ⁠dois países enfrentam problemas comerciais.

'Faz cerca de nove anos que não ​há uma compra de aeronaves da Boeing aqui', disse ele, de acordo ​com a mídia.

A China ainda não anunciou ‌a visita de ​Trump, dizendo ⁠que os dois lados mantêm comunicação sobre a viagem. As relações entre as duas potências permanecem estáveis de modo geral, depois de uma trégua comercial em ​outubro passado, após a reunião de seus líderes na Coreia do Sul.

Falando a Daines, Wang disse que a China e os EUA devem ser parceiros e não rivais, apesar de suas diferenças, e pediu a Washington ​que veja Pequim de forma objetiva e estabeleça um entendimento racional.

'Espera-se que os EUA possam realmente respeitar os interesses centrais da China, administrar adequadamente as diferenças e dar as mãos para fazer mais coisas importantes, práticas e boas que sejam benéficas para os dois países e para o mundo', disse Wang em um comunicado de seu ministério.

A questão de Taiwan estará no topo ​da agenda de Pequim para a esperada reunião de líderes neste mês, uma ‌diferença radical em relação à ⁠reunião na Coreia do Sul no ano passado.

A China reivindica Taiwan, que é governada democraticamente, como seu próprio território e a descreve regularmente como ⁠a questão mais sensível e importante em suas ⁠relações com Washington. O governo de ⁠Taiwan rejeita as ⁠reivindicações ​de soberania de Pequim.

(Reportagem de Liz Lee, Shi Bu e Redação de Pequim)

Reuters

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