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Setor de serviços do Brasil decepciona e fica estável em julho

Setor de serviços do Brasil decepciona e fica estável em julho

Reuters

10/09/2026

Placeholder - loading - Imagem captada por drone mostra o edifício Farol Santander em São Paulo 7 de maio de 2026. REUTERS/Amanda Perobelli
Imagem captada por drone mostra o edifício Farol Santander em São Paulo 7 de maio de 2026. REUTERS/Amanda Perobelli

Atualizada em  10/09/2026

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga ​Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 10 Set (Reuters) - O volume de serviços no Brasil ficou estável em julho na comparação com junho e iniciou o terceiro trimestre com um desempenho abaixo do esperado, em mais um sinal de desaceleração da atividade econômica.

Em julho, o volume de serviços teve ainda avanço de 0,9% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro ⁠de ⁠Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados ficaram abaixo ​das ‌expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,2% na comparação mensal e de avanço de 1,1% na base anual.

Com isso, o setor de serviços está 0,2% abaixo do ⁠topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025.

Dados do ​PIB divulgados no início do mês mostraram que o setor de ​serviços -- que responde por cerca de ‌70% da economia ​do país -- ⁠teve avanço de apenas 0,2% no segundo trimestre, após alta de 0,4% no primeiro, enquanto o consumo das famílias registrou a primeira retração ​em três trimestres, de 0,4%.

O mercado de trabalho aquecido e medidas do governo estimulam o consumo, mas a política monetária ainda restritiva vem pesando sobre a atividade. A taxa básica de ​juros Selic está atualmente em 14,0%.

O segundo semestre ainda deverá ser marcado pelas incertezas em relação às eleições presidenciais, em outubro.

Os dados do IBGE mostram que, no mês de julho, a atividade de informação e comunicação foi a única a registrar recuo sobre o mês anterior, de 2,5%, devolvendo parte do crescimento acumulado entre abril e ​junho (3,3%).

Por outro lado, apresentaram avanços as atividades de transportes (0,4%), profissionais, administrativos e complementares (0,6%), ‌outros serviços (0,7%) e serviços prestados ⁠às famílias (0,5%).

O índice de atividades turísticas, por sua vez, apresentou expansão de 2,7% em julho frente ao mês anterior, recuperando parte ⁠da perda de 4,0% observada entre maio ⁠e junho. O índice está ⁠3,8% abaixo do ⁠ápice ​da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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