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Silveira diz ter certeza que Vale olhará grandes projetos no Brasil, inclusive de terras raras

Silveira diz ter certeza que Vale olhará grandes projetos no Brasil, inclusive de terras raras

Reuters

25/08/2026

Placeholder - loading - Mina de minério de ferro de Carajás, da Vale, no Pará, em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Jorge Silva
Mina de minério de ferro de Carajás, da Vale, no Pará, em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Jorge Silva

Por Marta Nogueira

BELO HORIZONTE, 25 Ago (Reuters) - O ministro ​de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou ter 'absoluta certeza' de que a Vale, como uma grande referência global no setor de mineração, olhará para a necessidade de realizar grandes projetos no Brasil além do minério de ferro, em minerais críticos e estratégicos, em especial em terras raras.

A afirmação, feita a jornalistas após participar da abertura do congresso de mineração Exposibram, na noite de segunda-feira, ocorreu ao ser questionado sobre o que achou da declaração do presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, na semana passada, de que o país precisa voltar a desenvolver mega projetos.

Na ocasião, Pimenta defendia reformas no setor que ajudem a 'destravar' investimentos, como as relacionadas ⁠a licenciamento ⁠ambiental, mapeamento geológico e fortalecimento da regulação do ​setor, e citou ‌que o último mega projeto desenvolvido pela mineradora foi a importante mina de ferro S11D, em Canaã do Carajás (PA), que entrou em operação há 10 anos.

Atualmente, o minério de ferro segue como o principal produto da Vale, mas a companhia também tem importantes projetos em níquel e cobre.

'Eu ⁠acho que está perfeito, o Brasil é o paraíso dos minerais de uma ​forma geral, em especial agora na era da transição energética', disse Silveira na Exposibram, organizada pelo ​Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

'O Brasil, com as terras raras, vai ‌ser uma oportunidade de reindustrializar ​o ⁠país, de fortalecer o emprego, a renda, a inclusão, e a Vale, como uma grande referência global do setor mineral, é uma empresa que tenho absoluta certeza que, no seu plano estratégico, vai olhar para a ​necessidade de grandes projetos também, além do minério de ferro, para a área dos minerais críticos e estratégicos, em especial das terras raras.'

Antes, em seu discurso na abertura do evento, Silveira fez acenos positivos à Vale, diferente de outras vezes, em anos passados, que criticou duramente a companhia, quando estava sob a ​gestão anterior.

Em seu discurso, Silveira disse que teve a 'alegria de ter o Gustavo à frente da Vale, com mais sensibilidade, com mais abertura' para negociar e fechar em 2024 o acordo de repactuação para reparações e compensações pelo rompimento da barragem da Samarco, joint venture da Vale com a BHP.

Também disse ter ficado impressionado com as potencialidades do Pará no campo mineral, ao visitar a planta da Vale no Estado, sem dar uma data. Ele disse ter compreendido mais, na ocasião, sobre a necessidade da publicação de ​um decreto que defina regras ambientais mais claras sobre a proteção de cavidades naturais subterrâneas, de forma a ‌reduzir margens de interpretação.

Mineradoras, como a Vale, ⁠acreditam que a medida poderá trazer mais celeridade para licenciamentos ambientais.

A jornalistas, ele disse que tal decreto sobre cavidades está atualmente na Casa Civil, 'nos detalhes jurídicos, técnicos, mas está consensuado entre ministérios de ⁠Minas e Energia e Meio Ambiente'. Ele evitou dar um prazo ⁠para publicação, uma vez que não depende de sua ⁠pasta.

Silveira também visitou o ⁠estande ​da Vale na Exposibram e posou para fotos ao lado de Pimenta.

(Por Marta Nogueira; edição de Letícia Fucuchima)

Reuters

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