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Snapchat é alvo de investigação da UE por suposta falha ao prevenir aliciamento de menores

Snapchat é alvo de investigação da UE por suposta falha ao prevenir aliciamento de menores

Reuters

26/03/2026

Placeholder - loading - Logo do Snapchat 27/10/2025  REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa
Logo do Snapchat 27/10/2025 REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa

Por Foo Yun Chee

BRUXELAS, 26 Mar (Reuters) - O ​Snapchat, plataforma de mídia social de propriedade da norte-americana Snap, virou alvo de uma investigação da União Europeia, com os reguladores alertando nesta quinta-feira que a empresa parece não estar fazendo o suficiente para impedir o aliciamento de crianças e a venda de produtos ilegais.

A UE está conduzindo a investigação ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês), que exige que as grandes plataformas online façam mais para combater ⁠conteúdos ⁠ilegais e prejudiciais, sob pena ​de multas ‌de até 6% das suas vendas globais anuais.

'Desde o aliciamento e a exposição a produtos ilegais até configurações de conta que comprometem a segurança de menores, o Snapchat parece ter ignorado ⁠que a Lei de Serviços Digitais exige altos padrões de ​segurança para todos os usuários', disse a chefe de tecnologia da ​União Europeia, Henna Virkkunen, em um comunicado.

O ‌Snapchat afirmou que ​revisa e ⁠reforça continuamente suas medidas de segurança.

'Até o momento, temos cooperado plenamente com a Comissão, atuando de forma proativa, transparente e de boa-fé para atender aos ​altos padrões de segurança da DSA, e continuaremos a fazer isso ao longo desta investigação', disse um porta-voz.

A Comissão Europeia, encarregada de fazer cumprir a lei, afirmou suspeitar que o Snapchat não possui ​salvaguardas suficientes para impedir que crianças sejam contatadas por usuários que buscam explorá-las sexualmente ou para atividades criminosas.

A Comissão afirmou que as ferramentas de moderação de conteúdo da empresa eram ineficazes para impedir a disseminação de informações que direcionavam os usuários para a venda de produtos ilegais, como drogas, ou produtos com restrição de idade, como cigarros eletrônicos e bebidas ​alcoólicas.

Neste contexto, a Comissão Europeia afirmou que assumirá uma investigação iniciada por ‌reguladores holandeses em setembro passado ⁠sobre a venda de cigarros eletrônicos para crianças no Snapchat.

Outras áreas de preocupação da UE incluem a ferramenta de autodeclaração de idade do ⁠Snapchat, que os reguladores consideram insuficiente, as ⁠configurações de conta padrão inadequadas e ⁠os mecanismos ⁠que ​permitem aos usuários denunciar padrões obscuros em seu design.

(Reportagem de Foo Yun Chee)

Reuters

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