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STF arquiva inquérito contra Elon Musk, a pedido da PGR

STF arquiva inquérito contra Elon Musk, a pedido da PGR

Reuters

10/03/2026

Placeholder - loading - Bilionário Elon Musk 11/03/2025 REUTERS/Kevin Lamarque
Bilionário Elon Musk 11/03/2025 REUTERS/Kevin Lamarque

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 10 ​Mar (Reuters) - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar inquérito que corria na corte contra o bilionário Elon Musk, dono da plataforma de rede social X, por obstrução à Justiça, organização criminosa e incitação ao crime, informou o STF em seu site.

A investigação havia sido aberta para apurar publicações em perfis que haviam sido suspensos por ⁠determinações ⁠judiciais no Brasil, mas a ​Procuradoria-Geral ‌da República entendeu que não há elementos que comprovem que representantes legais da plataforma tenham instrumentalizado a rede social de forma dolosa para atentar contra ⁠o Poder Judiciário brasileiro.

'Assim, tendo o Ministério Público requerido ​o arquivamento no prazo legal, não cabe ação privada ​subsidiária, ou a título originário... sendo ‌essa manifestação ​irretratável, salvo ⁠no surgimento de novas provas', argumenta Moraes na decisão que segue o posicionamento da PGR.

Na manifestação entregue ao ministro do ​STF, a PGR afasta a possibilidade de comportamento intencional de descumprir ordens da Justiça brasileira e afirma que 'o que houve foram falhas operacionais pontuais que, uma vez ​notificadas, foram prontamente sanadas pela companhia'.

O inquérito havia sido aberto diante de informações da Polícia Federal, que apontavam para a atuação de uma milícia digital fora do Brasil para frustrar o cumprimento de ordens judiciais de bloqueio de perfis e tentar difundir informações falsas para impulsionar discursos de ​polarização, segundo o site do STF. Influenciadores ligados ao ex-presidente ‌Jair Bolsonaro teriam conseguido transmitir ⁠conteúdo mesmo com suas redes bloqueadas.

Em esclarecimentos fornecidos à Justiça brasileira, o X afirmou que 'não há qualquer violação ⁠intencional às ordens de bloqueio impostas ⁠pelas autoridades competentes, havendo ⁠as questões suscitadas ⁠sido ​imediatamente sanadas pelas operadoras do X'.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

Reuters

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