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STF condena mandantes e cúmplices do assassinato de Marielle Franco

STF condena mandantes e cúmplices do assassinato de Marielle Franco

Reuters

25/02/2026

Placeholder - loading - Familiares de Marielle Franco comparecem a julgamento no STF 24/02/2026 REUTERS/Mateus Bonomi
Familiares de Marielle Franco comparecem a julgamento no STF 24/02/2026 REUTERS/Mateus Bonomi

Por Fabio Teixeira

RIO DE JANEIRO, ​25 Fev (Reuters) - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quarta-feira por unanimidade um ex-deputado e outras quatro pessoas por envolvimento no assassinato da vereadora e ativista de direitos humanos Marielle Franco, ocorrido há cerca de oito anos no Rio de Janeiro, junto com seu motorista Anderson Gomes.

A decisão concluiu que o ex-deputado Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal ⁠de ⁠Contas do Estado do Rio de ​Janeiro, ‌ordenaram o assassinato de Marielle em 2018 -- crime que gerou indignação generalizada e pedidos de justiça no Brasil e no exterior.

Os quatro ministros da Primeira Turma votaram ⁠a favor da condenação, seguindo o voto do relator Alexandre ​de Moraes. A seguir, os ministros discutirão a dosimetria das ​penas dos condenados.

O julgamento põe ‌fim a um ​processo de ⁠oito anos até a condenação final dos responsáveis pelo assassinato.

Marielle, de 38 anos, era uma estrela em ascensão no Partido Socialismo e ​Liberdade (PSOL). Negra, lésbica, progressista e nascida em uma comunidade pobre do Rio, ela se opunha politicamente aos irmãos Brazão.

Rivaldo Barbosa, então chefe da Polícia Civil do Rio, foi condenado ​por atrapalhar as investigações e receber propina. Outros dois homens foram considerados culpados por facilitar o crime. Os cinco negaram envolvimento durante o julgamento.

Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram executados dentro do carro após saírem de um evento na noite de 14 de março de 2018. Os acusados pela execução, Ronnie Lessa ​e Élcio de Queiroz, ambos ex-policiais, confessaram o crime e ‌cumprem penas de décadas de ⁠prisão.

Figuras políticas influentes no Rio de Janeiro, os irmãos Brazão foram presos em 2024 após Lessa e Queiroz fecharem acordos ⁠de colaboração com o Ministério Público. ⁠Eles ganharam milhões por meio ⁠de um esquema ⁠que ​apropriava terras públicas na zona oeste da cidade para projetos imobiliários.

Reuters

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