Suíça rejeita regras de neutralidade que teriam restringido cooperação com Otan
Suíça rejeita regras de neutralidade que teriam restringido cooperação com Otan
Reuters
27/09/2026
Por Marleen Kaesebier e John Revill
ZURIQUE, 27 Set (Reuters) - Eleitores suíços rejeitaram categoricamente neste domingo uma proposta que adotaria uma forma mais restritiva de neutralidade e poderia impedir o país de impor sanções econômicas ou cooperar com a Otan.
Todos os cantões e cerca de 70% dos eleitores rejeitaram a proposta de incluir na Constituição suíça uma definição mais rígida de neutralidade, segundo os resultados finais divulgados pelo Escritório Federal de Estatística.
“Este resultado não é um voto contra a neutralidade. A Suíça era neutra ontem, é neutra hoje e continuará neutra no futuro”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, em uma coletiva de imprensa após o anúncio do resultado.
Embora a neutralidade suíça seja internacionalmente reconhecida desde o fim das guerras napoleônicas, em 1815, a forma como o governo a implementa não está explícita.
O Partido Popular Suíço (SVP), de direita, afirmou que a posição tradicional da Suíça ficou prejudicada após Berna impor sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia.
A campanha financiou cartazes em todo o país instando as pessoas a votarem “Não à guerra, sim à neutralidade”, com pombas brancas da paz, antes da votação.
Cassis afirmou que a rejeição permite que a Suíça continue decidindo sobre sanções econômicas caso a caso e coopere com parceiros quando isso fortalecer a segurança do país, a qual, segundo ele, também depende da segurança de seus vizinhos e do continente europeu.
(Reportagem de John Revill e Marleen Kaesebier, em Zurique)
Reuters

