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Surto de Ebola no Congo é segundo maior já registrado, segundo dados recentes

Surto de Ebola no Congo é segundo maior já registrado, segundo dados recentes

Reuters

31/07/2026

Placeholder - loading - Profissionais de saúde congoleses atendem paciente no Hospital Geral de Rwampara,  nos arredores de Bunia, na República Democrática do Congo 21 de maio de 2026 REUTERS/Stringer
Profissionais de saúde congoleses atendem paciente no Hospital Geral de Rwampara, nos arredores de Bunia, na República Democrática do Congo 21 de maio de 2026 REUTERS/Stringer

Por Clement Bonnerot e AyenDeng Bior

31 ​Jul (Reuters) - O surto de Ebola que se espalha rapidamente na República Democrática do Congo é agora o segundo maior já registrado no mundo, segundo dados do governo divulgados nesta sexta-feira, à medida que a transmissão continua a superar os esforços para conter a epidemia.

O número de casos registrados em todo o Congo subiu para 3.532, informou o Ministério das Comunicações em comunicado, com 1.556 mortes registradas.

“É a epidemia de Ebola que se espalha mais rapidamente que já vimos”, disse ⁠Carl ⁠Skau, chefe interino do Programa Mundial ​de ‌Alimentos da ONU, à Reuters nesta semana. “O mundo precisa prestar muito mais atenção.”

Menos de três meses desde o início do surto, a doença já matou cinco vezes mais pessoas do que os surtos anteriores ⁠haviam matado na mesma fase, de acordo com a principal agência ​de saúde pública da África, os Centros Africanos de Controle e Prevenção ​de Doenças.

O surto é causado pela rara ‌cepa Bundibugyo do vírus ​Ebola, ⁠para a qual não há vacina ou tratamento aprovado.

As equipes de saúde também enfrentam a insegurança e ataques a unidades de saúde em todo o leste do ​Congo, onde atuam dezenas de grupos armados, enquanto cortes drásticos na ajuda internacional têm sobrecarregado os recursos.

Os números mais recentes sobre o surto indicam que apenas o surto ocorrido na África Ocidental entre 2014 e 2016 foi ​maior, com 28.616 casos e 11.310 mortes registradas na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Angele Gapio, chefe de emergências da instituição de caridade Caritas na cidade de Bunia, no nordeste do país, disse que as campanhas de conscientização estão falhando e que os profissionais da linha de frente estão exaustos e traumatizados.

“A doença já se instalou ​na comunidade”, disse ela à Reuters. “As pessoas continuam buscando tratamento com curandeiros tradicionais, ‌e a cadeia de transmissão persiste.”

A ⁠OMS afirmou no início deste mês que a verdadeira dimensão do surto poderia ser até quatro vezes maior do que sugerem os números oficiais.

A ⁠Reuters informou nesta semana que os esforços de ⁠vigilância estão sobrecarregados devido à falta ⁠de veículos, à ⁠escassez ​de pessoal e à desconfiança da comunidade.

(Reportagem adicional de Fiston Mahamba e Anait Miridzhanian)

Reuters

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