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    Blocão se reúne com Alckmin na 4ª para mais uma tentativa de apontar vice na chapa tucana

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, fará uma nova reunião nesta quarta-feira com os partidos do blocão (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade) em uma tentativa de fechar a indicação do nome para concorrer à vice-presidência na chapa do tucano, mas membros do grupo ouvidos pela Reuters garantem que até agora não existe um acordo.

    'Vamos fazer uma nova reunião, mas não acredito que vai ser possível anunciar amanhã, como gostariam', disse o presidente do PRB, Marcos Pereira.

    Na semana passada, depois do anúncio formal de apoio a Alckmin, os partidos do blocão decidiram nomear o presidente do DEM, o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, como interlocutor com o PSDB para se chegar a um nome.

    Depois de ver o empresário Josué Gomes, filiado ao PR e indicado pelo grupo, rejeitar a candidatura à vice-presidência, o blocão afirmou que não iria mais exigir o cargo para um dos cinco partidos. Alckmin ainda tem em sua aliança PPS, PSD e PTB, mas queria o poder de veto a um nome.

    De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, seguem na mesa os nomes de Aldo Rebelo (Solidariedade), Mendonça Filho e Tereza Cristina, ambos do DEM. 'São esses que ainda estão por aí', confirmou o deputado Marcos Montes (PSD-MG).

    Um nome do DEM, no entanto, poderia balançar o acordo feito na aliança, de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados em 2019.

    'Eu não estou intransigente, mas poderia abalar a garantia de reeleição do Rodrigo Maia, o que acredito interessa mais a eles', disse Marcos Pereira, que foi o primeiro a levantar a objeção de que o DEM ficasse com os dois cargos mais importantes na aliança.

    Chegou-se a levantar o nome da senadora Ana Amélia (PP-RS), que daria a Alckmin uma vice mulher e da região Sul, onde têm perdido espaço. O próprio candidato tentou mais uma vez cooptar o senador pelo Paraná Álvaro Dias, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo Podemos. No entanto, em entrevista à Reuters, Dias afirmou que seria um 'descarado' se aceitasse uma aliança com o PSDB.

    Os partidos têm até segunda-feira para definir as chapas. Apesar das convenções precisarem acontecer até domingo, as atas precisam ser entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira.

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    Sem consenso, blocão define interlocutor para discutir nome de vice com Alckmin

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Sem consenso para indicar um vice a Geraldo Alckmin depois da negativa de Josué Gomes, o blocão (DEM, PP, PR, PRB e SD) designou o presidente do DEM e prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, para negociar com o candidato tucano o novo nome para o cargo.

    'Decidimos por unanimidade que vai haver uma conversa com Alckmin para ver se conseguimos chegar a um acordo entre todos os partidos da coligação', disse o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, depois de mais uma reunião na casa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira.

    Além dos cinco partidos do blocão, Alckmin também já tem acertado o apoio também de PTB, PSD, PPS e PV. As conversas, segundo ACM Neto, irão incluir todos esses partidos.

    'Vamos tratar agora de critérios e perfis, não vai se tratar agora deste ou daquele nome. O que importa é buscar um nome que agregue', disse ACM Neto.

    A negativa de Josué chegou por carta aos presidentes dos partidos logo depois do anúncio formal do apoio feito pelos cinco partidos em uma entrevista. Josué alega questões pessoais e elogia a decisão dos partidos de apoiar Alckmin, afirmando ser 'lúcida e acertada'.

    A ideia inicial dos partidos, segundo ACM e Paulinho afirmaram logo depois do anúncio do apoio, era, caso não houvesse um consenso, levar uma lista de nomes a Alckmin.

    No entanto, o blocão preferiu agora discutir primeiro com o presidenciável para não criar problemas internos no grupo, já que o PRB, por exemplo, já havia vetado um nome do DEM.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Blocão faz anúncio de apoio a Alckmin sem consenso para vice do tucano

    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O blocão --formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade-- vai anunciar formalmente na manhã de quinta-feira o apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, sem consenso sobre quem será o vice na chapa após o empresário Josué Gomes, do PR, resistir a aceitar a indicação.

    Josué Gomes foi colocado como o nome preferencial do grupo para ser companheiro de chapa de Alckmin na quinta-feira da semana passada, logo após o blocão ter desistido de apoiar o pedetista Ciro Gomes. Com a provável desistência do empresário, não há até o momento um nome que seja consenso dentro do grupo.

    “Não teria um nome de consenso. Por enquanto são só ideias”, disse à Reuters o presidente do PRB, Marcos Pereira.

    Seu partido veta uma das alternativas que mais agradaria Alckmin, o nome do ex-ministro da Educação Mendonça Filho, do DEM. Pereira diz que mais um espaço para o DEM, nessa magnitude, desequilibraria o acordo do blocão, uma vez que o partido já tem a promessa da manutenção de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados por mais um período de dois anos.

    “Não vejo um candidato do DEM como uma boa alternativa. Seria muita coisa”, disse Pereira. “Se não for o Josué ainda temos que discutir isso internamente.”

    Embora Josué tenha sido colocado a Alckmin como o nome de consenso do blocão, o grupo não havia consultado o empresário --que estava no exterior quando o acordo foi feito--, e só fez isso depois do acordo com o PSDB estar fechado.

    “A gente fez a consulta no tempo certo. Não tinha porque oferecer a ele a vice sem ter o acordo fechado”, defendeu o líder do PR na Câmara, José Rocha.

    O empresário se reuniu com o tucano na segunda-feira e deu sinais de que não iria aceitar a vaga. Ele se disse grato com a indicação, mas ressalvou para Alckmin ficar livre para encontrar um novo nome para colega de chapa, segundo relatos obtidos pela Reuters.

    Desde então, aliados de Alckmin e do próprio grupo trabalham em duas frentes políticas: ainda tentar convencer Josué a aceitar a escolha de vice por ser o único nome de consenso do blocão e, ao mesmo tempo, encontrar um outro nome para a vaga.

    Alckmin passou esta quarta-feira em reuniões fechadas com dirigentes partidários e aliados políticos em Brasília.

    Outro dirigente que esteve com Alckmin, o presidente do PP, o senador Ciro Nogueira, foi questionado pela Reuters sobre se Mendonça Filho poderia ser um nome de consenso para vice do tucano, mas respondeu apenas: 'Meu candidato é o Josué.'

    O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Rodrigo Garcia (SP), preferiu se esquivar de polêmica. Disse que Josué Gomes não deu uma resposta definitiva e, se ele declinar, um novo nome 'vai ser decidido em comum acordo com o bloco de partidos' que apoiam Alckmin.

    Segundo o líder do PR, Josué deveria dar uma resposta definitiva “entre hoje (quarta) e amanhã (quinta)', para o bloco, que pretende chegar no anúncio oficial do acordo com o PSDB pelo menos sabendo se terá ou não que procurar outro vice.

    O jornal Folha de S.Paulo publicou nesta quinta artigo do empresário no qual ele diz que Alckmin é o nome certo para liderar o país diante dos desafios que o Brasil enfrenta, mas não menciona a possível candidatura a vice.

    A rigor, ainda há tempo para a escolha. Alckmin só vai formalizar a sua candidatura em 4 de agosto na convenção do PSDB e os partidos têm até o dia 5 para fazerem suas respectivas convenções nacionais a fim de escolher suas alianças.

    O registro de candidatura, contudo, só precisa ser feito até o dia 15 de agosto. Até o momento, o tucano tem formalizada a aliança do PTB e vê como certo o apoio de PSD, PPS e PV. Com o apoio dos partidos do blocão, deverá ser o presidenciável com maior tempo de rádio e TV no primeiro turno.

    Antes de toda essa movimentação, pesquisa CNI/Ibope no mês passado mostrou Alckmin com apenas de 4 a 6 por cento das intenções de voto para presidente.

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    Alckmin evita dar aliança com blocão como certa e diz que trabalha para efetivá-la

    (Reuters) - O pré-candidato pelo PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, evitou, nesta sexta-feira, referir-se à aliança com o chamado blocão como algo já concretizado e afirmou que ainda trabalha para 'celebrar' o acordo na próxima semana.

    A reserva do tucano explicitada em evento para o lançamento de Rodrigo Garcia, do DEM, como vice na chapa do tucano João Dória pelo governo de São Paulo foi explicada, posteriormente, pelo presidente nacional do partido, Antonio Carlos Magalhães Neto, que citou a necessidade de consultas às bases dos partidos que compõem o grupo político para poder formalizar o apoio.

    'Hoje eu vi em todos os jornais celebrando a aliança com o bloco. Quero dizer que não', disse o ex-governador, em São Paulo. 'Nós estamos trabalhando para na semana que vem poder celebrar essa aliança. Eu estou trabalhando, não desisto', afirmou.

    Na quinta-feira, o grupo político --formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade-- decidiu apoiar a candidatura do ex-governador de São Paulo ao Planalto, mas a formalização do acordo, a se efetivar na próxima semana, depende de algumas condições.

    'O futuro a Deus pertence, mas vamos trabalhar muito', disse Alckmin. 'Vamos trabalhar muito pela aliança com o bloco liderado pelo Democratas, liderado pelo PRB, liderado pelo PP, liderado pelo PR e liderado pelo Solidariedade, um partido também extremamente importante pela sua representatividade.'

    Segundo ACM Neto, há uma 'intenção indisfarçável' dos dirigentes partidários que compõe o bloco de apoiar Alckmin.

    'No entanto cada partido tem a sua dinâmica própria. Eu não posso vocalizar pelo Democratas sem antes validar esse caminho com a minha base. Penso que os outros quatro partidos têm que cumprir o mesmo papel', explicou.

    Segundo ele, há ainda algumas questões estaduais que estão sendo 'aperfeiçoadas', mas sem oferecerem um 'empecilho' à aliança.

    Também presente no evento, o presidente do PRB, Marcos Montes, afirmou que 'não há dúvida' sobre a preferência do partido por Geraldo Alckmin, mas é necessário fazer as consultas internas.

    'Mas eu penso que estamos mais próximos (da aliança) do que ontem', pontuou.

    Na quinta-feira, integrantes do blocão passaram o dia em conversas e reuniões, ocasião em que definiram que tomariam uma direção conjunta na disputa eleitoral e indicariam o empresário Josué Gomes (PR) para vice.

    Decidiram ainda que o anúncio oficial do apoio a Alckmin ocorrerá na próxima quinta-feira, desde que sejam cumpridas algumas condições: a reeleição do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a busca de uma solução para o financiamento de sindicatos, após a extinção do imposto sindical.

    Mais tarde nesta sexta-feira, em seu perfil no Twitter, Alckmin negou qualquer intenção em retomar o imposto sindical.

    'Ao contrário do que está circulando nas redes, não vamos revogar nenhum dos principais pontos da reforma trabalhista. Não há plano de trazer de volta a contribuição sindical.'

    O blocão chegou a tender a um apoio ao candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes. Mas uma contraofensiva dos tucanos somada à entrada do PR na negociação mudou o jogo, além de uma sucessão de atitudes do pedetista provocar uma mudança de humor entre os integrantes do grupo político.

    (Por Maria Carolina Marcello, em Brasília)

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    ANÁLISE-Apoio do blocão impulsiona campanha de Alckmin, mas embute riscos e não garante vitória

    Por Eduardo Simões

    SÃO PAULO (Reuters) - O apoio dos partidos do chamado blocão ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, é importante por dar ao tucano instrumentos relevantes para a campanha eleitoral, mas embute riscos de imagem à candidatura do ex-governador paulista e está longe de colocá-lo em situação confortável para vencer a eleição de outubro.

    E, mesmo que o tucano e seus aliados mais próximos consigam transformar a vantagem de infraestrutura advinda com o apoio do grupo de legendas em vitória eleitoral, Alckmin ainda corre o risco de, se for instalado no Palácio do Planalto, ver sua agenda legislativa refém de uma base formada por siglas conhecidas por sua voracidade por cargos, recursos e fatias do poder.

    'Esses partidos trazem eleitores, votos, para o Alckmin? Eles não trazem votos. Não é uma coisa automática', disse à Reuters o cientista político do Insper Carlos Melo.

    'Ele está adquirindo instrumentos de campanha eleitoral: tempo de televisão e capilaridade. Isso vai se transformar em voto? Essa é a primeira pergunta que se tem que fazer', acrescentou.

    Após reunião com Alckmin em São Paulo na quinta-feira, as lideranças dos partidos do blocão --PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade-- decidiram fechar apoio a Alckmin na eleição presidencial, mas o acordo, que deve ser anunciado na próxima semana, só será formalizado após o que o presidente de uma dessas siglas chamou de fazer o 'dever de casa', ou seja, alinhar palanques regionais nos Estados.

    Se emplacar a aliança com o blocão, Alckmin --que já tem o apoio formal do PTB e está praticamente fechado com PSD, PPS e PV-- terá o maior tempo na propaganda eleitoral no rádio e na TV, mecanismo historicamente importante em eleições presidenciais no Brasil.

    ATIVO E PASSIVO

    Ao mesmo tempo, ele atrairá para sua campanha partidos que foram da base de apoio ao presidente Michel Temer, cujo governo é amplamente rejeitado pelo eleitorado, e que têm várias de suas lideranças envolvidas em escândalos de corrupção que vão desde a Lava Jato até o mensalão.

    'O Alckmin ganhou um ativo e contraiu um passivo', avaliou Melo. 'Ao mesmo tempo que o centrão te dá tempo de televisão, ele te dá desgaste de imagem. A identificação com o governo Temer só seria maior se o MDB entrasse.'

    De acordo com o presidente de um dos partidos do blocão que confirmou o acordo à Reuters sob condição de anonimato, o acerto inclui apoio tucano à reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados.

    Além disso, os partidos do blocão indicarão o empresário Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas e filiado ao PR, como vice na chapa de Alckmin, e há relatos de que os partidos do blocão também cobrarão apoio para emplacar o presidente do Senado a partir de 2019.

    De acordo com analistas ouvidos pela Reuters, esse cenário impõe a Alckmin o risco de, se eleito, governar sob forte tutela dos partidos do blocão.

    'O que eventualmente vai ser importante é o quanto Alckmin vai ficar refém do centrão, ou seja, do baixo clero, na implementação da sua agenda futura', disse à Reuters Rafael Cortez, analista político da Tendências Consultoria Integrada.

    'O Alckmin vai precisar construir uma ascendência sobre esses partidos para que a agenda reformista tenha sucesso.'

    RISCO ÀS REFORMAS

    O tucano tem afirmado que, se eleito, levará ao Congresso já em janeiro do ano que vem propostas de reformas como a da Previdência, a tributária e a política. Segundo ele, a estratégia será usar o capital político vindo das urnas para obter aprovação do Congresso às medidas.

    Entretanto, os partidos que agora aderem a Alckmin são os mesmos que, na base aliada de Temer, não aprovaram, por exemplo, a reforma da Previdência, uma das prioridades da agenda legislativa do emedebista. Além disso, há dúvidas sobre se parlamentares dessas legendas darão suporte a medidas que alterem significativamente o atual sistema político.

    Cortez avalia o apoio do blocão a Alckmin como positivo para o tucano no curto prazo, mas afirma, por outro lado, que, embora o apoio dê ao tucano ferramentas e oportunidade para vencer a eleição, os riscos à candidatura dele ainda seguem elevados.

    O analista aponta um risco do que chama de 'sarneyzação' da campanha eleitoral deste ano e faz um paralelo com o pleito de 1989, quando o então presidente José Sarney (PMDB) também era amplamente rejeitado pelo eleitorado e candidatos vistos como próximos a ele --Ulysses Guimarães (PMDB) e Mario Covas (PSDB)-- tiveram desempenho ruim.

    'O que pode ocorrer é a mudança entre os personagens: o Sarney passa a ser o Temer, o Covas e o Ulysses passam a ser (o pré-candidato do MDB Henrique) Meirelles e Geraldo Alckmin. Esse risco ainda é bastante elevado', avaliou.

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    Lupi diz que PDT ainda busca acordo com PSB

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira que o blocão -que na véspera fechou acordo com o tucano Geraldo Alckmin- vai voltar a ser 'adjacente' do PSDB e que a legenda que preside ainda busca fechar um acordo eleitoral com o PSB.

    'A gente nunca teve o centrão. Eles vão voltar ao leito natural deles, que é ser adjacentes ao PSDB. Quem vive com tucano acaba carregando a pena do tucano. Se eles querem isso, o que eu posso fazer?', disse Lupi, em entrevista logo após a oficialização da candidatura presidencial de Ciro Gomes pelo PDT.

    'Você não perde o que não conseguiu. Não é fácil, ele só tem peso pesado. É difícil, mas eles fizeram a opção e se uniram ao PSDB', completou.

    Uma contraofensiva de Alckmin e aliados do tucano fizeram com que o blocão -formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade- fechassem com o tucano, após estarem próximos de acertar com o próprio Ciro Gomes.

    O candidato do PDT deixou a convenção partidária sem falar com a imprensa.

    Carlos Lupi afirmou que conversou nesta sexta-feira com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, a fim de tentar fechar uma aliança com os socialistas. Segundo Lupi, o PSB está olhando também para as questões nos Estados, principalmente em Pernambuco.

    O presidente do PDT disse considerar que a conversa com o governador de São Paulo e candidato à reeleição, o socialista Márcio França, 'avançou bem' e destacou que acha que ele pode apoiar Ciro. 'Eu acho que tem que acontecer naturalmente', disse.

    Lupi afirmou ainda que o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, telefonou para ele nesta sexta-feira e comentou que fará uma grande consulta no partido sobre apoio ao PDT. Mas o pedetista considera muito difícil eles deixarem o blocão.

    'Acho muito difícil eles saírem do bloco porque se sentem com o bloco um grupo mais forte. Qualquer que seja o presidente, tem que conversar com o bloco', destacou.

    (Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu)

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    Líderes do blocão fecham com Alckmin, mas 'dever de casa' precisa ser feito antes de formalizar apoio

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Líderes dos partidos do chamado blocão --grupo formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade-- decidiram fechar apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, mas a formalização do apoio depende ainda do 'dever de casa' a ser feito pelas partes, disse à Reuters um presidente de uma sigla do grupo.

    'Fechado, desde que os deveres de casa sejam feitos', disse esse presidente de partido à Reuters nesta sexta-feira, referindo-se à necessidade de acerto de palanques regionais. Ele acrescentou que o anúncio oficial deverá ser feito na quinta-feira da próxima semana.

    De acordo com esta fonte, que pediu para não ter seu nome revelado, o acerto inclui o compromisso de Alckmin de, se eleito no pleito de outubro, buscar uma solução para o financiamento de sindicatos, após a extinção do imposto sindical na reforma trabalhista. A demanda atende ao Solidariedade, partido presidido pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente da Força Sindical.

    Ficou combinado, ainda de acordo com essa fonte, que o acordo incluirá a reeleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da Câmara dos Deputados em 2019. Maia lançou sua pré-candidatura ao Planalto, mas já desistiu da postulação, apesar de ainda não ter anunciado publicamente.

    A decisão do blocão de apoiar Alckmin aconteceu depois de uma reunião de lideranças deste grupo de partidos com o presidenciável tucano na quinta-feira, em São Paulo, e implica em uma reviravolta na corrida presidencial, já que as siglas do blocão vinham pendendo para um apoio ao pré-candidato do PDT, Ciro Gomes.

    Uma contraofensiva de Alckmin e de interlocutores ligados a ele, somado à entrada do PR na negociação, mudou o jogo, depois que a cúpula do PDT e até mesmo lideranças do blocão admitirem que estava praticamente certo um acordo com Ciro. Uma sucessão de atitudes do próprio presidenciável pedetista contribuiu para uma mudança de humor nesse xadrez.

    Alckmin desmarcou uma agenda de pré-campanha no interior de Minas Gerais na quinta para permanecer em São Paulo e intensificar as tratativas para atrair o blocão para sua candidatura. O tucano será formalizado candidato do PSDB à Presidência na eleição de outubro na convenção do partido, marcada para 4 de agosto em Brasília.

    O secretário-geral do PSDB, deputado federal Marcus Pestana (MG), afirmou à Reuters na quinta-feira que a negociação para fechar a aliança com o blocão estava indo bem, mas que haviam questões pontuais que estavam sendo conduzidas por Alckmin pessoalmente.

    'Nós temos que respeitar o tempo dos potenciais aliados. Nós temos mais afinidades, e o Ciro Gomes ajuda a realçar isso. Quando ele mostra o apreço que ele tem pelo Ministério Público, quando ele trata da questão da Boeing com a Embraer, facilita bastante o nosso trabalho', disse Pestana, que enfatizou que um anúncio caberá aos partidos do blocão.

    Outras lideranças do grupo de legendas já haviam afirmado à Reuters na quinta que o acerto com o pré-candidato do PSDB estava mais perto.

    Uma dessas lideranças, quando indagada sobre o motivo que levou o blocão a voltar-se a Alckmin, disse apenas que o 'juízo' tem pesado em favor do tucano.

    Nesta semana, Ciro voltou a criar polêmica ao xingar uma promotora, sem saber tratar-se de uma mulher, que pediu abertura de inquérito contra ele por injúria racial, após o pedetista chamar o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM) de 'capitãozinho do mato'.

    Também gerou controvérsia ao divulgar uma carta enviada às lideranças das fabricantes de aviões Boeing e Embraer solicitando que seja desfeito um acordo de parceria entre as companhias. O governo brasileiro tem uma 'golden share' na Embraer que lhe dá poder de veto sobre decisões da companhia.

    REUNIÕES

    Na quarta-feira à noite, dirigentes do grupo, em encontro que contou com a presença do cacique do PR, Valdemar Costa Neto, definiram que vão tomar uma posição conjunta na sucessão presidencial e ofereceram o nome do empresário Josué Gomes, filiado ao PR, para ser candidato a vice.

    Dirigentes do blocão voltaram a se reunir na manhã e início da tarde de quinta em Brasília e divulgaram uma nota em que afirmam que o momento é de 'ponderar, em conjunto, o melhor caminho do Brasil' e que uma decisão comum será anunciada na semana que vem.

    Por ora, Alckmin só tem o apoio formal do PTB, o primeiro partido a anunciar uma aliança presidencial para outubro. O tucano tem ainda promessas de acordo com o PSD e o PPS e, se emplacar um acerto com o blocão, poderá ter um bom tempo da propaganda eleitoral de rádio e TV --tradicionalmente um dos principais trunfos para a disputa presidencial.

    Já o PDT, que realiza convenção nesta sexta-feira para oficializar a candidatura de Ciro, não fechou aliança formal com qualquer partido até agora.

    Eufórico dias atrás com o possível acordo com o blocão, o presidente do PDT, Carlos Lupi, minimizou, ainda na quinta, o impacto de não ter o apoio do grupo, após a reunião de Alckmin com líderes do blocão.

    'Qual o prejuízo de perder aquilo que nunca tivemos? Não vamos ficar isolados. Vamos dar tempo ao tempo', disse, em entrevista na noite de quinta-feira na sede do PDT em Brasília.

    (Reportagem adicional de Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello, em Brasília, e de Eduardo Simões, em São Paulo; Edição de Alexandre Caverni e Raquel Stenzel)

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    Em contraofensiva, Alckmin 'anula' Ciro, e blocão caminha para aliança com tucano

    Por Ricardo Brito e Eduardo Simões

    BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - Numa reviravolta nas negociações de alianças para a eleição presidencial, o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, e interlocutores próximos conseguiram anular nos últimos dias um quase acerto do pedetista Ciro Gomes com o chamado blocão e o grupo agora se encontra bem encaminhado para um acordo com o tucano nos próximos dias, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

    A cúpula do PDT e até mesmo lideranças do blocão --formado por PP, DEM, PRB, PR e SD-- admitiam que estava praticamente certo um acordo com Ciro, mas uma sucessão de atitudes do próprio presidenciável pedetista somada à ofensiva de Alckmin e aliados levaram a uma mudança de humor nesse xadrez.

    O secretário-geral do PSDB, deputado federal Marcus Pestana (MG), afirmou à Reuters que a negociação para fechar a aliança com o blocão está indo bem, mas há questões pontuais que estão sendo conduzidas por Alckmin pessoalmente.

    'Nós temos que respeitar o tempo dos potenciais aliados. Nós temos mais afinidades, e o Ciro Gomes ajuda a realçar isso. Quando ele mostra o apreço que ele tem pelo Ministério Público, quando ele trata da questão da Boeing com a Embraer, facilita bastante o nosso trabalho', disse Pestana (MG), que enfatizou que um anúncio caberá aos partidos do blocão.

    Lideranças do blocão --formado por PP, DEM, PR, PRB e SD-- afirmaram à Reuters, de forma reservada, que está mais perto o acerto com o pré-candidato do PSDB.

    'Alckmin está na frente agora', admitiu um presidente de um partido do blocão à Reuters, sob a condição do anonimato, ao ser questionado se a disputa estaria empatada.

    Outro presidente de partido, que até dias atrás dava como selado um acerto com Ciro, também reconheceu que a balança pende agora para o bloco fechar com o pré-candidato do PSDB.

    Uma terceira liderança do blocão também destacou que Alckmin voltou a ganhar força no grupo e, questionada sobre o motivo da mudança de humor em prol do tucano, disse apenas que o 'juízo' tem pesado em favor dele.

    REUNIÕES

    Na quarta-feira à noite, um encontro de dirigentes do grupo --que contou com a presença do cacique do PR, Valdemar Costa Neto-- definiu que vão tomar uma posição conjunta na sucessão presidencial e ofereceram o nome do empresário Josué Gomes, filiado ao PR, para ser candidato a vice.

    Dirigentes do blocão voltaram a se reunir na manhã e início da tarde desta quinta em Brasília e divulgaram uma nota em que afirma que o momento é de 'ponderar, em conjunto, o melhor caminho do Brasil' e que uma decisão comum será anunciada na semana que vem. [nL1N1UF0Y6]

    Houve ainda uma reunião em São Paulo de vários dirigentes do grupo com o próprio Alckmin na qual o acerto avançou.

    Segundo uma liderança do blocão, há detalhes a serem acertados com o tucano. Uma das pendências está no Solidariedade, legenda que já tinha tido sinalização de que demandas seriam atendidas pelo PDT.

    Alckmin desmarcou uma agenda de viagem nesta quinta-feira ao interior de Minas Gerais a fim de, segundo uma fonte ligada ao tucano, intensificar os contatos com integrantes do blocão.

    Por ora, o pré-candidato do PSDB só tem o apoio formal do PTB, o primeiro partido a anunciar uma aliança presidencial para outubro. O tucano tem ainda promessas de acordo com o PSD e o PPS e, se emplacar um eventual acerto com o blocão, poderá ter um bom tempo da propaganda eleitoral de rádio e TV --tradicionalmente um dos principais trunfos para a disputa presidencial.

    Reservadamente, um interlocutor direto de Alckmin disse que são 'boas' as perspectivas para fechar com o blocão. Afirmou ter conversado com um dirigente de um partido do grupo e o convenceu a apoiar o pré-candidato do PSDB com os seguintes argumentos: a afinidade da agenda do PSDB com o blocão é maior do que a de Ciro e a suposta falta de controle emocional do pedetista, que nos últimos dias se envolveu em polêmicas públicas.

    'Os apoios estão vindo', disse esse interlocutor de Alckmin, ao destacar o jeito sereno e de bastidor do pré-candidato tucano nas negociações. O PSDB marcou a sua convenção nacional para confirmar o nome de Alckmin somente no dia 4 de agosto, e, caso feche mesmo com o blocão, poderá anunciar um amplo arco de alianças na ocasião.

    Já o PDT realiza convenção na sexta-feira sem que tenha fechado uma aliança formal com qualquer partido.

    Eufórico dias atrás com o possível acordo com o blocão, o presidente pedetista, Carlos Lupi, minimizou a possibilidade de não firmar uma aliança com o grupo.

    'Qual o prejuízo de perder aquilo que nunca tivemos? Não vamos ficar isolados. Vamos dar tempo ao tempo', disse, em entrevista na noite de quinta-feira na sede do PDT em Brasília.

    Questionado se Ciro conseguiria atrair o Solidariedade para uma coligação, afirmou que não acredita na possibilidade diante do fato de o blocão ter tomado uma decisão de agir em bloco.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello, em Brasília)

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    Blocão decide caminhar junto, mas ainda está indeciso entre Alckmin e Ciro

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O grupo dos chamados partidos de centro formado por PP, DEM, PR, SD e PRB, conhecido como blocão, decidiu na noite de quarta-feira que irá junto para a disputa presidencial e oferecerá o nome do empresário Josué Gomes, filiado ao PR, como candidato a vice, mas ainda está dividido entre apoiar o pedetista Ciro Gomes ou o tucano Geraldo Alckmin.

    'Vai ser uma decisão colegiada, seja por consenso, seja por maioria, mas ainda está dividido, alguns pró-Ciro, outros pró-Alckmin', disse à Reuters o líder do PR na Câmara, José Rocha (BA), nesta quinta-feira.

    Os partidos do blocão ainda discutem para que lado ir na disputa presidencial de outubro. DEM, Solidariedade e PP, apesar das divergências ideológicas, estão mais inclinados a apoiar Ciro, mas outros partidos, como PRB e o próprio PR, têm dificuldades de se aliar ao pedetista e preferem Alckmin.

    A decisão final dever ser tomada na próxima quarta-feira. 'É o deadline', disse Rocha.

    Até agora, no entanto, a decisão é que, não havendo consenso, quem for derrotado irá seguir a escolha da maioria -- uma medida tomada pelos caciques dos partidos, mas que ainda pode enfrentar resistência nas bases.

    O acordo foi fechado na noite de quarta-feira em uma reunião na casa do senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP, mas as conversas continuaram nesta quinta-feira em um café da manhã na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

    Mais tarde, os cinco partidos divulgaram nota conjunta informando que farão 'consultas internas' nos próximos dias.

    'Progressistas, PR, PRB, Democratas e Solidariedade reafirmam a união e o compromisso de construir um projeto comum para as eleições deste ano', disse o grupo. 'Cada partido vai realizar consultas internas nos próximos dias com o propósito de anunciar publicamente uma decisão comum na semana que vem.'

    INFLUÊNCIA FUTURA

    A decisão de caminharem unidos tem uma razão única: garantir que o blocão chegue com força em um eventual próximo governo para ditar as normas no Congresso e influenciar no governo.

    Juntos, os cinco partidos falam em eleger cerca de 200 deputados, o que permitiria a eles, e ao novo governo, trabalhar sem o MDB pela primeira vez desde a redemocratização do país.

    O blocão também elevaria consideravelmente o tempo de televisão e os palanques regionais dos candidatos. O grupo já se reuniu com Ciro e com Alckmin para ouvir propostas e promessas.

    Com o tucano há maior afinidade ideológica, mas no blocão há ceticismo sobre a capacidade de Alckmin decolar na preferência dos eleitores, o que traria o risco de o blocão ficar fora do governo.

    Ciro tem mais potencial de crescimento, segundo a avaliação dos caciques das legendas, mas as posições do candidato pedetista, especialmente nas questões econômicas, incomodam os partidos, mesmo que Ciro tenha admitido suavizar suas postura sobre algumas questões.

    O presidente do PR, Marcos Pereira, disse que em conversa no sábado, em São Paulo, Ciro se comprometeu a aceitar sugestões na área econômica e a não interferir na pauta legislativa em questões de costumes importantes para o partido, como aborto ou questões homoafetivas. “Mas aí vem essa bomba que está em toda imprensa hoje, essa carta para a Embraer...”, disse Pereira.

    Na quarta-feira, Ciro divulgou carta enviada aos presidentes da Boeing e da Embraer em que sugere a dissolução do acordo fechado entre as duas companhias por meio do qual a norte-americana assumirá o controle da divisão de aviação comercial da Embraer através da criação de uma joint venture de 4,75 bilhões de dólares.

    (Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)

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    PDT vê crescer chances de apoio de blocão a Ciro

    Por Lisandra Paraguassu e Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - A duas semanas do prazo limite para os partidos fecharem suas coligações, cresceram as chances de o pedetista Ciro Gomes conseguir arrebanhar para sua candidatura o chamado blocão, que reúne os principais partidos do chamado centro político. Ainda dividido, no entanto, o grupo só pretende anunciar sua decisão na próxima semana.

    O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta quarta-feira à Reuters que as conversas com o blocão --composto por DEM, Solidariedade, PRB, PR, PP e PHS-- têm avançado nos últimos dias e, mesmo partidos que antes estavam reticentes em apoiar Ciro, como o PRB, têm dado sinais de mudança.

    'O centrão está caminhando para vir', disse o presidente do PDT, ao ressalvar que a expectativa dele é que um acerto mesmo com o grupo só seja anunciado na próxima semana.

    'Se tenho chances de pegar o candidato que hoje é de centro-esquerda, tem experiência, foi governo e com isso posso impedir o PT ganhar e posso estar com esse cara para ganhar do Bolsonaro, que ninguém quer...', analisou Lupi. 'Então, não é nem pelas nossas qualidades, desculpe, que o Ciro tem algumas, mas é porque nós passamos ser a opção mais plausível. Esse pessoal é muito pragmático.'

    Integrantes do grupo confirmam que as negociações estão avançando e existe uma chance real de o bloco ir unido com o PDT, mas que não existe ainda nada certo.

    'Não dá para falar que vai ou não vai, mas está bem encaminhado', disse o presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), ao destacar que haverá uma conversa na noite desta quarta, ou na quinta-feira, entre líderes do bloco, que poderá definir a posição do grupo.

    Paulinho avalia que o recuo do PR, que planejava inicialmente fechar uma aliança com o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é mais um indício de que o grupo poderá marchar junto com Ciro em outubro.

    Presidente do PRB, o ex-ministro Marcos Pereira confirmou à Reuters que as negociações avançaram, mas não há definição e há ainda muitas dificuldades para o partido aceitar a aliança.

    'Avançou, mas é muito incipiente ainda. Não há nada concreto', disse. 'Continua com muitas dificuldades, não é simples.'

    Pereira explica que, se o PR se unir ao grupo e indicar o empresário Josué Gomes --filho do falecido ex-vice-presidente José Alencar-- para ser vice de Ciro, a situação melhora um pouco.

    'Ainda vamos ter que trabalhar muito a bancada, mas dá um pouco mais de conforto. Se o PR não vier, a gente vai ter muito mais dificuldade.'

    O ex-governador do Ceará Cid Gomes, irmão de Ciro, disse ter conversado pessoalmente dias atrás com Valdemar Costa Neto em busca do apoio do PR e que o cacique disse-lhe na ocasião que a legenda estava inclinada a fechar com Bolsonaro.

    Contudo, o acordo do PR com o pré-candidato do PSL posteriormente refluiu e a cúpula do PDT voltou a investir num acordo com a legenda.

    Segundo Cid, seu irmão trabalha para garantir um acordo a fim de conquistar, além do tempo de rádio e TV, governabilidade no Congresso.

    'O Ciro tem sido assim muito disciplinado no compromisso de colocar as coisas antes e pensar sempre no dia seguinte', destacou ele.

    O PRB é o partido que tem, até agora, as maiores dificuldade de fechar uma aliança com Ciro Gomes. A sigla quer adaptações na pauta econômica do candidato e também a garantia de Ciro de que não vai interferir em pautas legislativas caras à base evangélica do partido, como aborto ou questões homoafetivas.

    Em uma reunião no sábado, em São Paulo, o pedetista teria aceitado não interferir nas pautas legislativas e que aceitaria sugestões nas questões econômicas. 'Mas aí vem essa bomba que está em toda imprensa hoje, essa carta para a Embraer...', disse Pereira.

    O partido desistiu na semana passada de seu candidato próprio, o empresário Flavio Rocha e agora tenta decidir se vai em conjunto com o blocão ou fecha apoio a Geraldo Alckmin, mesmo com o tucano em baixa nas pesquisas. Nesta quarta, Marcos Pereira se reuniu também com o candidato do MDB, Henrique Meirelles.

    Dentro do DEM, que hoje capitaneia as discussões com Ciro, há uma tendência maior de apoio ao pedetista.

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