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    Bloco de Maia recebe apoio da oposição e terá 11 partidos em disputa pela presidência da Câmara

    Placeholder - loading - Presidente da Câmara, Rodrigo Maia 08/08/2019 REUTERS/Amanda Perobelli
    Presidente da Câmara, Rodrigo Maia 08/08/2019 REUTERS/Amanda Perobelli

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    Por Pedro Fonseca

    (Reuters) - Partidos de oposição anunciaram nesta sexta-feira apoio ao bloco liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na disputa por sua sucessão ao comando da Casa, o que levou o deputado a anunciar a formação de uma aliança com 11 legendas para a disputa.

    Maia leu documento assinado por representantes dos partidos do bloco: PT, DEM, PDT, PSB, MDB, Cidadania, Rede, PV, PCdoB, PSDB e PSL. Ao todo, 269 deputados compõem o grupo, de acordo com a Agência Câmara Notícias.

    'Enquanto alguns buscam corroer e lutam para fechar nossas instituições, nós aqui lutamos para valorizá-las. Enquanto uns cultivam o sonho torpe do autoritarismo, nós fazemos a vigília da liberdade. Enquanto uns se encontram nas trevas, nós celebramos a luz', disse Maia ao ler o documento, ao lado de líderes e representantes dos partidos.

    O bloco de Maia, que ainda não tem um candidato definido, enfrentará o líder do PP, Arthur Lira (AL), que é apoiado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

    Dois nomes são considerados os favoritos para representar o bloco do atual presidente da Câmara: o líder do MDB, Baleia Rossi (SP), e o líder da Maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), mas o PT informou que também apresentará um nome do próprio partido ou da oposição a ser apreciado pelo grupo.

    De acordo com Maia, o bloco vai dialogar nos próximos dias para definir o nome 'mais da centro-direita, mas que também pode sair do campo da centro-esquerda' para representar o grupo.

    'Da esquerda ou da direita, mas principalmente que possa representar e manter uma união de partidos com ideias tão diferentes, mas como grande convergência na defesa da democracia, da liberdade e das instituições democráticas', afirmou.

    Os partidos de oposição, que eram considerados fiéis da balança na disputa, reconheceram as diferenças com a agenda econômica defendida por demais legendas do bloco, mas exaltaram a união contra o governo.

    'Vamos nos unir para enfrentar o inimigo maior, o inimigo maior da nação brasileira se chama Jair Messias Bolsonaro, e ele será derrotado na eleição da Mesa da Câmara', disse o deputado Orlando Silva, que assinou o documento em nome do PCdoB, em discurso no plenário da Câmara, acrescentando que a oposição continuará a lutar contra a agenda econômica defendida por Maia, apesar da aliança.

    Também em discurso no plenário, Arthur Lira acusou Maia de promover uma ditadura no comando da Casa e disse que os dois nomes cogitados para concorrer pelo grupo rival também fazem parte da base do governo. Aguinaldo, inclusive, é do mesmo partido de Lira.

    'Essa Casa vive hoje uma ditadura de representatividade. Não tem rodízio proporcional para os relatórios de MPs, PLs, PECs, e quando o relator é escolhido ninguém nem sabe', afirmou.

    'Não tem mais função o colégio de líderes nessa casa, não tem mais o princípio de proporcionalidade para entrega das matérias', disse. 'Nós estávamos calados o tempo todo, mas agora não mais.'

    A eleição para a presidência da Câmara ocorrerá em fevereiro. Para ser eleito, o candidato precisa de maioria absoluta dos votos (257) em primeira votação, ou ser o mais votado no segundo turno.

    Escrito por Reuters

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