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    Heleno admite risco de MP da reforma administrativa caducar, mas aposta em bom senso do Congresso

    BRASÍLIA (Reuters) - Em meio à uma crise de articulação do governo com o Congresso, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, admitiu nesta segunda-feira que existe risco da medida provisória da reforma administrativa caducar, mas disse acreditar no bom senso dos parlamentares.

    'Risco há. Claro que eu espero que ele não seja um risco provável, mas o risco existe, lógico. Está na mão deles. Eu acredito que uma nuvem de bom senso mostre que isso aí é contra tudo o que foi conversado', disse o ministro.

    Heleno defendeu que a redução dos ministérios prevista na MP --e que pode cair caso a medida não seja aprovada por Câmara dos Deputados e Senado até o dia 3 de junho-- é uma questão de gestão.

    O governo enfrenta resistência para votação da MP no Congresso. A medida foi aprovada em comissão com a volta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia, tirando-o do Ministério da Justiça, como propusera o governo. Mas, mesmo com o acordo feito com os parlamentares pelo Planalto, deputados do PSL tentam reverter a decisão em plenário.

    Depois de uma semana sem votações, a Câmara deve tentar votar o texto esta semana, e parlamentares do chamado centrão já teriam concordado com a inversão de pauta para que a MP pulasse a ordem de votação.

    Perguntado se estaria faltando bom senso ao centrão, Heleno disse que não acusaria ninguém, mas que é preciso uma reflexão sobre o que essas manobras vão trazer ao país.

    'Isso é o tal negócio: há uma alternância de poder, que alguns partidos não admitem, mas há. Tem uma alternância de poder. Então eu sou você amanhã. Então amanhã quando eu precisar defender isso aí, eu não vou ter moral para defender, porque há algum tempo atrás eu fiz o contrário do que estou pregando', defendeu.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    ENTREVISTA-Amazônia deve ser explorada com sustentabilidade e ter viabilidade econômica, diz Heleno

    Por Lisandra Paraguassu e Anthony Boadle

    BRASÍLIA (Reuters) - As riquezas da Amazônia brasileira precisam ser exploradas para impulsionar o desenvolvimento e a viabilidade econômica da região, mas seguindo todos os princípios da sustentabilidade, disse à Reuters o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.

    'Essa viabilidade tem que ser buscada explorando com sustentabilidade, com sentimento muito claro de que nós não podemos causar desastres ambientais na Amazônia. Tem de ser preservada', disse o ministro em entrevista na terça-feira.

    'Agora, o que pode trazer benefício para o país tem que ser explorado. De forma ordeira, seguindo todos os princípios de preservação do meio ambiente, mas se tem ouro vamos explorar ouro. Não vamos deixar que os contrabandistas explorem e você não ganhe nada', afirmou.

    A política ambiental do governo Bolsonaro tem sido um dos principais pontos de crítica de organismos e governos estrangeiros, a ponto de cientistas europeus terem sugerido a seus governos a imposição de barreiras a produtos brasileiros com suspeita de serem produzidos com riscos ao meio ambiente.

    As ideias difundidas pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de que é possível facilitar a liberação de licenças ambientais, construir novas hidrelétricas e estradas na Amazônia e rever áreas de parques e reservas preocupam os ambientalistas, mas ecoam visões colocadas pelo próprio presidente Jair Bolsonaro.

    Mais cuidadoso, o ministro do GSI defende o cumprimento do regramento ambiental e um desenvolvimento feito de maneira sustentável, mas se incomoda também com a intervenção de órgãos internacionais.

    Ex-comandante militar da Amazônia, o general da reserva é um defensor nacionalista da região e se irrita com a ideia, vendida especialmente por órgãos internacionais de meio ambiente, de que a Amazônia é um patrimônio da humanidade.

    'A Amazônia brasileira não é patrimônio da humanidade como as pessoas dizem. A Amazônia brasileira é um patrimônio do Brasil. E nós sabemos o que temos que fazer com a Amazônia. É a mesma coisa que as Montanhas Rochosas, que são um patrimônio dos EUA', disse Heleno.

    'Nós temos obrigação de cuidar, de fazer um desenvolvimento sustentável da Amazônia, mas ela é um patrimônio do Brasil. Essa é uma posição que não abro mão.'

    A posição de Heleno chegou a gerar uma disputa com o Vaticano quando um sínodo (assembleia de bispos da Igreja Católica) foi marcado para discutir a situação da Amazônia. Chegou-se a noticiar que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estava monitorando a organização, o que o governo negou.

    À época, Heleno admitiu preocupação com os temas que iriam ser tratados e com a visão dos bispos. 'O sínodo quer falar de terra indígena, quer falar de exploração, de plantação, quer falar de distribuição de terra. São assuntos do Brasil. O Brasil não dá palpite no deserto do Saara, na floresta das Ardenas, no Alasca”, disse à época.

    O encontro acontecerá em outubro e está mantido, mas o governo se absteve de novas críticas.

    INDÍGENAS

    O ministro também dirige críticas fortes à Fundação Nacional do Índio (Funai) e à política indigenista brasileira, que classifica de 'desastrosa'.

    'A Funai até hoje não cumpriu seu papel. Temos que mirar com muito carinho a população indígena. Eles querem ser cidadãos, não querem viver excluídos da sociedade', defendeu.

    Heleno conta que, durante seu tempo na Amazônia, visitou mais de 300 comunidades indígenas e diz que o pedido que recebia em todas elas era por acesso à energia elétrica.

    'Isso aí de acordo com os mais preciosistas contraria a preservação da cultura indígena. Bobagem. Hoje é impossível se manter isolado, é muito raro as etnias que se mantêm isoladas, isso é uma lenda, são pouquíssimos. Todos os que têm contatos com a civilização querem todas aquelas vantagens e não significa que vai acabar com sua cultura', afirmou.

    'Eles podem perfeitamente preservar a cultura e estar integrados à sociedade e serem cidadãos, terem aceso ao ensino superior, eletricidade, internet. Isso tem que ser oferecido, e tenho certeza que as comunidades vão aceitar. Eles querem integrar a sociedade e querem preservar sua cultura, o que é uma coisa absolutamente razoável e factível.'

    O próprio presidente Jair Bolsonaro já defendeu mudanças na política de demarcação e de exploração das terras indígenas. Ele quer a liberação da exploração econômica, de plantações e também de mineração, com autorização das comunidades, que poderiam receber royalties.

    A medida tem a simpatia de alguns líderes indígenas, que chegaram a ser levados ao Planalto e gravaram um vídeo com o presidente, mas é criticada por indigenistas e por outras lideranças indígenas. Até agora, no entanto, o governo não chegou a mexer na legislação que trata da exploração das terras.

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    Situação na Venezuela segue imprevisível e depende das Forças Armadas, diz general Heleno

    Por Lisandra Paraguassu e Anthony Boadle

    BRASÍLIA (Reuters) - Depois de meses de tumulto interno, a situação na Venezuela segue absolutamente imprevisível e uma solução depende em grande parte das decisões a serem tomadas pelas Forças Armadas, que podem terminar por assumir a transição para uma 'normalidade democrática', avaliou nesta terça-feira o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

    Um dos homens mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, o general da reserva tem acompanhado de perto -dentro do que o governo brasileiro consegue ter de informações- a situação no país vizinho, que afeta diretamente as fronteiras brasileiras. E reconhece que é quase impossível prever para onde vai a Venezuela.

    'É absolutamente imprevisível como é que vai se desenrolar esse panorama na Venezuela. É imprevisível porque existe um fator preponderante nessa história que faz com que dependa desse fator tudo que vai acontecer daqui para frente, que é a posição das Forças Armadas', disse o ministro à Reuters.

    Heleno lembra que são as Forças Armadas venezuelanas que estão determinando o caminho que o país irá tomar.

    Há duas semanas, quando o autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, anunciou a derrubada do governo de Nicolás Maduro, o movimento não foi adiante porque os comandantes optaram por declarar apoio ao presidente venezuelano. O oposicionista garantiu que tinha apoio de parte dos militares, mas até agora esse movimento não aparenta ter chegado ao topo da cadeia de comando.

    Heleno ressalta que não se sabe se as próprias Forças Armadas venezuelanas pretendem tirar Maduro do poder ou se manter com a ajuda de outros países, como a China -que teria enviado nesta segunda-feira 80 toneladas em ajuda para o país, segundo o ministro.

    'Então não se sabe como as Forças Armadas vão se comportar. Vão optar pela saída do Maduro e eles mesmos assumem o poder e desencadeiam as providências para que se retome uma normalidade democrática? Ou podem se dividir, uma parte apoia Guaidó, uma parte apoia o Maduro, que é talvez uma parte mais arriscada que pode dar início a um conflito lá dentro, desencadeando uma guerra civil. Então a gente não tem... nem o americano arrisca', disse.

    Questionado sobre a posição dos Estados Unidos na questão venezuelana, o general diz que o governo de Donald Trump também está acompanhando com cuidado o que acontece no país, mas estão evitando uma ação ostensiva.

    'Estão tentando conduzir a coisa diplomaticamente sem entrar no campo militar. Ainda que eles tenham potencial para isso, eles estão evitando qualquer ação que pode ser classificada como ação militar. Mesmo a tentativa de fazer chegar ação humanitária ela foi muito 'comportada'', disse, lembrando que não houve uma tentativa de forçar a entrada da ajuda na fronteira pela Colômbia.

    'Eu sei o que eles (os EUA) não querem. Eles não querem que a Venezuela seja uma nova Cuba, é um tormento para eles', respondeu ao ser perguntado sobre o que os norte-americanos querem na Venezuela.

    O general levantou ainda um outro risco, o de que a decadência do governo venezuelano leve a um crescimento de rotas de narcotráfico passando pelo país e chegando aos EUA via Caribe. Heleno lembra que, apesar da situação das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estar pacificada, o grupo controlava o tráfico na região e ainda pode reativar suas atividades.

    'A própria Venezuela já é hoje considerada por muitos um narcopaís. Então é uma área que tem... daí a preocupação dos americanos também. Talvez essa seja a maior preocupação dos americanos, a possibilidade da Venezuela crescer como narcopaís' disse. 'A Venezuela não é produtora de cocaína, mas é um local de passagem muito propício para que essa droga aos Estados Unidos pelo Caribe.'

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    Brasil mantém política de não intervenção e avalia que apoio a Guaidó é menor que anunciado

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro não tem clareza do tamanho do apoio militar ao autoproclamado presidente Juan Guaidó, que parece ser menor do que o inicialmente anunciado, e mantém a posição de não intervenção nos assuntos internos da Venezuela, afirmou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Augusto Heleno.

    O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião no início deste tarde para discutir a crise venezuelana com o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministros Heleno, Fernando Azevedo (Defesa) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). O encontro foi rápido e serviu para reafirmou a posição de não intervenção do Brasil na crise do país vizinho.

    De acordo com Heleno, o governo vai aguardar os acontecimentos e está analisando hipóteses para o resultado da crise venezuelana.

    'A posição do governo não vai se modificar. Desde o início, o governo tem adotado uma postura bastante prudente, cuidadosa, tomando a posição correta que é apoiar o presidente Guaidó e vai seguir nessa posição aguardando os acontecimentos', disse o ministro.

    Heleno levantou dúvidas sobre o sucesso da operação armada por Guaidó e disse não haver uma expectativa de solução no curto prazo.

    A avaliação do governo brasileiro é que o apoio militar a Guaidó é menor do que anunciado pelo político venezuelano ao chamar a população para tomar as ruas.

    'Essa é a grande incógnita dessa situação. No início desta situação, quando se caracterizou uma antecipação do movimento que estava previsto para amanhã não se percebeu movimentação militar, mas foi anunciado pelo Guaidó um maciço apoio. Logo depois isso foi colocado na dimensão correta. Ou seja, havia algum apoio, mas não chegava a atingir os altos escalões', avaliou Heleno.

    O general considera que há um apoio ao autoproclamado presidente venezuelano, mas que pode ser mais 'quantitativo e não qualitativo'.

    'Não sabemos a quantidade e a qualidade desse apoio. O que tem parecido é que esse apoio tenha um valor quantitativo mas qualitativo ele ainda não foi expressado. Não ouvimos de nenhum chefe militar um apoio ao presidente Guaidó', disse. Ao contrário, lembrou o general, no início da tarde foram divulgadas fotos de comandantes das forças armadas venezuelanas dando apoio a Maduro.

    'De manhã parecia que as coisas iriam se encaminhar para uma solução, mas ao longo do tempo não se transformou em massificação do movimento, explicou Heleno. 'Temos a impressão de que o lado de Guaidó é fraco militarmente.'

    O ministro avalia que a situação no país vizinho ainda está longe de uma solução.

    O vice-presidente Hamilton Mourão, que também participou da reunião, confirmou que as informações que o governo brasileiro teve acesso até agora mostram uma situação confusa e é preciso aguardar uma definição do cenário.

    Mourão, que já foi adido militar em Caracas, diz que os oposicionistas Guaidó e Leopoldo López foram para 'o tudo ou nada.'

    'Foram para uma situação que não tem mais volta, não há mais recuo. Depois disso ou eles vão ser presos ou Maduro vai embora', disse.

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    Heleno: segue posição que idades mínimas têm que ser viáveis para Previdência ser aprovada

    BRASÍLIA (Reuters) - As idades mínimas para aposentadoria precisam ser viáveis para que a reforma da Previdência possa ser aprovada no Congresso, disse nesta terça-feira o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, após reunião ministerial no Palácio do Planalto.

    'Continua aquela teoria que na Previdência as idades têm que ser viáveis para serem aprovadas', disse Heleno a jornalistas.

    Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as idades mínimas para a aposentadoria poderiam ser 62 anos para os homens e 57 anos para as mulheres.

    O tema, no entanto, não foi discutido na reunião ministerial, segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

    'Não teve nada' de reforma da Previdência no encontro, disse Mandetta à Reuters. Segundo ele, a pauta da reunião desta terça foi mais voltada para a segurança pública, em especial diante da crise por que passa a área no Ceará, a crise hídrica no Nordeste e iniciativas na área de ciência e tecnologia.

    Mandetta relatou que a dinâmica do encontro foi que os ministros falaram, em linhas gerais, sobre ações de suas respectivas pastas que precisem passar por outros ministérios.

    BASE DOS EUA

    Na entrevista aos jornalistas, Heleno afirmou também que Bolsonaro disse a ele que 'nunca falou' sobre a instalação de uma base militar norte-americana no Brasil.

    'Ele (Bolsonaro) me disse que nunca falou isso. Foi um comentário quando falaram de base russa (na Venezuela), não sei o que, aí saiu esse assunto: de repente é base americana. Mas não tem nada. Ele falou comigo que não falou nada disso. Fizeram um auê disso aí sem nada', disse Heleno.

    Em entrevista ao SBT na semana passada, Bolsonaro mostrou preocupação com a aproximação da Venezuela, do governo socialista de Nicolás Maduro, com a Rússia, e não descartou a possibilidade de instalação de uma base militar dos Estados Unidos no Brasil no futuro.

    'A minha aproximação com os Estados Unidos é uma questão econômica, mas pode ser bélica também. Nós podemos fazer acordo voltado para essa questão. Não queremos ter um superpoder aqui na América do Sul, mas devemos ter, no meu entender, a supremacia', acrescentou.

    Indagado sobre a possibilidade de instalação de uma base militar norte-americana em solo brasileiro, Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, não descartou a medida.

    'A questão física pode ser até simbólica. Hoje em dia o poderio das Forças Armadas americanas, chinesas, soviéticas alcançam o mundo todo independente de base. Agora, de acordo com o que puder vir acontecer no mundo, quem sabe você tenha que discutir essa questão no futuro', disse o presidente.

    (Por Lisandre Paraguassu e Ricardo Brito; Edição de Maria Pia Palermo e Alexandre Caverni)

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    'Não tem rusga nenhuma, são 'best friends'', diz Heleno sobre Bolsonaro e Guedes

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva Augusto Heleno, afirmou nesta segunda-feira que não há 'rusga nenhuma' na relação entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que mais cedo eles se encontraram como 'best friends'.

    'Que rusga? Lógico que não, não teve rusga nenhuma, nem rusga, nem carrinho por trás, nem tesoura voadora, não teve nada, hoje de manhã eles se encontraram aí 'best friends', não tem essa história', disse ele, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após a solenidade de posse de novos presidentes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

    Na semana passada, o presidente se envolveu em duas polêmicas em relação à área econômica. A primeira foi declarações de Bolsonaro sobre uma reforma da Previdência que adote a idade mínima de aposentadoria de 62 anos para homens e 57 para mulheres, em tese mais leve do que a em discussão pela equipe econômica.

    Na sexta-feira, o governo também teve de recuar de um anúncio, feito pelo próprio Bolsonaro, de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), após o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, terem dito que a medida não seria implementada.

    PESO NAS COSTAS

    Um dos auxiliares mais próximos do presidente, Heleno disse que houve uma conversa na manhã desta segunda de integrantes do governo. A avaliação é que, segundo ele, o que ocorreu foi 'fruto de uma primeira semana'.

    'Tem muita coisa, o peso em cima das costas do presidente é muito grande e ele acaba ouvindo muita coisa sem ter tempo nem de conferir se o que ele ouviu 5 minutos depois está valendo de novo', disse.

    'Mas é comum isso, isso não é uma novidade desse governo ter alguns desencontros assim. Hoje (segunda) teve uma conversa muito boa, andaram até levantando se havia desgaste no relacionamento dele com o Paulo Guedes, acho que aqui ficou provado que é pura invenção, não existe nada disso e esse entrosamento vai ser cada vez maior', minimizou Heleno.

    O ministro do GSI fez os comentários sobre as falas de Bolsonaro e Guedes, que trocaram afagos na cerimônia. Ele avaliou que, quando se ouve um discurso que não são combinados, 'a gente percebe que há uma identidade de propósitos'.

    'Uma intenção plena absolutamente consciente e honesta e isso facilita muito. Às vezes sai alguma coisa que parece que está muito fora do lugar, mas não é, é fruto da quantidade de informações que chegam, algumas não conseguem ser filtradas', disse.

    Questionado se falta uma assessoria de imprensa mais profissional, Heleno afirmou que isso é natural, porque havia um assessoramento na campanha 'muito mais precário'. 'Foi uma repercussão grande, mas sem a responsabilidade de uma fala presidencial. Mas hoje mesmo ele fez um comentário sobre isso e vamos ver a mudança', frisou.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

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    Não há decisão sobre transferir embaixada em Israel, mas há intenção clara, diz Heleno

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva Augusto Heleno, disse nesta quinta-feira que ainda não há uma decisão definitiva sobre a transferência da embaixada brasileira em Israel, mas ressaltou que há uma clara intenção nesse sentido.

    'Não houve ainda uma decisão de data. Há uma intenção clara que isso aconteça, mas não tem uma decisão de data. O presidente ainda não disse publicamente, não deu publicamente essa decisão', disse o general a jornalistas, acrescentando que a visita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao Brasil, é um sinal da aproximação com o país.

    No último domingo, Netanyahu afirmou que ouviu do presidente Jair Bolsonaro, com quem havia se reunido dois dias antes, que a mudança da embaixada para Jerusalém era uma questão de 'quando, não de se'.

    Mas uma fonte graduada do novo governo, que pediu para não ser identificada, mostrou cautela com a declaração do premiê israelense. 'Só se comenta decisão, a qual ainda não foi tomada', disse a fonte à Reuters.

    Heleno disse não acreditar que o movimento possa causar problema com os países árabes e que a diplomacia brasileira é 'muito habilidosa' e conseguirá tratar a questão.

    'É um pensamento do presidente, por enquanto. Isso, se acontecer, vai acontecer com precaução e exatamente mostrando à comunidade árabe que isso não é nenhuma provocação. É natural, até porque quem disse que a capital é Jerusalém foram os próprios israelenses. Nós estamos apenas cumprindo uma determinação deles: a capital nossa agora é Jerusalém', argumentou Heleno.

    Em entrevista a jornalistas após visita do presidente Jair Bolsonaro à Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial do GSI, Heleno disse também que é natural que aconteça uma aproximação do Brasil com Israel e Estados Unidos na área de defesa, mas que não há previsão, ao menos por enquanto, de aquisição de equipamentos ou investimentos por falta de recursos.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Bolsonaro nomeia militares que estiveram no Haiti para governo e pode repetir estratégia de segurança

    Por Gabriel Stargardter

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O general brasileiro Augusto Heleno comandou centenas de soldados da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005 em uma missão em uma favela do Haiti em busca de um criminoso poderoso.

    Ao longo de uma luta armada de sete horas, as tropas dispararam mais de 22 mil balas em Cité Soleil, um bairro pobre da capital haitiana, Porto Príncipe. Seu alvo, um líder combatente conhecido como Dread Wilme, foi morto.

    A operação, batizada de 'Punho de Ferro', coroou a cruzada de Heleno para restaurar a ordem no país depois que o presidente haitiano foi deposto por insurgentes. Heleno declarou a ação uma sucesso.

    Mas vários grupos de direitos humanos a classificaram como um 'massacre', alegando que dezenas de civis morreram no fogo cruzado, muitos deles mulheres e crianças.

    O episódio, quase esquecido fora do Haiti, pode ser um esboço da estratégia de segurança do presidente eleito Jair Bolsonaro para enfrentar a violência no Brasil.

    Ele escolheu Heleno como ministro do Gabinete de Segurança Institucional e quer que o general da reserva e outros militares que atuaram no Haiti combatam a violência no Brasil com métodos empregados em Porto Príncipe.

    O Brasil teve um recorde de 64 mil assassinatos no ano passado, a maior cifra do mundo. Bolsonaro prometeu não ter clemência com infratores da lei.

    'Estamos em guerra. O Haiti também estava em guerra', disse Bolsonaro em uma entrevista recente à televisão. '(No Haiti) a regra era: você encontra um elemento com uma arma, você atira, e depois vê o que aconteceu. Você resolve o problema'.

    O Haiti tem grande destaque no gabinete de Bolsonaro.

    Seu futuro ministro da Defesa, o general da reserva Fernando Azevedo e Silva, serviu no país como chefe de operações subordinado a Heleno. O próximo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, foi engenheiro militar sênior da ONU no Haiti, chegando pouco depois de Heleno partir em 2005. O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, o novo ministro da Secretaria de Governo, liderou tropas da ONU na nação caribenha em 2007.

    Nem Heleno nem Azevedo responderam a pedidos de comentário sobre a operação em Cité Soleil.

    Ainda não se sabe o quão rígida poderá ser a abordagem de Heleno no Brasil, particularmente no Estado do Rio de Janeiro, mas outras ações repressivas não produziram resultados duradouros.

    Entre estes esforços estão uma grande ofensiva de segurança em algumas favelas do Rio antes da Olimpíada de 2016 e mais recentemente uma intervenção militar iniciada em fevereiro. As mortes violentas aumentaram 1,3 por cento durante os primeiros nove meses da ocupação quando comparados ao mesmo período do ano passado, e o número de pessoas mortas por forças de segurança aumentou mais de 40 por cento -- cerca de quatro morrem diariamente.

    A atual intervenção no Rio está programada para terminar pouco antes de Bolsonaro tomar posse no dia 1º de janeiro de 2019, mas nem Heleno nem Azevedo e Silva descartaram prorrogá-la.

    Nas últimas semanas Heleno expressou apoio a uma estratégia radical de combate ao crime defendida pelo próximo governador fluminense, Wilson Witzel, que envolve a mobilização de atiradores de elite em helicópteros para eliminar traficantes com fuzis nas favelas.

    Heleno afirmou em uma entrevista recente a uma rádio que suas regras de engajamento no Haiti eram semelhantes às propostas por Witzel, acrescentando que partes essenciais da intervenção militar no Rio 'podem servir de modelo para o resto do país'.

    Essas opiniões preocupam alguns membros das Forças Armadas, que temem que uma guerra urbana prolongada mine o moral das tropas e provoque uma rejeição do público contra uma das instituições mais respeitadas do Brasil.

    Elas também preocupam alguns especialistas em segurança pública, que receiam que os novos líderes do país intensifiquem uma estratégia fracassada.

    'O Rio é um laboratório que ilustra que este tipo de diretriz não funciona', disse Ignacio Cano, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) que escreveu diversos artigos sobre questões de segurança.

    'BALAS ATRAVESSAVAM PAREDES'

    A Reuters entrevistou mais de uma dúzia de pessoas a par da operação de 6 de julho de 2005, inclusive diplomatas, funcionários de ONGs, autoridades haitianas e moradores de Cité Soleil.

    A Reuters também analisou relatórios da ONU, telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks, artigos de imprensa e as próprias declarações de Heleno à época. Juntos, esses documentos pintam um quadro detalhado das pressões que Heleno sofreu para ser rígido no Haiti.

    O Brasil assumiu o controle militar da missão da ONU para estabilizar o Haiti, conhecida como Minustah, em meados de 2004. Heleno, o primeiro comandante militar brasileiro da Minustah, chegou pouco depois da deposição e da partida do então presidente Jean-Bertrand Aristide para o exílio. O general foi encarregado de estabilizar o país para a realização de eleições pacíficas.

    Em seu caminho ele encontrou gangues criminosas poderosas que mantinham esquemas violentos de sequestros de pessoa e carros e de corrupção. À medida que os meses passavam, os Estados Unidos, em particular, expressavam impaciência com o progresso de Heleno.

    'A Minustah foi incapaz de estabelecer segurança e estabilidade aqui', disse James B. Foley, então embaixador dos EUA no Haiti, em um telegrama de 1º de junho de 2005 a Washington. 'Por mais que posamos pressionar a ONU e os brasileiros a adotarem a abordagem mais vigorosa que é necessária, não acredito que eles estarão à altura da tarefa no final das contas'.

    Cinco semanas depois Heleno ordenou que 440 soldados da ONU, apoiados por 41 veículos e helicópteros blindados, entrassem em Cité Soleil para deter Wilme, que telegramas dos EUA descreviam como o criminoso mais poderoso do Haiti.

    Inicialmente a equipe de Heleno disse que Wilme e alguns aliados morreram, o que resultou no máximo em cinco ou seis fatalidades, de acordo com relatos da imprensa -- mas relatos de mortos e feridos civis logo surgiram.

    'Temos informação crível de que tropas da ONU, acompanhadas pela polícia haitiana, mataram um número indeterminado de moradores desarmados de Cité Soleil, inclusive vários bebês e mulheres', disse na ocasião Renan Hedouville, chefe da organização local sem fins lucrativos Advogados Comprometidos com o Respeito aos Direitos Individuais.

    O então diretor da missão dos Médicos sem Fronteiras no Haiti disse a repórteres que seus médicos trataram 27 pessoas de ferimentos de bala, a maioria mulheres e crianças.

    Diplomatas dos EUA também questionaram a versão dos eventos da Minustah. Um telegrama de 26 de julho de 2005 disse que '22 mil cartuchos é uma quantidade grande de munição para ter matado só seis pessoas', e observou que alguns grupos de direitos humanos estimaram o saldo de mortes em até 70.

    Um porta-voz do atual governo haitiano não respondeu a um pedido de comentário sobre a operação ou a liderança brasileira das tropas da Minustah.

    Mas alguns moradores de Cité Soleil não conseguem se livrar da lembrança daquele dia. A ambulante Anol Pierre disse que estava em casa quando o ataque começou.

    'Eu me escondi debaixo da cama com meus filhos enquanto as balas atravessavam as paredes', contou. 'Só rezamos para Jesus. Lembro de uma mulher grávida com dois filhos que morreu. Muitas famílias foram vítimas'.

    SEM REMORSOS

    Juan Gabriel Valdés, chefe civil da Minustah no Haiti à época, disse que as regras de pacificação da ONU permitiam que os soldados de Heleno reagissem a disparos ao serem atacados. A Minustah disse que Cité Soleil continuava tão volátil que era impossível realizar uma investigação completa para determinar o saldo de mortes.

    Respondendo a alegações de força excessiva, um relator especial da ONU pediu esclarecimentos do que aconteceu à Minustah. Seu relatório sustentou que a explicação da missão para suas ações foi 'essencialmente satisfatória'.

    Heleno expressou desdém por aqueles que questionaram suas ações, segundo Seth Donnelly, ativista de direitos humanos que estava no Haiti à época. Em um relatório escrito sobre o ataque, Donnelly afirmou que Heleno disse a ele e a seus colegas ativistas que 'eles só pareciam se importar com os direitos dos 'fora da lei''.

    As opiniões de Heleno sobre a segurança pública não se suavizaram desde que ele deixou o Haiti. Em 2008, ainda na ativa, ele criticou publicamente diretrizes brasileiras que garantem a autonomia de tribos indígenas em terras ancestrais por vê-la como uma ameaça à soberania nacional.

    Ao se aposentar, em 2011, Heleno defendeu a ditadura militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, dizendo ter sido um bastião contra a 'comunização do país'.

    Em uma entrevista a uma rádio neste mês, Heleno disse que os direitos humanos deveriam ser reservados a 'humanos decentes'. Ele disse que facções criminosas estão transformando o Brasil em um 'narcopaís' e que medidas agressivas precisam ser usadas para detê-los.

    'É um absurdo tratar isso como situação normal. É situação de exceção que merece tratamento de exceção'.

    (Reportagem adicional de Robenson Sanon e Andres Martinez Casares, em Porto Príncipe; Anthony Boadle, em Brasília; e Michelle Nichols, em Nova York)

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    Reajuste do STF não é derrota de Bolsonaro, mas há preocupação, diz Heleno

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira que não considera uma derrota do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro a aprovação pelo Senado de uma proposta que aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, mas destacou que há uma preocupação com o impacto da medida para os cofres públicos.

    'Não é derrota, é preocupação. É preocupação até pelos gastos que foram anunciados, mas isso tem que ser bem estudado, não dá para fazer essa avaliação aqui, tem que avaliar principalmente o doutor Paulo Guedes (futuro ministro da Economia), avaliar qual é o impacto', disse Heleno ao chegar ao apartamento funcional de Bolsonaro, que ainda é deputado federal, em Brasília, para uma reunião com parlamentares.

    O reajuste dos ministros do STF e da Procuradoria-Geral da República, aprovados na noite de quarta pelo Senado, tem impacto bilionário para os cofres públicos, uma vez que gera um efeito cascata em toda a magistratura e Ministério Público da União e também porque aumenta o teto de quanto um servidor público pode ganhar no país.

    Os vencimentos, reajustados em 16,38 por cento, serão elevados dos atuais 33,7 mil reais por mês para 39,2 mil reais a partir de 2019, já no governo Bolsonaro. Horas antes da aprovação da medida no Senado, o presidente eleito chegou a alertar que 'não é o momento' para conceder aumentos salariais, apontando que o país atravessa grave crise fiscal.

    Um dos auxiliares mais próximos de Bolsonaro, o general Heleno não quis opinar sobre a decisão do Senado. 'Está fora do meu espectro, prefiro não me pronunciar, fica no nível presidente da República. O próprio presidente Temer parece que tem que sancionar', limitou-se a dizer.

    Heleno foi questionado sobre se Bolsonaro terá de atuar como uma espécie de moderador em relação a Paulo Guedes, que chegou a defender dar uma 'prensa' no Congresso para tentar aprovar a reforma da Previdência ainda em 2018. Posteriormente, o presidente eleito disse que Guedes deveria ter falado em 'convencimento' e citou a inexperiência política do auxiliar.

    'Eu acho que eles vão trabalhar juntos, têm um relacionamento muito bom, então são muito francos um com o outro, isso é muito importante. Acho que essa transparência, essa lealdade das pessoas, isso constrói muito. A pior coisa que tem é você ter uma equipe de governo em que um fica com preocupação do que vai falar para o outro. Acho que esse jogo aberto é muito importante', disse.

    DEFESA

    Heleno também afirmou que seria desejável que a escolha do futuro Ministro da Defesa ocorresse logo, embora tenha ressaltado que não é 'indispensável' que saia ainda nesta quinta-feira.

    'Não é indispensável que saia hoje, mas é bom que saia mais cedo. Primeiro que vocês ficam mais tranquilos e eu também. É importante, é o tal negócio, vai ter que acontecer e se acontecer logo melhor', disse ele, que anteriormente chegou a ser confirmado para ocupar a Defesa e depois foi deslocado para o GSI, pasta que tem gabinete no Palácio do Planalto.

    O general da reserva disse que não está determinado que o próximo ministro da Defesa será de outra Força Armada que não o Exército -- origem do atual ocupante da pasta, o também general Joaquim Luna e Silva. 'O que se busca é esse equilíbrio, porque essa diversidade de opiniões é importante. As Forças têm visões diferentes, até estratégicas. Então quando há um problema que chega e tem que ser discutido pelas três Forças, se o ministério da Defesa estiver presente facilita a discussão', avaliou.

    Heleno afirmou que à frente do GSI deverá dar continuidade ao trabalho desenvolvido e que não vai 'inventar a roda'. 'Estou tomando pé, ainda não vi minha mesa, meu gabinete. Não vi nada ainda. Estou no vestiário, botando camisa, chuteira, para poder entrar em campo. Então, não tenho muito o que comentar', disse.

    (Edição de Pedro Fonseca)

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    General Heleno assumirá Gabinete de Segurança Institucional no governo Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O general da reserva do Exército Augusto Heleno foi confirmado nesta quarta-feira como ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, e outro militar será escolhido para ocupar o Ministério da Defesa, como previsto inicialmente, informou nesta quarta-feira a equipe de transição do governo de Jair Bolsonaro.

    Mais cedo, o vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, havia dito que Bolsonaro deve escolher um nome da Marinha para ocupar a Defesa, hoje comandado pelo general da reserva do Exército Joaquim Silva e Luna.

    “O general Heleno é uma cabeça brilhante que não pode ser desperdiçada”, disse Mourão ao chegar para uma reunião no Centro Cultural do Banco do Brasil, onde trabalha a equipe de transição.

    Ao ser questionado sobre possíveis nomes, Mourão informou que Bolsonaro está pensando em “alguém da Marinha” para ter equilíbrio entre as forças.

    Atualmente, os generais que compõe a equipe do governo são todos do Exército. Além de Mourão e Heleno, estão o general da reserva Oswaldo Ferreira, que deve ser indicado ministro da Infraestrutura. Além do próprio Bolsonaro, capitão da reserva.

    Mourão afirmou ainda que o presidente eleito irá trocar os comandantes das três forças ao assumir a presidência. Segundo ele, um movimento normal com a mudança de governo.

    Segundo o general, o presidente eleito irá manter a tradição de indicar o oficial mais velho de cada força para o cargo.

    Apesar de essa não ser uma regra, tem sido normalmente a norma desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi quebrada em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff, que optou por nomes que não tivessem envolvimento com a ditadura de 1964. Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, era, por exemplo, o terceiro mais velho na força.

    Nivaldo Rossato, comandante da Aeronáutica, era o quarto mais antigo, e o almirante Eduardo Bacellar Leal, da Marinha, o segundo mais antigo.

    (Por Lisandra Paraguassu; Reportagem adicional de Ricardo Brito)

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    Bolsonaro não vai a debate por ameaça de 'atentado terrorista', diz general Heleno em vídeo

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O general da reserva do Exército Augusto Heleno afirmou em vídeo divulgado na tarde desta quinta-feira no Twitter que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, não vai comparecer a debates antes do segundo turno das eleições porque há uma ameaça de ele ser alvo de um 'atentado terrorista' que estaria sendo articulado por uma 'organização criminosa'.

    O vídeo com a fala de Heleno foi divulgado no Twitter numa conta intitulada 'General Mourão', em referência ao candidato a vice-presidente da chapa, o também general da reserva do Exército Hamilton Mourão. A Reuters, contudo, não conseguiu contato com o candidato a vice para atestar que a conta é dele.

    Segundo Heleno, um dos principais integrantes da campanha de Bolsonaro e já anunciado por ele como futuro ministro da Defesa, caso eleito, há uma 'recomendação de que toda vez que fosse sair de casa fizesse um vasculhamento no entorno da casa dele e jamais saísse de casa com hora marcada'.

    'Então, o comparecimento ao debate, que muita gente está vinculando ao medo de ele sair ou de debater com o (Fernando) Haddad, não se trata disso. Ele está realmente ameaçado, não é um mero tiro de snipper, é um atentado terrorista onde tem uma organização criminosa --que não vou citar o nome por motivos óbvios-- envolvida, comprovada por mensagens, por escutas telefônicas, então isso é absolutamente verídico', disse.

    O debate da TV Globo --líder de audiência no país --estava previsto para ocorrer na sexta-feira, mas foi cancelado diante do anúncio do não comparecimento de Bolsonaro, líder com folga das pesquisas de intenção de voto.

    Além de Mourão, a Reuters também tentou entrar em contato com o general Heleno a fim de obter detalhes sobre as declarações, mas também não conseguiu.

    INVESTIGAÇÃO

    No início do mês passado, Bolsonaro foi alvo de um atentado à faca em uma agenda de campanha em Juiz de Fora (MG) e ficou três semanas hospitalizado se recuperando de cirurgias às quais foi submetido.

    Após investigações feitas pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal denunciou Adélio Bispo de Oliveira por crime previsto na Lei de Segurança Nacional pela prática de 'atentado pessoal por inconformismo político'.

    O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, já disse publicamente que o relatório das investigações sobre o atentado ao presidenciável indica a ligação do crime com a facção criminosa PCC. Um novo inquérito foi aberto para apurar ligações de outras pessoas com o atentado.

    “Todos os dias recebemos informes, em relação ao PCC, há uma investigação que está sendo feita. Há fortes indícios. A investigação corre em sigilo. O pouco de informações que nós temos já são informações suficientes para que haja um cuidado redobrado”, disse ele, na terça-feira.

    O presidente do PSL também já afirmou haver riscos de Bolsonaro sofrer novos atentados, por isso a decisão de não permitir que o candidato participe de eventos de campanha.

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