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Tarifa atingirá 15% ou mais para alguns países, diz representante comercial dos EUA

Tarifa atingirá 15% ou mais para alguns países, diz representante comercial dos EUA

Reuters

25/02/2026

Placeholder - loading - Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, no Congresso dos Estados Unidos 24/02/2026 REUTERS/Kylie Cooper
Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, no Congresso dos Estados Unidos 24/02/2026 REUTERS/Kylie Cooper

Atualizada em  25/02/2026

Por David Lawder e Susan Heavey

WASHINGTON, 25 Fev (Reuters) - A tarifa ​comercial dos Estados Unidos para alguns países aumentará para 15% ou mais, a partir dos 10% recém-impostos, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, nesta quarta-feira, sem citar nenhum parceiro comercial específico nem fornecer mais detalhes.

Greer disse ao programa 'Mornings with Maria', da Fox Business Network, que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, não pretende aumentar as tarifas sobre produtos chineses acima dos níveis atuais, em um momento em que Trump planeja viajar para a China nas próximas semanas.

'No momento, temos uma tarifa de 10%. Ela subirá para 15% para alguns e poderá subir ainda mais para outros, e acho que estará em linha com os tipos de ⁠tarifas que temos ⁠visto', disse Greer.

Ele descreveu o plano do ​governo de ‌substituir as tarifas de emergência derrubadas pela Suprema Corte por novas, incluindo tarifas temporárias nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que entraram em vigor na terça-feira com uma alíquota de 10%, como compatíveis com os acordos comerciais existentes.

Greer disse que as investigações de práticas ⁠comerciais desleais nos termos da Seção 301 da mesma lei seriam o ponto central ​do esforço de substituição, visando países que constroem capacidade industrial excessiva, usam trabalho forçado nas cadeias de ​abastecimento, discriminam empresas de tecnologia dos EUA ou subsidiam arroz, ‌frutos do mar e ​outros produtos.

Ele ⁠disse que ele e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, levantaram repetidamente a questão do excesso de capacidade industrial com autoridades chinesas, acrescentando que empresas chinesas não lucrativas têm permissão para permanecer abertas e continuar produzindo ​com o apoio do governo.

'Não acho que eles vão resolver esse problema totalmente, e é por isso que precisamos ter tarifas sobre a China, o Vietnã e outros países que têm esse problema', disse ele.

Questionado se o governo está disposto a impor novas tarifas elevadas sobre produtos chineses, o que poderia perturbar uma ​delicada trégua comercial, Greer disse: 'Não pretendemos aumentar além' das taxas atualmente em vigor. 'Pretendemos realmente cumprir o acordo que temos com eles.'

Greer também disse que as investigações da Seção 301 podem servir como um mecanismo de fiscalização dos acordos comerciais que o governo firmou nos últimos meses, incluindo um acordo com a Indonésia, que concordou em aceitar uma tarifa de 19% dos EUA e abrir seus mercados aos produtos norte-americanos.

Ele disse que o gabinete do Representante Comercial dos EUA abrirá uma investigação da Seção 301 sobre as práticas comerciais da Indonésia ​para examinar a capacidade industrial e os subsídios à pesca, e as conclusões seriam comparadas com as medidas que ‌a Indonésia está tomando para abordar as preocupações ⁠dos EUA e seus compromissos nos termos do acordo.

'E então tomaremos uma decisão sobre que tipo de tarifa deve ser aplicada. Esperamos ter continuidade no que estamos fazendo' com os acordos comerciais, disse.

Ele acrescentou ⁠que o governo Trump continuará as investigações comerciais de segurança nacional ⁠destinadas a proteger setores estratégicos com tarifas nos termos ⁠da Seção 232 da ⁠Lei ​Comercial de 1962, e que o Departamento de Comércio está 'trabalhando duro' nessas questões.

(Reportagem de Susan Heavey e David Lawder)

Reuters

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