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Trump atribui vitória da extrema direita alemã nas eleições estaduais à imigração

Trump atribui vitória da extrema direita alemã nas eleições estaduais à imigração

Reuters

09/09/2026

Placeholder - loading - Co-líderes do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel e Tino Chrupalla, e o principal candidato, Ulrich Siegmund, participam de coletiva de imprensa em Berlim, Alema
Co-líderes do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel e Tino Chrupalla, e o principal candidato, Ulrich Siegmund, participam de coletiva de imprensa em Berlim, Alema

WASHINGTON/BERLIM, 9 Set (Reuters) - O presidente dos Estados ​Unidos, Donald Trump, atribuiu a vitória do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) em uma eleição estadual às regras e regulamentações de imigração, que ele classificou como “horríveis”.

A AfD, impulsionada pela ansiedade da população diante da imigração em massa, alcançou o primeiro lugar no domingo nas eleições na Saxônia-Anhalt -- a primeira vez que um partido de extrema direita chega tão perto do poder em nível estadual desde a Segunda Guerra Mundial.

Trump há muito acusa vários países europeus, incluindo a Alemanha, de perderem o controle de suas ⁠fronteiras, em ⁠decorrência de um grande influxo de ​migrantes e ‌requerentes de asilo, especialmente do Oriente Médio e do Afeganistão, na última década.

“Uau! O Partido Populista na Alemanha acabou de ter uma noite realmente grandiosa. Eles finalmente se cansaram das regras e regulamentações de imigração absolutamente horríveis que ⁠prejudicaram tanto a Alemanha”, escreveu Trump no Truth Social.

Ulrich Siegmund, da AfD, ​que espera se tornar o novo primeiro-ministro da Saxônia-Anhalt após a eleição de ​domingo, prometeu “deportações (de imigrantes ilegais) desde o primeiro minuto”, ‌ecoando as próprias políticas ​de Trump.

A ⁠vitória da AfD também representa um dos maiores reveses para os conservadores do chanceler Friedrich Merz desde que voltaram ao poder em nível nacional na Alemanha, há mais de um ​ano.

Quando questionado sobre a eleição na Saxônia-Anhalt na quarta-feira, o porta-voz-chefe de Merz, Stefan Kornelius, se recusou a comentar diretamente sobre a postagem de Trump nas redes sociais.

Mas acrescentou que Merz já havia indicado, no passado, que intervenções ou comentários do ​exterior sobre a política interna alemã, especialmente eleições, estão “fora de questão” para o chanceler.

Na mesma coletiva de imprensa de rotina, Kornelius disse que o governo adiou uma ligação telefônica planejada entre Merz e Trump por ocasião do próximo 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro nos EUA.

“O lado alemão adiou essa ligação hoje. Ainda não foi definida uma nova data”, disse ele, recusando-se a dar um motivo para o adiamento.

Os EUA ​e a Alemanha têm sido tradicionalmente aliados próximos, mas sua relação tem sido posta à ‌prova desde o retorno de Trump ⁠ao cargo, com visões divergentes sobre uma série de temas, incluindo tarifas, a guerra contra o Irã e o apoio à Ucrânia.

Kornelius afirmou que a Alemanha continua pronta ⁠para defender os valores que definem e unem os ⁠dois países. “São eles: liberdade, democracia e ⁠respeito”, disse.

(Reportagem de Kanishka ⁠Singh ​e Jasper Ward, em Washington, e Thomas Seythal, em Berlim; reportagem adicional de Markus Wacket)

Reuters

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