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Trump compara Pearl Harbor a ataques ao Irã em reunião com premiê do Japão

Trump compara Pearl Harbor a ataques ao Irã em reunião com premiê do Japão

Reuters

20/03/2026

Placeholder - loading - Donald Trump e Sanae Takaichi na Casa Branca  19/3/2026    REUTERS/Evelyn Hockstein
Donald Trump e Sanae Takaichi na Casa Branca 19/3/2026 REUTERS/Evelyn Hockstein

Por Daphne Psaledakis e Trevor Hunnicutt

WASHINGTON, ​20 Mar (Reuters) - O presidente norte-americano, Donald Trump, traçou um paralelo na quinta-feira entre os ataques dos EUA ao Irã e o ataque do Japão a Pearl Harbor em 1941, enquanto defendia a guerra que lançou contra Teerã ao se reunir com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em Washington.

'Queríamos uma surpresa. Quem sabe mais sobre surpresa do que o Japão? Por que você não me contou sobre Pearl Harbor?', Trump respondeu ⁠quando ⁠um jornalista perguntou por que ​ele não ‌havia contado aos aliados sobre seus planos de guerra.

'Vocês acreditam em surpresa, acho que muito mais do que nós.'

Os olhos de Takaichi se arregalaram e ela se remexeu na ⁠cadeira quando Trump, sentado ao seu lado no Salão Oval, ​evocou o momento que levou os EUA à Segunda Guerra ​Mundial.

O ataque japonês à base naval dos ‌EUA em Pearl ​Harbor, ⁠no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, matou 2.390 norte-americanos. Os EUA declararam guerra ao Japão no dia seguinte, e o presidente Franklin ​D. Roosevelt chamou de 'uma data que viverá na infâmia.'

Os EUA derrotaram o Japão em agosto de 1945, dias depois que os ataques com bombas atômicas dos EUA em Hiroshima e Nagasaki mataram ​centenas de milhares de civis.

Os comentários de Trump receberam uma reação mista nas ruas de Tóquio na sexta-feira.

Yuta Nakamura, engenheiro de 33 anos de uma empresa petroquímica, disse à Reuters que Takaichi foi colocada em 'uma situação muito difícil', elogiando-a por ter se saído bem ao 'evitar desagradar Trump'.

'Pessoalmente, considerei o comentário do presidente Trump apenas uma piada. ​Mas, devido à sua posição, se ela risse demais, provavelmente sofreria críticas, ‌então imagino que tenha sido ⁠muito difícil para ela reagir.'

Tokio Washino, um aposentado, afirmou: 'Dado o contexto histórico do Japão ter feito isso, e com Donald trazendo ⁠isso como exemplo, isso me faz sentir ⁠um pouco desconfortável como cidadão ⁠japonês.'

(Reportagem de Trevor ⁠Hunnicutt; ​Reportagem adicional de Doina Chiacu, Bhargav Acharya, Irene Wang e Katya Golubkova)

Reuters

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