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    Trump propõe Estado palestino com capital em Jerusalém Oriental

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    Presidente dos EUA, Donald Trump, e premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington 28/01/2020 REUTERS/Brendan McDermid

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    Por Steve Holland

    WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs nesta terça-feira a criação de um Estado palestino com capital em Jerusalém Oriental, sob a condição de os palestinos tomarem medidas para se tornarem autogovernados, na tentativa de alcançar um acordo de paz após décadas de conflito com Israel.

    Autoridades do governo norte-americano, dando à Reuters detalhes do plano que Trump anunciou na Casa Branca nesta terça-feira, disseram que, segundo o plano de paz proposto para o Oriente Médio, os EUA reconhecerão os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.

    Em troca, Israel concordaria em aceitar um congelamento de quatro anos em novas atividades de assentamentos enquanto o Estado palestino for negociado.

    'Hoje Israel deu um passo gigante na direção da paz', disse Trump em evento na Casa Branca com Netanyahu, acrescentando que enviou uma carta sobre o plano para o presidente palestino Mahmoud Abbas.

    'Este é um dia histórico', disse Netanyahu, comparando o plano de paz de Trump ao reconhecimento do Estado de Israel pelo presidente norte-americano Harry Truman em 1948.

    'Neste dia, você se tornou o primeiro líder mundial a reconhecer a soberania de Israel sobre áreas na Judeia e Samaria que são vitais para nossa segurança e centrais para nossa herança', acrescentou o premiê israelense, usando os nomes bíblicos da Cisjordânia.

    Embora líderes israelenses tenham acolhido o plano de Trump, os líderes palestinos o rejeitaram antes mesmo de seu lançamento oficial, dizendo que seu governo era tendencioso em relação a Israel.

    A ausência dos palestinos do anúncio de Trump provavelmente alimentará críticas de que o plano se inclina para as necessidades de Israel e não para as dos palestinos.

    As negociações entre israelenses e palestinos fracassaram em 2014, e não está claro se o plano de Trump pode ressuscitá-las.

    Autoridades norte-americanas disseram que estão preparadas para um ceticismo palestino inicialmente, mas que esperam que com o tempo concordassem em negociar. O plano coloca grandes obstáculos para os palestinos superarem de forma a alcançar o objetivo do Estado há muito procurado.

    Escrito por Reuters

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