Trump e Xi devem conversar sobre Irã, armas nucleares, comércio e IA
Trump e Xi devem conversar sobre Irã, armas nucleares, comércio e IA
Reuters
11/05/2026
Por Trevor Hunnicutt e Nandita Bose
WASHINGTON/PEQUIM, 10 Mai (Reuters) - Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, devem discutir Irã, Taiwan, inteligência artificial e armas nucleares, enquanto avaliam a prorrogação de um acordo sobre minerais críticos, de acordo com autoridades norte-americanas que preveem a visita de dois dias de Trump à China nesta semana.
Os líderes das duas maiores economias do mundo realizarão suas primeiras conversas presenciais em mais de seis meses, enquanto tentam estabilizar os laços tensos pelo comércio, a guerra dos EUA e de Israel com o Irã e outras áreas de desacordo.
Trump está programado deve chegar a Pequim na quarta-feira, antes das conversas previstas para quinta e sexta-feira. Será sua primeira viagem à China desde 2017.
Os EUA e a China devem concordar com fóruns para facilitar o comércio e o investimento mútuos, enquanto a China deve anunciar compras relacionadas a aviões da Boeing, agricultura e energia norte-americanas, disseram as autoridades.
Os planos para um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimento podem ser formalmente anunciados na reunião, mas esses mecanismos podem precisar de trabalho posterior antes de serem implementados, disse uma das autoridades.
Os dois países também discutirão a prorrogação de uma trégua em sua guerra comercial que permite o fluxo de minerais de terras raras da China para os EUA, embora ainda não esteja claro se esse acordo será estendido nesta semana, disse essa autoridade.
No entanto, ele expressou confiança de que o acordo, que foi firmado no outono passado e continua em vigor, acabará sendo prorrogado.
'Ele ainda não expirou', disse o funcionário a repórteres. 'Estou confiante de que anunciaremos qualquer possível prorrogação no momento apropriado.'
A embaixada da China em Washington não quis comentar.
QUESTÕES MAIS ESPINHOSAS
As conversas entre Trump e Xi também devem abordar áreas que há muito tempo são fonte de tensão entre os EUA e a China, incluindo Irã, Taiwan e armas nucleares.
A China mantém laços com o Irã e continua sendo um grande consumidor de suas exportações de petróleo. Trump tem se apoiado na China para usar sua influência para pressionar Teerã a fazer um acordo com Washington e encerrar o conflito que começou quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no final de fevereiro.
O governo Trump também pressionou a China em suas relações com a Rússia.
Xi, por sua vez, está frustrado com Washington em relação a Taiwan. Os EUA continuam sendo o mais importante apoiador internacional e fornecedor de armas para a ilha democraticamente governada, que Pequim reivindica como seu território.
A China aumentou sua presença militar perto de Taiwan nos últimos anos, mas a política dos EUA não mudará, disse a autoridade.
Os assessores de Trump expressaram preocupação crescente com os modelos avançados de inteligência artificial que estão sendo desenvolvidos na China e acreditam que os dois lados precisam de 'um canal de comunicação' para evitar conflitos decorrentes de seu uso.
Washington também espera há muito tempo iniciar conversas com Pequim sobre armas nucleares, embora a China continue relutante em discutir seu arsenal. O governo chinês disse em particular aos EUA que 'não tem interesse em sentar e discutir qualquer tipo de controle de armas nucleares ou qualquer coisa nesse sentido neste momento', disse uma das autoridades.
(Reportagem de Trevor Hunnicutt em Pequim, Nandita Bose em Washington e Ismail Shakil em Ottawa)
Reuters

