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    Trump persiste em batalha jurídica na esperança de reverter vitória de Biden

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    Presidente dos EUA, Donald Trump 11/11/2020 REUTERS/Carlos Barria

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    Por Jonathan Stempel e Jeff Mason

    (Reuters) - A equipe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu mais um passo nesta quarta-feira na batalha judicial para tentar anular sua derrota eleitoral ao ingressar com uma ação no Estado de Michigan, enquanto a Geórgia anunciou uma recontagem de votos e o presidente eleito, Joe Biden, trabalhava para estabelecer as bases de seu governo.

    A equipe do presidente republicano foi a um tribunal federal para tentar impedir Michigan, Estado crucial do Meio-Oeste dos EUA onde ele venceu em 2016, mas perdeu para Biden nas projeções da mídia, de certificar os resultados das eleições de 3 de novembro. Trump perdia nesta quarta-feira por cerca de 148.000 votos, ou 2,6 pontos percentuais, no total de votos em Michigan, de acordo com a Edison Research.

    No processo, há alegações de irregularidade eleitoral, com foco no reduto democrata do Condado de Wayne, que inclui a cidade de Detroit. Jake Rollow, porta-voz do Departamento de Estado de Michigan, disse que a campanha de Trump estava promovendo falsas alegações para minar a confiança da população na eleição.

    'Isso não muda a verdade: as eleições de Michigan foram conduzidas de forma justa, segura e transparente, e os resultados são um reflexo preciso da vontade do povo', afirmou Rollow em um comunicado.

    Biden obteve no último sábado a vitória na eleição ao conquistar uma série de Estados decisivos e ultrapassar os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral que determinam quem ganha a Presidência. Biden também estava vencendo na votação popular nacional por mais de 5 milhões de votos, com poucos Estados ainda contando votos.

    Democratas e outros críticos têm acusado Trump de buscar minar a confiança do público no sistema eleitoral dos EUA e deslegitimar a vitória de Biden por meio de alegações infundadas de fraude eleitoral, à medida que o presidente, o primeiro em exercício nos EUA a perder uma disputa à reeleição desde 1992, tenta se manter no poder.

    Durante a campanha, Trump rejeitou se comprometer com uma transferência pacífica de poder.

    Biden tornou-se o vencedor da eleição mesmo sem contar a Geórgia. Ele tinha uma vantagem de pouco mais de 14.000 votos, ou 0,3 ponto percentual, na Geórgia, um Estado do sul que os democratas não conquistam nas eleições presidenciais desde 1992.

    O secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, anunciou uma recontagem manual de todas as cédulas lançadas nos 159 condados do Estado. Ele disse que a previsão é de começar esta semana e que seria concluída a tempo de certificar os resultados até o prazo final de 20 de novembro.

    Biden, por sua vez, se reuniu com assessores nesta quarta-feira para se preparar para assumir o cargo em 20 de janeiro.

    Trump tem se recusado a admitir a vitória de Biden, apresentando uma enxurrada de ações judiciais em Estados-chave para tentar apoio em suas alegações de fraude eleitoral generalizada.

    Parlamentares republicanos proeminentes e outros aliados de Trump têm apoiado a estratégia do presidente, afirmando que ele tem o direito de contestar os resultados. O processo de Michigan foi aberto um dia depois que Biden chamou de “embaraçoso' o fato de Trump não admitir a derrota.

    (Reportagem de Jonathan Stempel, Jeff Mason, Andy Sullivan, Noeleen Walder and Jarrett Renshaw; Reportagem adicional de Steve Holland, Susan Heavey, Julia Harte, Jan Wolfe, Jason Lange e Tim Ahmann)

    Escrito por Reuters

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