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EUA assinam acordo com o Irã e tráfego no Estreito de Ormuz aumentará significativamente

EUA assinam acordo com o Irã e tráfego no Estreito de Ormuz aumentará significativamente

Reuters

15/06/2026

Placeholder - loading - Uma família passa de moto por um cartaz com os dizeres “Obrigado, Irã”, após um acordo entre os EUA e o Irã, nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano, em 15 de junho de 2026. REUTERS/Mohamed Azakir
Uma família passa de moto por um cartaz com os dizeres “Obrigado, Irã”, após um acordo entre os EUA e o Irã, nos subúrbios ao sul de Beirute, no Líbano, em 15 de junho de 2026. REUTERS/Mohamed Azakir

Atualizada em  15/06/2026

Por Humeyra Pamuk e Ryan Patrick Jones

WASHINGTON, ​15 Jun (Reuters) - Os Estados Unidos e o Irã assinaram um memorando de entendimento para pôr fim a uma guerra que já durava quase quatro meses, disseram autoridades norte-americanas nesta segunda-feira, acrescentando que uma cerimônia formal de assinatura deve ocorrer na sexta-feira e que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz vai aumentar significativamente, mas de maneira gradual.

O memorando de entendimento foi assinado pelo presidente Donald Trump, pelo vice-presidente JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse uma autoridade norte-americana.

Após semanas de negociações, a notícia de que Washington e Teerã ⁠haviam ⁠concordado em encerrar a guerra trouxe alívio ​aos mercados, ‌embora ainda haja riscos, visto que o pacto adia negociações potencialmente complicadas sobre a contenção do programa nuclear iraniano.

Embora ainda seja um acordo preliminar, o memorando representa o maior avanço até o momento rumo à resolução do conflito que matou milhares de ⁠pessoas e desestabilizou os mercados de energia desde fevereiro, quando EUA e ​Israel iniciaram os ataques conjuntos contra o Irã.

O memorando de entendimento estabelece uma estrutura ​para o funcionamento futuro da relação entre os EUA ‌e o Irã, explicou ​a ⁠autoridade sob condição de anonimato em uma reunião com jornalistas. Ela enfatizou que quaisquer benefícios para o Irã -- como o alívio das sanções e a liberação de fundos congelados de Teerã -- só ​serão concedidos se o país estiver disposto a colaborar com Washington em seu programa nuclear e não financiar o que o funcionário americano descreveu como 'radicalismo' na região.

'Estamos preparados para liberar fundos congelados e para aliviar as sanções, e faremos alguns pequenos gestos nesse sentido ​inicialmente, se eles fizerem alguns pequenos gestos que mostrem que também estão dispostos a cumprir seus compromissos', disse uma segunda autoridade norte-americana.

Ela acrescentou que o memorando de entendimento deve ser divulgado ao público dentro de 24 a 48 horas.

A curto prazo, o memorando de entendimento permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, uma importante rota de navegação para o fornecimento global de petróleo e gás, que o Irã efetivamente fechou durante meses, mas uma autoridade ​norte-americana alertou que levará algum tempo até o tráfego voltar ao normal.

'Veremos um aumento significativo no ‌tráfego no Estreito de Ormuz, na verdade, ⁠já começando, e isso aumentará gradualmente com o tempo', disse.

'Provavelmente não voltaremos à normalidade em duas semanas, mas veremos um aumento significativo no tráfego no estreito.'

A retirada de Israel ⁠do Líbano não é uma condição para o pacto ⁠entre os Estados Unidos e o Irã, ⁠afirmou um alto funcionário ⁠americano ​nesta segunda-feira, acrescentando que Israel terá o direito de se defender contra quaisquer ataques do Hezbollah.

Reuters

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