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Trump vincula os Acordos de Abraão a acerto com Irã

Trump vincula os Acordos de Abraão a acerto com Irã

Reuters

25/05/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca   19 de maio de 2026   REUTERS/Kevin Lamarque
Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca 19 de maio de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque

Atualizada em  25/05/2026

Por Doina Chiacu

WASHINGTON, 25 Mai (Reuters) - O presidente dos EUA, ​Donald Trump, afirmou na segunda-feira que pediu a países como Catar, Arábia Saudita, Paquistão, Egito, Jordânia e Turquia que aderissem em massa aos Acordos de Abraão para normalizar as relações com Israel, enquanto tenta negociar um acordo para encerrar a guerra com o Irã.

Trump disse ter conversado no sábado com os líderes desses países, bem como com os Emirados Árabes Unidos e o Barein, que já assinaram os acordos, sobre um conjunto de tratados para normalizar as relações com Israel.

'Estou solicitando obrigatoriamente que todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão e que, se o Irã assinar o acordo comigo, como presidente dos Estados Unidos da América, seria ⁠uma honra ⁠tê-los também como parte desta coalizão mundial sem ​precedentes', escreveu ‌Trump em uma publicação no Truth Social.

Ele citou 'todo o trabalho realizado pelos Estados Unidos para tentar resolver este quebra-cabeça muito complexo'.

Trump disse que esses países se sentiriam honrados em ter o Irã como parte dos acordos, assim que um acordo para pôr fim à guerra for alcançado.

O gabinete do ⁠primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a ​publicação de Trump. Os outros países citados por Trump também não responderam imediatamente à publicação sobre ​os Acordos de Abraão.

Trump disse que um ou dois dos ‌países com os quais conversou ​podem ter ⁠um motivo para não aderir, mas que a maioria deveria estar 'pronta, disposta e apta a fazer deste Acordo com o Irã um evento muito mais histórico do que seria de outra forma'.

Trump também afirmou que as negociações ​com o Irã estavam 'progredindo bem', mas não deu nenhuma indicação de que um acordo estivesse próximo.

O senador Lindsey Graham, aliado de longa data de Trump, defendeu a ideia de vincular um acordo com o Irã à expansão dos Acordos de Abraão como algo 'transformador para a região e para o mundo'.

Outros veem a estratégia ​como uma forma de tornar um acordo com o Irã mais aceitável para os céticos.

'Trump está tentando vender um acordo com o Irã como uma sequência dos Acordos de Abraão: bom para Israel, bom para a região, suficientemente duro para Washington', disse Ali Vaez, diretor do projeto Irã do International Crisis Group. 'Mas ele está trocando uma fantasia por outra — de forçar o Irã a se render a fingir que um acordo frágil pode ancorar uma nova ordem no Oriente Médio.'

Trump tem declarado repetidamente que deseja expandir os acordos que intermediou ​durante seu primeiro mandato na Casa Branca.

Os Emirados Árabes Unidos e o Barein assinaram o acordo durante o primeiro ‌mandato de Trump, em 2020, quebrando um tabu ⁠de longa data ao se tornarem os primeiros Estados árabes a reconhecer Israel em um quarto de século. Marrocos e Sudão seguiram o exemplo.

Trump estava otimista quanto à possibilidade de a Arábia Saudita, potência ⁠regional, finalmente aderir aos acordos após a entrada em vigor do ⁠cessar-fogo em Gaza no ano passado, mas Riad não ⁠demonstrou nenhuma disposição para ⁠avançar.

Egito ​e Jordânia já estabeleceram relações com Israel.

(Reportagem de Doina Chiacu em Washington, reportagem adicional de Rami Ayyub em Jerusalém)

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